ESPORTES
No sufoco, Coritiba vence Cianorte e sai na frente na semi do Paranaense
O Coritiba venceu o Cianorte por 3 a 2 na tarde deste domingo (26) e largou em vantagem na semifinal do Campeonato Paranaense.
Com boa movimentação no primeiro tempo, onde envolveu o Leão do Vale e abriu 3 a 0 – dois gols de William Matheus e outro de Gabriel – o Alviverde caiu de produção na etapa complementar e viu o Cianorte descontar com Pelezinho e França, deixando o confronto aberto para o jogo de volta.
A partida foi realizada no Estádio Albino Turbay com portões fechados por conta do protocolo estadual de segurança devido à pandemia da covid-19.
Com mais pontos na classificação geral, o Coritiba decide o confronto semifinal em casa. Valendo vaga na decisão, as equipes voltam a se enfrentam na próxima quarta-feira (29) às 20h no Couto Pereira, em Curitiba.

CIRÚRGICO, COXA MARCA DOIS GOLS EM TRÊS MINUTOS
Depois de surpreender o Operário fora de casa, o Cianorte chegou com moral entre os quatro melhores times da competição. E em pleno Albino Turbay, o Leão do Vale tratou de propor as ações no começo do jogo. Aos 6, Buba bateu cruzado, mas a bola não encontrou a direção do gol.
O técnico Eduardo Barroca optou por dar sequência e manteve a base do Coritiba que eliminou o Paraná Clube nas quartas. As exceções ficaram por conta do retorno de Alex Muralha, recuperado da covid-19, à meta alviverde, e Matheus Galdezani na meia cancha no lugar de Rafinha, poupado.
Sem pressa, o Verdão chegou pela primeira vez aos 12 minutos, após cruzamento de Gabriel pela esquerda para Matheus Galdezani, que tentou de bicicleta, sem perigo.
O Coritiba seguiu valorizando a posse de bola e as subidas pelos lados do campo, e desta maneira abriria o placar aos 19. Em cobrança de falta pela direita, Patrick Vieira alçou a bola para a área e William Matheus, livre de marcação, não deu chances ao goleiro Bruno: 1×0.
O gol deu ainda mais leveza ao Alviverde, que não demoraria para ampliar o marcador. Após grande jogada de Thiago Lopes aos 22, Gabriel recebeu de frente para o gol e estufou a rede.
O Cianorte sentiu o golpe de tomar dois gols em três minutos e seguiu cedendo espaços ao adversário. Aos 32, Igor Jesus serviu Robson, que invadiu a área e finalizou por cobertura, mas a bola caprichosamente beijou o travessão.
No fim da primeira etapa o Coxa ainda teria tempo para o terceiro, mais uma vez com William Matheus. Em nova assistência de Patrick Vieira na bola parada, o lateral-esquerdo recebeu cruzamento na medida e de cabeça, aos 43, só escorou para o gol.
LEÃO DO VALE REAGE E SEGUE VIVO
As equipes voltaram para a etapa complementar sem alterações. O que também parecia não ter mudado era o domínio alviverde. Parecia. Após cochilo do sistema defensivo coxa, o Leão do Vale descontou logo aos 3, com Pelezinho. Em lance de rara felicidade, o atacante arriscou de longa distância e venceu Alex Muralha: 3×1.
De volta ao jogo, o Cianorte adiantou sua marcação mas custava a levar novo perigo ofensivo. O time da casa chegaria novamente aos 37, com Pelezinho em dois lances. No primeiro, em cobrança de falta a bola passou perto do gol de Muralha; no segundo, também aos 37, o destaque do Cianorte no jogo invadiu a área e finalizou, mas o goleiro coxa-branca conseguiu salvar o gol. Na sequência do lance, França ficou com o rebote e bateu firme: 3×2.
O jogo ficou franco e ganhou em emoção nos minutos finais. Já nos acréscimos, Sassá chutou de longa distância e obrigou o goleiro Bruno a se esticar para evitar o gol. Aos 49, Buba arriscou pela direita, mas a bola passou em frente ao gol de Muralha.
COXA DESFALCADO
O técnico Eduardo Barroca terá bastante trabalho para a partida de volta da semifinal do Paranaense 2020, na próxima quarta-feira (29). Isso porque três titulares que estavam pendurados receberam o terceiro cartão amarelo neste domingo e não enfrentam o Cianorte: o atacante Igor Jesus, o meia Thiago Lopes e o zagueiro Rhodolfo.
FICHA TÉCNICA
Campeonato Paranaense 2020
Semifinal
Cianorte 2×3 Coritiba
Horário: 16h
Local: Estádio Albino Turbay, em Cianorte
Arbitragem: Leonardo Ferreira Lima, auxiliado por Rafael Trombeta e Luciano Roggenbaum
Gols: William Matheus (19 e 43 do 1º T) e Gabriel (22 do 1º T); Pelezinho (3 do 2º T) e França (37 do 2º T)
Coritiba: Alex Muralha; Patrick Vieira, Rhodolfo, Sabino e William Matheus; Nathan Silva, Thiago Lopes (Welissol) e Gabriel; Matheus Galdezani, Robson (Sassá) e Igor Jesus (Wanderley). Técnico: Eduardo Barroca
Cianorte: Bruno; Weriton, Eduardo Doma, Maurício e Prego; Morelli (França), Gercimar, Zé Vitor e Buba; Lucão (Lucas Coelho) e Pelezinho (Evérton Bala). Técnico: João Burse
ESPORTES
Com invencibilidade recorde, Espanha vai à final da Copa após 16 anos
A Espanha fez jus ao retrospecto positivo nos últimos confrontos decisivos contra a França e levou a melhor de novo. Nesta terça-feira (14), a Fúria (apelido da seleção espanhola) venceu o clássico por 2 a 0 em Dallas (Estados Unidos) e se classificou para a final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.

Foram 16 anos de espera. Desde o título em 2010, na África do Sul, os espanhóis acumularam fracassos nos três Mundiais seguintes, com a queda na fase de grupos em 2014 (Brasil) e duas eliminações nas oitavas de final em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).
Além da vaga à decisão, a Espanha registou a maior sequência invicta de uma seleção na história, de forma isolada. São 38 partidas sem perder desde 15 de junho de 2023, quando derrotou a Itália por 2 a 1 pela Liga das Nações – torneio de países europeus que ocorre a cada duas temporadas. Os espanhóis dividiam o recorde de invencibilidade com os próprios italianos (2018 a 2021).
Esta foi a quarta vez seguida que a Espanha deixou a França para trás em um duelo eliminatório. Em 2024, a Fúria levou a melhor na semifinal da Eurocopa (2a1) e na decisão olímpica de Paris, capital francesa (5 a 3). Já no ano passado, o triunfo (5 a 4) foi pela semi da Liga das Nações.
Em uma seleção de nomes badalados, como o volante Rodri, eleito o Bola de Ouro da temporada 2023/2024; e a jovem estrela Lamine Yamal, que fez 19 anos na última segunda-feira (13), o discreto Mikel Oyarzabal brilhou de novo. Acostumado a marcar gols decisivos, como nas finais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025 ou na conquista da última Copa do Rei da Espanha pela Real Sociedad, o atacante encaminhou o resultado em Dallas, abrindo o placar e balançando as redes pela quinta vez neste Mundial.
A Espanha espera o ganhador da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), em Atlanta. A final será no domingo (19), no mesmo horário, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.
Os Bleus (apelido da seleção francesa), por sua vez, perdem a chance de igualar um feito que somente Brasil (1994 a 2002) e Alemanha (1982 a 1990) alcançaram: disputar três finais de Copa seguidas. Além disso, o atacante Kylian Mbappé poderia repetir o ex-lateral brasileiro Cafu, que segue como único homem a participar de três decisões de Mundial.
À França, resta a disputa do terceiro lugar, contra o perdedor do confronto entre argentinos e ingleses. O duelo será às 18h, em Miami (Estados Unidos).
EFICIÊNCIA “FURIOSA”
Na Espanha, Luis de la Fuente mandou a campo a mesma escalação que venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final. Do lado francês, Didier Deschamps fez duas mudanças em relação à vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, repetindo a escalação do 3 a 0 aplicado na Suécia, nos 16 avos de final. No meio, Aurélien Tchouaméni se recuperou de uma lesão no adutor da coxa direita e retornou ao time no lugar de Manu Koné. À frente, Bradley Barcola assumiu a vaga de Desiré Doué.
As equipes não abdicaram dos respectivos estilo de jogo. A Espanha fazia a bola girar em busca de espaços e pressionava a saída de jogo e a França buscava impor intensidade e velocidade em seus avanços. A sensação, tamanho o equilíbrio, era que a rede balançaria somente se algum dos lados errasse.
Foi justamente o que ocorreu. Aos 20 minutos, o lateral Lucas Digne tentou cortar um cruzamento da esquerda, mas a bola subiu demais e deu tempo para Lamine Yamal tomar a frente do francês, que o atingiu na coxa, dentro da área. Coube a Oyarzabal cobrar a meia altura, no canto esquerdo, abrindo o placar.
Aos 28, para deixar a missão francesa mais complexa, William Saliba, um dos principais zagueiros da última temporada europeia, sentiu as costas e teve de sair de campo. Ele deu lugar a Maxence Lacroix.
A Espanha conseguia neutralizar o meio-campo francês, dificultando a movimentação de Adrien Rabiot e, principalmente, Michael Olise, o líder de assistências – cinco – do Mundial, obrigando os atacantes Ousmané Dembélé e Mbappé a atuarem longe da área. De quebra, a Fúria se armou de forma a estar pronta para qualquer erro de passe ou domínio dos adversários.
Aos 37 minutos, o goleiro Mike Maignan saiu jogando errado e a bola sobrou na intermediária com Rodri. O volante acionou Yamal, que tabelou com o meia Dani Olmo, entrou na área pela direita e rolou para dentro, buscando Oyazarabal. Na hora certa, o zagueiro Dayot Upamecano travou o chute do atacante, que estava de frente para o gol.
XEQUE-MATE ESPANHOL
A França voltou do intervalo com Koné na vaga de Rabiot – que já tinha cartão amarelo – e Doué no lugar de Barcola. A ideia de Deschamps era aproveitar a habilidade do atacante para desarrumar a marcação da Espanha.
Não deu certo. A Fúria manteve o controle do duelo e chegou ao segundo gol aos 12 minutos. Na sequência da tabela com Dani Olmo, o lateral Pedro Porro escapou da marcação, entrou na área francesa pela direita e chutou na saída de Maignan.
E o 3 a 0 poderia ter saído três minutos depois, não fosse um impedimento milimétrico de Yamal. Ele recebeu na direita, superou Digne e finalizou no canto direito. A jogada foi invalidada porque o atacante estava um ombro a frente do lateral francês na origem do lançamento.
Somente aos 21 minutos da segunda etapa veio o primeiro lance de perigo da França: uma batida cruzada de Mbappé, que invadiu a área pela direita e finalizou. A bola desviou na marcação e saiu rente à trave de Unai Simon.
A França, desconfortável com a desvantagem inédita nesta Copa e a eliminação que se encaminhava, lançou-se como pôde ao ataque, mas praticamente não deu trabalho ao goleiro espanhol. Aos cantos de “olé” das arquibancadas em Dallas, a Fúria segurou o resultado e festejou a vaga em mais uma final.
Agência Brasil
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