REGIONAIS
Operação “Juranda” cumpriu 50 mandados de busca e apreensão e deteve 32
A operação contra o tráfico de drogas deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Militar (PM), Policia Civil (PC) e Ministério Público do Paraná (MPPR), na região de Campo Mourão, foi considerada um sucesso. No total, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e 31 traficantes foram tirados de circulação.

A chamada operação “Juranda”, buscou desmantelar um grupo criminoso responsável por uma grande movimentação de entorpecentes em Campo Mourão, Mamborê, Janiópolis, Ubiratã, Juranda, Goioerê, Boa Esperança e Ivaté.
“A operação foi coroada de êxito pela integração que tivemos entre o Ministério Público, Polícia Civil e Militar. Cumprimos 25 mandados de prisão com êxito, além de 50 de buscas e apreensão. Essa operação teve como alvo uma grande associação criminosa, mas ao final acabamos descobrindo outras duas. Foram presos vários traficantes, além da apreensão de um adolescente”, disse a promotora de Justiça, Caroline Nishi Coelho.
O delegado da Polícia Civil da comarca de Ubiratã, Ivo Vourvupulos Viana, que conduziu a operação também exaltou o trabalho conjunto das equipes para o sucesso da operação. “Todos os mandados de busca e apreensão foram cumpridos com sucesso, além de várias prisões, tirando mais de 30 traficantes de circulação. Também foram apreendidos celulares, os quais serão importantes para instruir a continuidade das investigações. Essa integração de forças com a Polícia Militar e o Ministério Público, mais uma vez traz reflexos positivos, como já ocorreu em agosto do ano passado, com a prisão de mais de 40 pessoas em Ubiratã. Desta vez o foco foi Juranda”, declarou o delegado.
O tenente-coronel Júlio César Vieira da Rosa, comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar, em Campo Mourão disse que a operação reuniu cerca de 170 policiais civis e militares, além de 40 viaturas empregadas. “Uma grande operação envolvendo Polícia Civil, Polícia Militar e Ministério Público, onde o principal beneficiado é a população da região”, disse o tenente-coronel.
REGIONAIS
Primas desaparecidas são identificadas após ossadas serem encontradas enterradas
Após quatro meses de buscas, a Polícia Civil do Paraná confirmou nesta quinta-feira (27) a identidade de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, e que foram assassinadas após saírem de uma boate, em Paranavai.
As primas estavam desaparecidas desde 20 de abril e foram encontradas mortas, enterradas em uma cova rasa em uma área rural de Paraíso do Norte. A identificação foi realizada por meio da análise das arcadas dentárias.
Exames médico-legais também apontaram que as jovens foram vítimas de morte violenta. A causa exata das mortes, porém, ainda não foi definida e depende da conclusão de outros exames.
Os corpos, ou apenas a ossada, foram localizados no dia 21 de agosto, durante as investigações sobre o desaparecimento das primas. Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos presos durante a apuração indicou aos investigadores o local onde as vítimas estavam enterradas.
Letycia e Sttela desapareceram na madrugada de 21 de abril, depois de saírem de uma boate em Paranavaí acompanhadas de um homem. Conforme as investigações, as jovens deixaram a cidade em uma caminhonete preta. O veículo foi flagrado por câmeras de segurança passando por Jussara, na região de Cianorte.
O principal suspeito do crime, Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido como “Dog Dog”, morreu durante uma abordagem policial em Mandaguari. De acordo com a investigação, ele teria tentado fugir e feito uma família refém, provocando uma troca de tiros com os policiais.
O segundo suspeito foi preso em Umuarama e, segundo a Polícia Civil, teria confessado o crime durante o interrogatório, além de indicar o local onde os corpos estavam enterrados. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e a causa exata das mortes.



