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Coritiba bate Cianorte e confirma Atletiba na final do Paranaense

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Atletiba, principal clássico do estado, vai decidir o Campeonato Paranaense 2020. O Coritiba venceu o Cianorte por 2 a 0, na noite desta quarta-feira (29), em Curitiba, e avançou à final do Estadual.

Na decisão, o Alviverde encara o rival Athletico, que mais cedo despachou o FC Cascavel e também avançou à final.

Os gols da partida, válida pelo jogo de volta da semifinal, foram marcados por Rafinha e Maurício (contra).

A partida foi realizada no Estádio Couto Pereira sob portões fechados e sem torcida, por conta dos protocolos de segurança no combate ao novo coronavírus.

 

EQUILÍBRIO ABSOLUTO EM FINAIS COM ATLETIBA

Este será o 19º encontro de Coritiba e Athletico em finais pelo Paranaense. Nas 18 vezes que a dupla Atletiba decidiu a competição, cada time conquistou o título por nove vezes.

Coritiba, por sua vez, é o maior vencedor do Campeonato Paranaense, com 38 títulos – o último deles conquistado em 2017. Já o Athletico soma 25 taças do Estadual e é o atual bicampeão.

Por ter melhor campanha na classificação geral, o Alviverde tem a vantagem de decidir o confronto final em casa. Desta maneira, o primeiro jogo da decisão do Paranaense 2020 será no domingo (2) na Arena da Baixada, com a volta marcada para a próxima quarta-feira (5), no Couto Pereira.

RODRIGO RODRIGUES, PRESENTE

Antes da bola rolar no Couto Pereira, uma homenagem nas arquibancadas do estádio chamou a atenção: o rosto do jornalista esportivo Rodrigo Rodrigues, que morreu na última terça-feira (28) vítima da covid-19, aos 45 anos, estampava uma das cadeiras.

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Rodrigo Rodrigues foi homenageado pela torcida do Coritiba na vitória contra o Cianorte, no Couto Pereira. Foto: Geraldo Bubniak

A homenagem foi iniciativa de um torcedor coxa-branca, que adquiriu um boneco personalizado em uma promoção do clube para apoiar a equipe nos jogos em casa. Após a morte do jornalista, ao invés de colocar uma foto sua o torcedor decidiu homenagear Rodrigo Rodrigues.

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De acordo com o Coritiba, mais de 600 torcedores aderiram a promoção “Tô no Couto”.

Ainda antes de a bola rolar, as equipes respeitaram um minuto de silêncio em homenagem a Rodrigo Rodrigues e as outras 90.133 vítimas do novo coronavírus no país.

 

COXA TENTA, MAS POUCO ASSUSTA

Não bastasse a queda de produção no segundo tempo do jogo de ida, onde depois de abrir 3 a 0 viu o Leão do Vale crescer de produção e anotar dois gols, deixando o confronto aberto para a volta, o Alviverde perdeu cinco titulares suspensos pelo terceiro cartão amarelo, o que obrigou o técnico Eduardo Barroca a mudar meio time.

Atuando em casa, o Coritiba buscou ditar o ritmo no início do jogo, mas pouco assustou.

A primeira boa chance do jogo foi do Cianorte e veio aos 16 minutos, em cobrança de falta de Pelezinho na entrada da área, mas o atacante jogou sobre o gol de Alex Muralha.

William Matheus recebeu pela esquerda e finalizou com força, aos 21, mas o goleiro Bruno levou a melhor no lance.

Com a marcação adiantada, o Alviverde buscava povoar o campo do Leão do Vale. A principal chegada do time da casa até então viria aos 32, com Matheus Bueno. Patrick Vieira tabelou pela direita com Matheus Galdezani e alçou a bola na cabeça de Matheus Bueno, que exigiu grande defesa do goleiro Bruno.

Cinco minutos depois, Gabriel fez grande jogada individual e serviu Wanderley, que girou e soltou a bomba no travessão.

Só que ao mesmo tempo em que buscava o ataque, o Coritiba apresentava fragilidade no setor defensivo, cedendo espaços para o contra-ataque adversário, que levou perigo no fim da primeira etapa com Buba e Prego.

TARIMBADO E AFIM DE ATLETIBA, RAFINHA DECIDE

O Coritiba voltou mais incisivo para o segundo tempo e abriu o placar aos 11 minutos. Do campo de defesa, Sabino fez lançamento preciso para Rafinha. O veterano invadiu a área pela direita e encobriu o goleiro Bruno.

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Com o placar aberto no jogo de volta, o Alviverde, que a essa altura vencia no agregado por 4 a 2, teve mais tranquilidade para rodar a bola e espaços cedidos pelo adversário.

O Coxa ampliou o placar em uma falha bisonha do goleiro Bruno. Apertado, o zagueiro Maurício recuou a bola para Bruno aos 22, mas o goleiro errou o domínio e a bola entrou – gol contra de Maurício.

O Leão do Vale não se entregou e levou perigo aos 37, em cobrança de falta de Pelezinho e aos 41 após finalização de França à queima-roupa e grande defesa de Muralha. Mas o Alviverde controlou o jogo e confirmou o Atletiba na final do Paranaense 2020.

“A gente mostrou que o time tem elenco, conquistamos uma vitória com cinco jogadores que não vinham atuando. Não tem favoritismo no domingo, é clássico. Quando tem torcida no estádio, decidir no Couto seria uma vantagem, pois seríamos mais fortes ao lado dos torcedores. Mas com esses protocolos, dois jogos sem torcida, não tem favorito”, analisou o experiente Rafinha.

FICHA TÉCNICA

Campeonato  Paranaense 2020

Semifinal – jogo de volta

Coritiba 2×0 Cianorte

Horário: 20h

Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba

Arbitragem: Adriano Milczvski, auxiliado por João Fábio Machado Brischiliari e Weber Felipe Silva

Gols: Rafinha (11 do 2º T) e Maurício (22 do 2º T)

Coritiba: Alex Muralha; Patrick Vieira (Natanael), Rodolfo Filemon, Sabino e William Matheus; Matheus Galdezani, Matheus Bueno (Luiz Henrique) e Renê Jr; Gabriel, Rafinha e Wanderley (Sassá). Técnico: Eduardo Barroca

Cianorte: Bruno; Weriton, Eduardo Doma, Maurício e Prego; Morelli (Lucas Coelho), Gercimar, Zé Vitor e Buba; Lucão (França) e Pelezinho. Técnico: João Burse

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Brasil vence Egito mas não convence

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A Seleção Brasileira derrotou o Egito por 2 a 1, na noite deste sábado (6), em seu último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, que se dará no próximo sábado (13), contra o Marrocos. Bruno Guimarães e Endrick fizeram os gols da equipe e Zico descontou para a seleção africana. Não foi um jogo empolgante, pois o Brasil mostrou as mesmas deficiências técnicas e táticas dos últimos jogos. O que deixa muitas incertezas do que teremos pelo frente.

A Seleção vai fazer sua estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho, próximo sábado, contra o Marrocos. A partida está marcada para as 19h (horário de Brasília) e será realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey (região de Nova York/Nova Jersey). O rival vem de uma vitória de 4 a 0 contra Madagascar e que neste domingo enfrenta a Noruega. Depois, o Brasil vai enfrentar o Haiti,no dia 19 de junho, time que vem de uma goleada que aplicou sobre Nova Zelândia e de derrota em amistoso contra o Peru, por 2 a 1. E vai fechar a primeira fase contra a Escócia, em 24 de junho. O time europeu vem de vitória em amistoso de 4 a 0 contra a Bolívia.

Pelo que se viu no amistoso contra o Egito, em que o Brasil utilizou todos os jogadores, é de preocupação para os torcedores. Afinal, om técnico Carlo Ancelotti faz mistério e está travando o time, para não assustar, ou o grupo é muito fraco mesmo, podendo fazer mais um vexame neste 2026, sequer passando da primeira fase. Jogo é jogo, treino é treino. Assim que vale. Copa do Mundo é pra valer. A última campeã, a Argentina, venceu neste sábado (6) a seleção de Honduras por 2 a 0. A França, vice na última copa e uma outra favorita, perdeu de 2 a 1 para Costa do Marfim nesta semana.

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Como foi a partida

A partida, disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland, teve ótimo público: 64.311 presentes, muitos com a tradicional camisa amarela da Seleção Brasileira. Em campo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti atuou com camisa azul e calções e meiões pretos. Vai repetir o uniforme no segundo jogo da Copa, contra o Haiti.

Na sua sétima vitória sobre os egípcios (em sete confrontos), o Brasil utilizou 22 atletas, como havia prometido o técnico Carlo Ancelotti, que queria dar nova oportunidade ao grupo de convocados.

O primeiro tempo começou à feição para o Brasil. Com forte marcação sob pressão na saída de bola do Egito, a equipe abriu o placar com apenas 6 minutos de jogo. Bruno Guimarães deu o bote no defensor adversário, tomou a bola dele e chutou com precisão: 1 a 0.

O gol deu a impressão de que a Seleção não teria dificuldades para ampliar. Mas, numa outra falha, dessa vez da defesa brasileira, Zico empatou, aos 10 minutos. O jogador egípcio ganhou este nome em homenagem ao ex-craque do Brasil e do Flamengo.

A partir do 1 a 1, o domínio da Seleção Brasileira se fez presente, com ataques perigosos e diversas oportunidades criadas. Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago, duas vezes, tiveram chance de desempatar, mas esbarram na ótima atuação do goleiro Shobeir.

A etapa inicial também foi marcada pela substituição, aos 15 minutos, de Wesley, que saiu chorando de campo, por Danilo. Ele sentiu dores na virilha esquerda.

No intervalo, a Seleção promoveu várias alterações, assim como Ancelotti tinha feito no amistoso anterior, no Maracanã, em que o Brasil venceu o Panamá por 6 a 2.

Os substitutos deram outro ritmo à partida nos 15 primeiros minutos da etapa final, período em que os egípcios sequer conseguiam passar do meio de campo. O gol da vitória surgiu novamente de um aperto da marcação brasileira na defesa adversária. Na sequência, Raphinha cruzou rasteiro e Endrick finalizou de esquerda.

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Foi o quarto gol do jovem atacante na Seleção Brasileira, que não fazia um gol pelo Brasil havia dois anos.

Com a vantagem, a Seleção Brasileira soube conduzir o jogo, sem deixar de tentar novas situações de gol, notadamente quando a bola sobrava para Luiz Henrique, cujo talento desnorteou os zagueiros do Egito mais de uma vez.

Agora, é esperar mais sete dias para ver a Seleção Brasileira em ação num duelo contra outra forte seleção, a do Marrocos, em Nova Jersey.

Ficha técnica

Local: Huntington Bank Field, em Cleveland (EUA)

Renda: não divulgada. Público: 64.311 espectadores

Gols: Bruno Guimarães, aos 6’, Zico, aos 10’ (1º T), e Endrick, aos 51 ’ (2º T).

Cartão amarelo: Marquinhos e Hany

Árbitro: Adonai Escobedo (México). Assistentes: Ibrahim Martinez (México) e Maximiliano Gomez (México). VAR: Carlo Rivero (México)

BRASIL: Alisson (Weverton, aos 46’); Wesley (Danilo, aos 16’), Marquinhos (Bremer, aos 16’), Ibañez, (Léo Pereira, aos 46’), e Douglas Santos (Alex Sandro, aos 72’); Casemiro (Fabinho, aos 46’) e Bruno Guimarães (Danilo Santos, aos 46’); Lucas Paquetá (Luiz Henrique, aos 46’), Raphinha (Gabriel Martinelli, aos 72’), Igor Thiago (Endrick, aos 46’) e Vinícius Júnior (Matheus Cunha, aos 46’).Treinador: Carlo Ancelotti

EGITO: Shobeir, Hany (Tarek Alaa, aos 74’), Fathy, Yasser e Fatouh (Hafez, aos 74’); Lashin (Ashour, aos 74’), Attia (Zizo, aos 84’) e Trézéguet (Abdelmonem, aos 46’); Zico (Adel, aos 74’), Hassan (Salah, aos 46’) e Marmoush (Abdelkarim, aos 84’). Treinador: Hossam Hassan.

Foto CBF/ PARANA PORTAL

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