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Com redução dos casos, Paraná registra o menor número de óbitos por Covid-19 em 16 meses

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Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizado nesta segunda-feira (01) mostra que em outubro o Paraná registrou o menor número de óbitos em decorrência da Covid-19 desde julho de 2020, retomando aos patamares do começo da pandemia. Além disso, a positividade dos casos teve redução de 61,5% no mês, comparado a setembro.

Segundo o balanço, 21.959 casos e 700 mortes foram registradas nos últimos 31 dias. Os óbitos reduziram em quase 47% em um mês (foram 1.319 em setembro) e mais de 60% dos municípios do Paraná não tiveram registro de mortes.

O Estado não apresentava números tão baixos desde o primeiro semestre do ano passado, três meses após a confirmação dos primeiros casos no Paraná. O resultado reflete na média móvel nacional de óbitos, que é a mais baixa desde abril de 2020.

Em maio do ano passado foram 5.138 casos confirmados e, em junho, 614 mortes. Desde então os números só aumentaram, chegando aos maiores registros em março (6.457 óbitos) e maio (194.088 casos) de 2021, caindo, desde então, cada vez mais rápido. Até 31 de outubro, 1.549.090 casos e 40.291 óbitos foram confirmados no Estado.

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“A redução no número de casos e mortes demonstra a efetividade e segurança dos imunizantes contra a Covid-19. Quanto mais o Paraná avança na vacinação, menos pessoas contraem o vírus e adoecem, o que consequentemente diminui o risco de agravamento da doença que pode levar a morte. Mesmo assim, continuamos enfrentando a pandemia e realizando acompanhamento diário do cenário epidemiológico, conforme a orientação do governador Ratinho Junior”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

VACINAÇÃO

O Estado já aplicou mais de 15,8 milhões de imunizantes, sendo 8.582.728 primeiras doses (D1) e 6.828.409 segundas doses (D2) ou doses únicas (DU), além de 39.586 doses adicionais (DA) e 386.502 doses reforço (DR).

Estes dados representam mais de 100% da população adulta (estimada pelo Ministério da Saúde em 8.720.953 pessoas) vacinada com a D1 ou DU, e 77,3% com a D2 ou DU. Os dados são do Vacinômetro Nacional, com informações preliminares da base do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e significam que o Paraná ultrapassou a meta ideal e, dentro do ajuste populacional, deve ter alcançado quase todos acima de 18 anos.

O mês de outubro também foi marcado pelo envio de doses para vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades, além da continuidade na imunização para jovens com condições pré-existentes. Até agora, 457.891 doses foram aplicadas neste público, atingindo quase 49% desta população estimada em 936.296 pessoas.

INTERNAÇÕES

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A imunização de grande parte da população, também reflete na baixa no número de pacientes internados após a infecção pelo vírus Sars-CoV-2. O monitoramento da Regulação Estadual registrou 524 internações em leitos exclusivos Covid de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 359 em enfermarias neste domingo (31). Os números são os menores desde junho de 2020.

TESTAGEM

O Paraná também se mantém como o Estado que mais testou, proporcionalmente, sua população contra a Covid-19. Segundo o boletim epidemiológico nº 86 do Ministério da Saúde, 4.224.026 testes RT-PCR, considerado padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde, foram realizados no Estado. Em números absolutos

Segundo o secretário, a estratégia de testagem em massa possibilitou maior bloqueio da doença. “Quando testamos mais, identificamos mais casos, no menor tempo possível e com isso conseguimos realizar ações de bloqueio mais efetivas, como isolamento e monitoramento de contatos mais próximos”, arrematou.

Agência Estadual de Notícias

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Sistema FAEP comemora aprovação de renegociação de dívidas rurais no Senado

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O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (10), o Projeto de Lei (PL) 5.122/23, que permite a renegociação de dívidas rurais por meio de financiamento com recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A proposta havia recebido sinal positivo pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa em 27 de maio e volta, agora, para apreciação da Câmara dos Deputados. O Sistema FAEP defende a aprovação do PL desde o início da tramitação, evidenciando como múltiplos fatores estruturais têm representado desafios para que o produtor rural quite suas dívidas e mantenha suas atividades.

“O cenário é preocupante tanto no Paraná quanto em nível nacional. Em janeiro, o Brasil somava R$ 153,6 milhões em saldos problemáticos nos empréstimos rurais. No Paraná, o endividamento rural chegou a R$ 10,8 bilhões, no mesmo mês, em empréstimos com instituições financeiras que operam crédito rural”, pontua o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “O PL é uma luz no fim do túnel, trará fôlego e condições para a continuidade da produção de alimento. Por isso, precisa avançar”, afirma.

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Ágide Eduardo Meneguette agro paraná
Foto: Sistema FAEP/SENAR-PR

Caso sancionada, a linha especial de financiamento vai possibilitar a quitação e o alongamento de débitos de produtores rurais que tenham sofrido perdas devido a eventos climáticos adversos ou a impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos (como a guerra no Irã). Poderão se beneficiar desse crédito os produtores endividados que tenham firmado, até 31 de dezembro de 2025, operações de crédito rural, empréstimos para liquidação de dívidas rurais ou Cédulas de Produto Rural (CPRs).

O PL prevê juros subsidiados de acordo com o porte do produtor: 3,5% ao ano para beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), 5,5% para produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e 7,5% para os demais produtores rurais.

A proposta estabelece um prazo de pagamento de até 10 anos, com três anos de carência. Devem ser contemplados produtores que se enquadrem em critérios como perdas comprovadas em duas ou mais safras (de 2019 a 2025), com redução de pelo menos 30% da renda bruta esperada; que produzam em municípios com histórico de situação de emergência ou calamidade pública; entre outros requisitos.

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Durante todo o percurso legislativo do PL, o Sistema FAEP uniu forças com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para sensibilizar a Câmara e o Senado. A atuação focou em detalhar o momento delicado do agro e em apresentar alternativas viáveis para que a classe produtora pudesse sanar suas pendências bancárias.

 

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