REGIONAIS
Presidente da Comcam visita Santa Casa e faz desabafo: “Só queríamos parar o vírus”
O presidente da Comcam, Leandro César de Oliveira, prefeito de Araruna, fez uma visita ao hospital Santa Casa de Campo Mourão na manhã desta sexta-feira (28), onde se reuniu com representantes dos hospitais do município para discutir a situação da pandemia da Covid-19. Na ocasião fez um desabafo sobre as medidas adotadas pelos municípios (lockdwon) que estão sendo desfiguradas pela Justiça, que vem autorizando o funcionamento de comércios.
“Os prefeitos, após ouvirem a sociedade médica e membros da comunidade em geral optaram por uma pausa de quatro dias para diminuir o contágio da covid. Só queríamos parar o vírus. O lockdown era uma solução para manter o equilíbrio. Mas não foi possível. Começam abrir os mercados. Não queremos ‘ferir’ a economia. Nada disso. Mas todos os dias estamos tendo mortes”, frisou.
Oliveira disse que a realidade em toda a região é triste. “Quem pode fazer a diferença hoje é só o cidadão. Fique em casa. Os hospitais não tem mais como absorver ninguém. A santa Casa está lotada o Cisnor está lotado. Tem gente dentro de ambulância esperando por vaga para internar pessoas com covid”, relatou, ao ressaltar que toda a estrutura hospitalar da região está em colapso.
“Vamos respeitar a Justiça. Mas precisamos da ajuda da população. Temos muitos empresários contra, mas vários também a nosso favor. Saiba que se você abrir tua padaria, teu mercado, colocando o dinheiro na frente e for infectado com o coronavírus e precisar de atendimento hospitalar e não tiver vaga, não vai adiantar de nada o dinheiro”, fica o desabafo em nome de todos os prefeitos.
Na ocisão, a médica intensivista da ala covid, do Pronto Socorro, Maria Fernanda Nunes, fez um apelo à população. “Gente, quem puder fique em casa. Não é porque abriu o mercado você vai sair de casa. A situação nos hospitais está caótica. Não temos mais onde colocar pacientes. O oxigênio está acabando e não temos o que fazer. Vamos ficar em casa por quatro dias. Precisamos diminuir o fluxo para estabilizar a situação. Não tem medição. Não tem antibióticos. Não tem mais nada. Chegamos no limite. Estamos esgotados”, falou.
REGIONAIS
Primas desaparecidas são identificadas após ossadas serem encontradas enterradas
Após quatro meses de buscas, a Polícia Civil do Paraná confirmou nesta quinta-feira (27) a identidade de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, e que foram assassinadas após saírem de uma boate, em Paranavai.
As primas estavam desaparecidas desde 20 de abril e foram encontradas mortas, enterradas em uma cova rasa em uma área rural de Paraíso do Norte. A identificação foi realizada por meio da análise das arcadas dentárias.
Exames médico-legais também apontaram que as jovens foram vítimas de morte violenta. A causa exata das mortes, porém, ainda não foi definida e depende da conclusão de outros exames.
Os corpos, ou apenas a ossada, foram localizados no dia 21 de agosto, durante as investigações sobre o desaparecimento das primas. Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos presos durante a apuração indicou aos investigadores o local onde as vítimas estavam enterradas.
Letycia e Sttela desapareceram na madrugada de 21 de abril, depois de saírem de uma boate em Paranavaí acompanhadas de um homem. Conforme as investigações, as jovens deixaram a cidade em uma caminhonete preta. O veículo foi flagrado por câmeras de segurança passando por Jussara, na região de Cianorte.
O principal suspeito do crime, Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido como “Dog Dog”, morreu durante uma abordagem policial em Mandaguari. De acordo com a investigação, ele teria tentado fugir e feito uma família refém, provocando uma troca de tiros com os policiais.
O segundo suspeito foi preso em Umuarama e, segundo a Polícia Civil, teria confessado o crime durante o interrogatório, além de indicar o local onde os corpos estavam enterrados. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e a causa exata das mortes.



