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Polícia faz buscas por corpos de primas da região desaparecidas em local indicado por denúncia

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O desaparecimento das primas Stella Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, pode ter novos desdobramentos após uma denúncia recebida pela Polícia Civil do Paraná e buscas pelos corpos são realizadas em uma área de mata em Paranavaí (noroeste do Paraná), próxima da cidade.
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As jovens desapareceram no dia 20 de abril, depois de saírem para uma festa em Paranavaí, no interior do estado. Desde então, o caso vem sendo tratado pela polícia como possível homicídio, com suspeita de feminicídio.

De acordo com a denúncia, uma pessoa próxima ao principal suspeito teria ouvido dele um relato envolvendo um possível duplo assassinato. A informação passou a ser investigada porque o denunciante teria tido contato com alguém de confiança do suspeito, que afirmou ter recebido uma suposta confissão.

Segundo a versão apresentada à polícia, o suspeito teria se aproximado de uma das jovens durante a festa. O relato aponta que ele e Stella teriam ido até uma área de mata, onde aconteceu um beijo.

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Ainda conforme a denúncia, Letycia teria chegado ao local logo depois. O homem teria tentado envolvê-la também, mas a jovem teria recusado. A recusa teria provocado uma reação agressiva.

A denúncia sustenta que as duas jovens teriam sido mortas por estrangulamento e depois levadas para uma região de mata próxima a Paranavaí. A polícia informou que todas as informações seguem em apuração.

O relato também aponta que o suspeito teria consumido bebida alcoólica e cocaína na noite do desaparecimento. Segundo a denúncia, ele teria afirmado que a mistura das substâncias fez com que “perdesse a percepção”.

O principal suspeito do caso é Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido pelos apelidos “Sagaz” e “Dog Dog”. Ele aparece em imagens de câmeras de segurança ao lado das jovens em uma balada horas antes do desaparecimento. (Polliana M).

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TRE-PR cassa mandato de prefeito e vereadora de Moreira Sales por compra de votos

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O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu, nesta quarta-feira (19), pela cassação dos mandatos do prefeito de Moreira Sales, Luiz Volpato, e da vereadora Priscila Albano, que foi a candidata mais votada para a Câmara Municipal nas eleições de 2024. A decisão está relacionada a uma investigação sobre suposta compra de votos.

No caso do prefeito, a Justiça Eleitoral de primeira instância havia julgado a ação de forma favorável a Volpato, entendendo que não havia comprovação suficiente de sua participação no esquema atribuído à vereadora.

O Ministério Público Eleitoral recorreu da sentença e levou o caso para análise do TRE-PR. No julgamento realizado nesta quarta-feira, a maioria dos integrantes da Corte acolheu o recurso. O resultado foi de 5 votos pela cassação contra 2.

A situação de Priscila Albano já era diferente. A vereadora havia sido cassada em primeira instância e recorreu da decisão. Ao analisar o recurso, o TRE-PR decidiu manter a cassação do mandato.

Prefeito pode ser afastado

A decisão do Tribunal Regional Eleitoral ainda não encerra definitivamente o processo. As partes podem apresentar embargos de declaração, recurso destinado a questionar eventual omissão, contradição, obscuridade ou erro na decisão.

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Também existe a possibilidade de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme o entendimento apresentado durante o julgamento, contudo, Volpato poderá deixar o cargo enquanto o processo estiver em tramitação.

Caso isso ocorra, o comando do município poderá ser assumido temporariamente pelo presidente da Câmara de Moreira Sales, Gustavo Henrique Santos, conhecido como Gustavo do Esporte.

A definição sobre a permanência ou não do prefeito no cargo deverá observar os desdobramentos processuais e as decisões da Justiça Eleitoral.

Composição da Câmara

Com a perda do mandato de Priscila Albano, a composição da Câmara Municipal também deverá passar por alteração.

Será necessária a retotalização dos votos das eleições municipais de 2024, procedimento realizado pela Justiça Eleitoral para recalcular a distribuição das cadeiras após a alteração na validade dos votos.

Somente depois desse processo será definido quem ocupará a vaga deixada pela vereadora.

A decisão desta quarta-feira ainda está sujeita a recursos nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

/ilustrado.com.br

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