NOTÍCIAS DO PARANÁ
GUARATUBA – Acidente com ônibus de turismo deixa 19 mortos na BR-376
Um acidente com um ônibus de turismo deixou 19 mortos e na BR-376, em Guaratuba, no litoral do Paraná, na manhã desta segunda-feira (25).
De acordo com a concessionária que administra a rodovia, o ônibus capotou e caiu em um barranco no quilômetro 668, trecho conhecido popularmente como Curva da Santa, por volta das 8h30.
Segundo o Corpo de Bombeiros, 35 pessoas foram socorridas: sete em estado grave, seis moderados e 20 com ferimentos leves leves. Os feridos foram encaminhados para hospitais de Curitiba e de Joinville, em Santa Catarina.
O veículo transportava 54 passageiros, além de dois motoristas, e vinha de Ananindeua, no Pará. O destino dos passageiros era Balneário Camboriú (SC).
“Essa região é de fluxo intenso de caminhões e ônibus, além de carros…não temos a informação de que chovia forte no momento, a pista a principio estava dentro da normalidade e tivemos essa situação”, disse a Tenente Ana Paula de Oliveira, do Corpo de Bombeiros, para a CNN Brasil.
Agora, equipes de socorro fazem uma varredura na região para eliminar a possibilidade de passageiros ejetados.
Helicópteros do BPMOA (Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas) foram mobilizados para atender às vítimas do acidente na BR-376, em Guaratuba.
“A faixa central e direita estão interditadas no km 668, em Guaratuba, no sentido Santa Catarina da BR-376/PR, devido acidente”, informou a Arteris Litoral Sul. O quilômetro 662, em Tijucas do Sul, foi totalmente interditado.

NOTÍCIAS DO PARANÁ
MP-PR investiga sistema de pedágio free flow no Paraná
O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) informou nesta quinta-feira (16) que o Ministério Público do Paraná (MP-PR) instaurou procedimento administrativo para apurar possíveis irregularidades no sistema de pedágio eletrônico free flow.
“Essa decisão ocorre após uma atuação firme e incansável de um grupo de deputados sobre esse tema. Encaminhei ao MP-PR um amplo conjunto de documentos apontando problemas no modelo adotado nas rodovias do Paraná”, afirmou.
Entre os principais pontos apresentados por Romanelli estão cobranças indevidas, dificuldades no pagamento, falta de informação ao usuário e erros na classificação de veículos. “Com a abertura do procedimento, essas situações passam a ser oficialmente investigadas”, pontuou.
“Vamos garantir justiça ao usuário, transparência na cobrança e respeito à lei, que prevê pagamento proporcional ao trecho percorrido”, completou.
Gepatria
Romanelli destacou que levou ao MP elementos robustos que indicam ausência de interesse público nas medidas adotadas pelas concessionárias.
“O procurador-geral de Justiça do Paraná, Francisco Zanicotti, instaurou, com base na representação encaminhada ao Gepatria, procedimento administrativo para acompanhar a execução dos contratos com as concessionárias, envolvendo rodovias federais e estaduais, no que se refere à implementação do sistema free flow”, disse.
O Gepatria é o Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa.
“Agora, o Ministério Público do Paraná atuará também em parceria com o Ministério Público Federal para garantir que tudo seja feito de acordo com o interesse público, que os contratos sejam cumpridos e que a população não seja penalizada injustamente”, afirmou.
O deputado também criticou o modelo adotado. “As pessoas não podem ser penalizadas por não terem condições operacionais de pagar o pedágio. No Lote 6 houve aditivo contratual, e no outro lote há praça física obrigatória, mas, por interesse das concessionárias, busca-se substituir tudo por cobrança eletrônica”, completou.
Cobrança ilegal
Romanelli e um grupo de 26 deputados ingressaram com duas ações populares na Justiça Federal, em Brasília, questionando as cobranças pelo sistema free flow no Lote 4 (627 km, nas regiões Norte e Noroeste) e no Lote 6 (662 km, nas regiões Sudoeste e Oeste).
Ainda em abril, o presidente da ANTT, Guilherme Sampaio, informou ao deputado que a agência não autorizou a instalação de pórticos eletrônicos para cobrança de pedágio nas rodovias do Lote 4. Segundo ele, qualquer cobrança ou multa decorrente da falta de pagamento nesse lote é considerada ilegal.
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