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De carro novo, Hamilton deixa em aberto se continuaria na F-1 após 8º título

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Com grandes chances de se tornar octacampeão na Fórmula 1 e se isolar como o piloto que conquistou mais títulos na história da categoria, Lewis Hamilton deixou em aberto se pretende ou não renovar seu contrato com a Mercedes por mais uma temporada.

O inglês de 36 anos explicou que uma mistura entre a conjuntura mundial atual e o fato de já ter conquistado tanto no esporte o fizeram optar por, no início de 2021, renovar seu acordo apenas até o final do ano.

”Antes de mais nada, eu estou em uma situação privilegiada por ter atingido a maior parte das coisas que eu queria, então eu não sinto a necessidade de ficar planejando a longo prazo. Acredito que estamos vivendo em uma época bem incomum, então eu queria só um ano [de contrato] e depois a gente pode conversar sobre fazer mais, se tivermos que fazer isso.”

As negociações para a renovação de Hamilton em 2021 acabaram se estendendo até o final de janeiro, mas o chefe Toto Wolff garantiu que não havia grandes pendências entre as partes. ‘

‘Eu e Lewis sempre estivemos muito alinhados. É que simplesmente não sentimos que era o momento de negociar enquanto o título não estava decidido. Depois, ele pegou Covid no final do ano e, no começo de 2021, foi eu quem tive coronavírus”, explicou o austríaco, que já reconheceu anteriormente que a possibilidade de os salários dos pilotos entrarem no teto de gastos em 2022 motivou ambas as partes a assinarem por apenas um ano, já que o contrato do piloto mais caro do grid teria, fatalmente, de ser revisto neste caso.

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Estaria Hamilton, depois de vencer tanto -ele conquistou seis dos últimos sete campeonatos, todos com a Mercedes -com dificuldades de encontrar motivação? Ele explicou durante o lançamento de seu carro para esta temporada, o W12, que seu grande objetivo no ano não está mesmo dentro das pistas. Ele quer fazer com que o discurso da promoção da diversidade no esporte passe a gerar ações concretas.

Este foi um tema importante durante as conversas para a renovação do contrato de Hamilton. Depois de ter identificado que apenas 12% de seus funcionários eram mulheres e 3% se identificavam como vindos de grupos de minorias étnicas, a equipe passou a estudar formas de mudar esse quadro.

Em dezembro de 2020, foi lançado o Accelerate 25, programa pelo qual, nos próximos cinco anos, pelo menos 25% de todos os novos contratados serão de grupos menos representados. Além disso, a Mercedes vem firmando parcerias com escolas que oferecem cursos técnicos e têm grande representatividade de minorias no Reino Unido.

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ESPORTES

Com 48 seleções e três países-sede, começa hoje a Copa do Mundo de 2026

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Começa hoje (11), às 14h30, o evento esportivo mais apaixonante, detentor das maiores audiências do planeta: a Copa do Mundo, que, em 2026, terá três países-sede: México, Estados Unidos e Canadá.

Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), cerca de 5 bilhões de pessoas acompanharam a Copa do Mundo do Catar, em 2022.

Só a partida final, disputada entre as seleções da Argentina e da França, contabilizou mais de 1,5 bilhão de espectadores. Foi a maior audiência esportiva da história, de acordo com o relatório oficial da Fifa.

No ambiente digital, também segundo dados oficiais, o alcance acumulado ficou em aproximadamente 262 bilhões de visualizações em diferentes plataformas e quase 6 bilhões de interações.

UNIR O MUNDO

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, diz que os recordes de audiência obtidos pelo futebol durante a Copa do Mundo se devem ao fato de esse esporte carregar consigo “a magia de unir o mundo”.

Essa união descrita por Infantino possibilita conexões culturais que foram bastante percebidas pelos brasileiros durante a Copa de 2014, tanto nos estádios do país como nos arredores das arenas e pontos turísticos das cidades que sediaram as partidas.

As expectativas da atual edição, com três países-sede e número recorde de seleções participantes (48 em vez de 32), é fazer da Copa de 2026 a maior e mais inclusiva da história.

Além de ampliar a dimensão territorial do torneio, a edição de 2026 reforçará uma característica tradicional das Copas do Mundo: a diversidade, uma vez que se trata de um torneio que reúne culturas, estilos e histórias diferentes.

Isso porque possibilitará conexões culturais entre as torcidas em três diferentes países. Cada um com suas características e identidades próprias.

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NOVIDADES

Em 2026, além de novidades que darão o tom das próximas Copas, como o número maior de países participantes, há algumas curiosidades a serem observadas durante a atual edição.

Por exemplo, o jogo de abertura repetirá o confronto entre México e África do Sul – o mesmo que iniciou a Copa de 2010. É a primeira vez que isso acontece desde que a competição passou a ter formato com uma partida inaugural, em vez de vários jogos simultâneos.

Outra curiosidade é que o Estádio Azteca será o primeiro da história a sediar três aberturas de Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026).

CERIMÔNIA DE ABERTURA

Com relação à cerimônia de abertura, a Fifa organizou um evento inédito de contagem regressiva com shows simultâneos em três cidades: Cidade do México, Toronto e Los Angeles.

Os chamados Countdown Concerts foram concebidos como uma experiência integrada entre os três países, com apresentações musicais em tempo sincronizado e transmissões cruzadas, reunindo artistas locais e internacionais no dia anterior ao início do torneio.

No México, que recebe o jogo inaugural, a apresentação destacará elementos tradicionais, com música, dança e referências à cultura local, incluindo manifestações artísticas como o papel picado, símbolo festivo do país, além de participação de talentos indígenas e expressões do folclore contemporâneo.

ARTISTAS

Entre os artistas confirmados pela Fifa para a cerimônia no Estádio Azteca estão Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.

Nos Estados Unidos, a cerimônia em Los Angeles terá apresentação de artistas como Katy Perry, Future, Lisa, Rema e Tyla, além da brasileira Anitta.

No Canadá, os artistas destacados são Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince.

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POLÊMICA

Antes mesmo de começar, a Copa de 2026 já tem servido de ambiente fértil para polêmicas, principalmente por conta das políticas interna e externa estadunidenses.

Em meio à guerra contra o Irã, os EUA têm adotado políticas migratórias consideradas abusivas, dificultando vistos, de forma a restringir a entrada de jogadores, árbitros e torcedores em seu território.

Um dos casos envolve o jogador iraquiano Aymen Hussein, retido por várias horas na imigração dos EUA, onde passou por um interrogatório rigoroso. Considerado destaque da equipe, ele teve o celular inspecionado antes de ser liberado para entrar no país. Outros integrantes da delegação não tiveram a entrada autorizada.

Os EUA barraram também a entrada do premiado árbitro Omar Artan, da Somália, quando chegava ao aeroporto Internacional de Miami, vindo de Istambul. Ele foi considerado inadmissível devido a “preocupações com a verificação de antecedentes”, segundo a alfândega, em comunicado que não especificou quais seriam tais preocupações. Esta seria a primeira vez que um árbitro da Somália participaria de uma Copa do Mundo.

Já a delegação iraniana teve de mudar seus planos, após ter sido proibida de pernoitar em território estadunidense. Em princípio, estava programado que eles ficariam hospedados no estado norte-americano do Arizona.

Diante da negativa por parte do governo estadunidense, a solução foi hospedar a delegação na cidade de Tijuana, no México, para onde terão de retornar após cada partida disputada nos EUA.

Há também relatos de torcedores iranianos que tiveram seus ingressos cancelados há poucos dias do início do mundial.

Agência Brasil

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