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Queimadas se espalham pela região, assustam moradores e mobilizam municípios

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Campo Mourão e região estão enfrentando um dos piores mês de agosto em termos de queimadas. O Corpo de Bombeiros tem utilizado todo seu efetivo e até improvisou uma caminhonete com um tanque de 750 litros de água, com bomba para o combate, mas ainda assim não está sendo possível atender toda a demanda.

Nesta semana a situação se agravou em vários municípios da região. Apenas em Campo Mourão foram mais de dez atendimentos só nesta quinta-feira. São tantos focos de incêndio que os bombeiros não conseguem controlar nem mesmo as ocorrências locais.

 

Além de Campo Mourão, outro grave incêndio a vegetação seca e palhada de lavouras agrícolas, ocorreu em Engenheiro Beltrão, onde no inicio da semana as equipes com caminhão-pipa da prefeitura e Corpo de Bombeiros já haviam trabalhado por muitas horas nas margens da rodovia PR-082, próximo ao distrito de Figueira do Oeste.

Naquele dia o fogo devastou as margens da rodovia e atingiu uma plantação de eucaliptos da Coamo. Nesta quinta a situação se agravou, com focos de incêndio próximo a Figueira do Oeste, Sertãozinho e Engenheiro Beltrão colocando em risco algumas moradias. Até um avião foi utilizado no combate.

 

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Em Campo Mourão as equipes dos bombeiros travam uma guerra contra o fogo, pois mesmo áreas em que as chamas já haviam sido controladas, voltam a ser queimadas, supostamente por meio de ação criminosa.

“Não temos recursos para atender a tantas chamadas. Só hoje, recebemos mais de 300 solicitações para conter incêndios em vários municípios da região, mas não temos o que fazer. Os municípios estão se ajudando. Engenheiro Beltrão recebeu apoio de um caminhão-pipa de Terra Boa, Juranda, foi atendido por Ubiratã, assim como Altamira do Paraná que também registrou um incêndio de grandes proporções nesta quinta-feira. Agricultores e fazendeiros estão dando apoio, mas é muito fogo”, disse um dos bombeiros de Campo Mourão.

Luiziana também registrou situação de incêndio nesta quinta-feira. Nas redes sociais, as pessoas compartilham imagens mostrando áreas sendo devastadas pelo fogo.

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Primas desaparecidas são identificadas após ossadas serem encontradas enterradas

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Após quatro meses de buscas, a Polícia Civil do Paraná confirmou nesta quinta-feira (27) a identidade de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, e que foram assassinadas após saírem de uma boate, em Paranavai.

As primas estavam desaparecidas desde 20 de abril e foram encontradas mortas, enterradas em uma cova rasa em uma área rural de Paraíso do Norte. A identificação foi realizada por meio da análise das arcadas dentárias.

Exames médico-legais também apontaram que as jovens foram vítimas de morte violenta. A causa exata das mortes, porém, ainda não foi definida e depende da conclusão de outros exames.

Os corpos, ou apenas a ossada, foram localizados no dia 21 de agosto, durante as investigações sobre o desaparecimento das primas. Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos presos durante a apuração indicou aos investigadores o local onde as vítimas estavam enterradas.

Letycia e Sttela desapareceram na madrugada de 21 de abril, depois de saírem de uma boate em Paranavaí acompanhadas de um homem. Conforme as investigações, as jovens deixaram a cidade em uma caminhonete preta. O veículo foi flagrado por câmeras de segurança passando por Jussara, na região de Cianorte.

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O principal suspeito do crime, Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido como “Dog Dog”, morreu durante uma abordagem policial em Mandaguari. De acordo com a investigação, ele teria tentado fugir e feito uma família refém, provocando uma troca de tiros com os policiais.

O segundo suspeito foi preso em Umuarama e, segundo a Polícia Civil, teria confessado o crime durante o interrogatório, além de indicar o local onde os corpos estavam enterrados. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e a causa exata das mortes.

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