ESPORTES
Boschilia decide e Operário vence a quarta seguida na Série B
A classe de Boschilia com a bola parada deu ao Operário uma importante vitória na Série B do Campeonato Brasileiro. Na manhã deste domingo (12), no Germano Krüger, o Fantasma fez 2×1 sobre o Novorizontino, acabou com uma longa invencibilidade do adversário e subiu para a terceira posição na tabela.
O camisa 10 foi o autor dos dois gols do time de Ponta Grossa. No primeiro tempo, acertou uma cobrança de falta perfeita. E na etapa final, garantiu a vitória com um gol olímpico.
Com a quarta vitória seguida, o Operário chegou a 31 pontos conquistados e ultrapassou o Novorizontino, que aparecem em quarto lugar, com 30. O Fantasma igualou a pontuação do vice-líder Vila Nova e está dois pontos atrás do Criciúma, que lidera a competição após 17 rodadas.
O jogo
O Operário começou a partida no ataque e conseguiu balançar a rede logo a 1’. Em um escanteio pela direita, Boschilia bateu fechado no primeiro pau e Pablo desviou de cabeça. Mas na revisão do lance, o VAR apontou falta do atacante sobre o goleiro Jordi.
A qualidade de Boschilia na bola parada era a principal arma do Fantasma. Em mais um escanteio pela direita, ele bateu fechado de novo e Jordi espalmou.
Só que o Novorizontino estava vivo no jogo. Em cruzamento de Rômulo, Patrick obrigou o goleiro Vágner a fazer um milagre para evitar o empate. No rebote, Gabriel Bahia ainda cabeceou na trave.
O primeiro gol da partida saiu aos 22’. Em mais um ataque do time da casa, Bento foi derrubado na entrada da área. Boschilia foi para a cobrança e bateu na com perfeição. Bola com curva, por cima na barreira e na gaveta: 1×0!
A equipe paulista não se abalou. No toque de bola, foi em busca do empate e chegou lá aos 34’. Rômulo fez boa jogada pela direita, foi à linha de fundo e cruzou rasteiro na pequena área. Robson apareceu bem posicionado e mandou para a rede: 1×1.
O Operário voltou do intervalo melhor e em busca do segundo gol. Boschilia arriscou de fora da área e Jordi espalmou. Vinicius Diniz também finalizou com perigo, por cima do travessão.
O segundo gol saiu em um lance histórico. Aos 15’, o Fantasma teve um escanteio pelo lado direito. Boschilia foi para a cobrança e bateu mais uma vez fechado, com muito veneno. A bola passou pelo goleiro e entrou direto. Gol olímpico e 2×1 no placar!
Novamente em vantagem, o Fantasma passou a controlar a partida. Com a marcação encaixada, deu poucas oportunidades ao adversário. A melhor chance do Novorizontino foi uma cobrança de falta de Titi Ortiz, que Vagner defendeu em dois tempos.
Agenda
Na 18ª rodada da Série B, o Operário jogará fora de casa contra o Sport. O jogo está marcado para o próximo sábado (18), às 16h, na Ilha do Retiro, em Recife (PE). O Novorizontino enfrentará o Fortaleza na sexta-feira (17), às 21h, no Castelão, em Fortaleza (CE).
FOTO: André Jonsson / OFEC
Informações: Federação Paranaense de Futebol
ESPORTES
Com invencibilidade recorde, Espanha vai à final da Copa após 16 anos
A Espanha fez jus ao retrospecto positivo nos últimos confrontos decisivos contra a França e levou a melhor de novo. Nesta terça-feira (14), a Fúria (apelido da seleção espanhola) venceu o clássico por 2 a 0 em Dallas (Estados Unidos) e se classificou para a final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.

Foram 16 anos de espera. Desde o título em 2010, na África do Sul, os espanhóis acumularam fracassos nos três Mundiais seguintes, com a queda na fase de grupos em 2014 (Brasil) e duas eliminações nas oitavas de final em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).
Além da vaga à decisão, a Espanha registou a maior sequência invicta de uma seleção na história, de forma isolada. São 38 partidas sem perder desde 15 de junho de 2023, quando derrotou a Itália por 2 a 1 pela Liga das Nações – torneio de países europeus que ocorre a cada duas temporadas. Os espanhóis dividiam o recorde de invencibilidade com os próprios italianos (2018 a 2021).
Esta foi a quarta vez seguida que a Espanha deixou a França para trás em um duelo eliminatório. Em 2024, a Fúria levou a melhor na semifinal da Eurocopa (2a1) e na decisão olímpica de Paris, capital francesa (5 a 3). Já no ano passado, o triunfo (5 a 4) foi pela semi da Liga das Nações.
Em uma seleção de nomes badalados, como o volante Rodri, eleito o Bola de Ouro da temporada 2023/2024; e a jovem estrela Lamine Yamal, que fez 19 anos na última segunda-feira (13), o discreto Mikel Oyarzabal brilhou de novo. Acostumado a marcar gols decisivos, como nas finais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025 ou na conquista da última Copa do Rei da Espanha pela Real Sociedad, o atacante encaminhou o resultado em Dallas, abrindo o placar e balançando as redes pela quinta vez neste Mundial.
A Espanha espera o ganhador da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), em Atlanta. A final será no domingo (19), no mesmo horário, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.
Os Bleus (apelido da seleção francesa), por sua vez, perdem a chance de igualar um feito que somente Brasil (1994 a 2002) e Alemanha (1982 a 1990) alcançaram: disputar três finais de Copa seguidas. Além disso, o atacante Kylian Mbappé poderia repetir o ex-lateral brasileiro Cafu, que segue como único homem a participar de três decisões de Mundial.
À França, resta a disputa do terceiro lugar, contra o perdedor do confronto entre argentinos e ingleses. O duelo será às 18h, em Miami (Estados Unidos).
EFICIÊNCIA “FURIOSA”
Na Espanha, Luis de la Fuente mandou a campo a mesma escalação que venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final. Do lado francês, Didier Deschamps fez duas mudanças em relação à vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, repetindo a escalação do 3 a 0 aplicado na Suécia, nos 16 avos de final. No meio, Aurélien Tchouaméni se recuperou de uma lesão no adutor da coxa direita e retornou ao time no lugar de Manu Koné. À frente, Bradley Barcola assumiu a vaga de Desiré Doué.
As equipes não abdicaram dos respectivos estilo de jogo. A Espanha fazia a bola girar em busca de espaços e pressionava a saída de jogo e a França buscava impor intensidade e velocidade em seus avanços. A sensação, tamanho o equilíbrio, era que a rede balançaria somente se algum dos lados errasse.
Foi justamente o que ocorreu. Aos 20 minutos, o lateral Lucas Digne tentou cortar um cruzamento da esquerda, mas a bola subiu demais e deu tempo para Lamine Yamal tomar a frente do francês, que o atingiu na coxa, dentro da área. Coube a Oyarzabal cobrar a meia altura, no canto esquerdo, abrindo o placar.
Aos 28, para deixar a missão francesa mais complexa, William Saliba, um dos principais zagueiros da última temporada europeia, sentiu as costas e teve de sair de campo. Ele deu lugar a Maxence Lacroix.
A Espanha conseguia neutralizar o meio-campo francês, dificultando a movimentação de Adrien Rabiot e, principalmente, Michael Olise, o líder de assistências – cinco – do Mundial, obrigando os atacantes Ousmané Dembélé e Mbappé a atuarem longe da área. De quebra, a Fúria se armou de forma a estar pronta para qualquer erro de passe ou domínio dos adversários.
Aos 37 minutos, o goleiro Mike Maignan saiu jogando errado e a bola sobrou na intermediária com Rodri. O volante acionou Yamal, que tabelou com o meia Dani Olmo, entrou na área pela direita e rolou para dentro, buscando Oyazarabal. Na hora certa, o zagueiro Dayot Upamecano travou o chute do atacante, que estava de frente para o gol.
XEQUE-MATE ESPANHOL
A França voltou do intervalo com Koné na vaga de Rabiot – que já tinha cartão amarelo – e Doué no lugar de Barcola. A ideia de Deschamps era aproveitar a habilidade do atacante para desarrumar a marcação da Espanha.
Não deu certo. A Fúria manteve o controle do duelo e chegou ao segundo gol aos 12 minutos. Na sequência da tabela com Dani Olmo, o lateral Pedro Porro escapou da marcação, entrou na área francesa pela direita e chutou na saída de Maignan.
E o 3 a 0 poderia ter saído três minutos depois, não fosse um impedimento milimétrico de Yamal. Ele recebeu na direita, superou Digne e finalizou no canto direito. A jogada foi invalidada porque o atacante estava um ombro a frente do lateral francês na origem do lançamento.
Somente aos 21 minutos da segunda etapa veio o primeiro lance de perigo da França: uma batida cruzada de Mbappé, que invadiu a área pela direita e finalizou. A bola desviou na marcação e saiu rente à trave de Unai Simon.
A França, desconfortável com a desvantagem inédita nesta Copa e a eliminação que se encaminhava, lançou-se como pôde ao ataque, mas praticamente não deu trabalho ao goleiro espanhol. Aos cantos de “olé” das arquibancadas em Dallas, a Fúria segurou o resultado e festejou a vaga em mais uma final.
Agência Brasil
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