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GOVERNO PLANEJA DISTRIBUIR 16% DO IPM A PARTIR DE RESULTADOS DA EDUCAÇÃO

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A Assembleia Legislativa do Paraná deu o passo inicial ao importante e urgente debate sobre as mudanças que serão impostas no repasse do ICMS aos municípios paranaenses. Em Audiência Pública promovida pelo deputado Homero Marchese (PROS), o Governo indicou que planeja distribuir até 16% do IPM (Índice de Participação dos Municípios) de acordo com os resultados educacionais obtidos por cada prefeitura.

A ideia foi exposta pelo diretor jurídico da Secretaria Estadual de Educação (SEED) no evento desta quinta-feira (10), conduzido em a parceria com a vereadora de Curitiba Amália Tortato (Novo).

Os estados têm até 26 de agosto deste ano para normatizarem a legislação que vai garantir parcelas maiores do imposto aos municípios com melhores resultados educacionais.

“Foi o pontapé inicial na discussão deste assunto que estava restrito apenas aos gabinetes do Governo”, avaliou Marchese. “A regulamentação depende de aprovação de uma lei na Assembleia e, como faltam cinco meses para essa definição, esse debate se faz urgente”, acrescentou.

A mudança é determinada pela Emenda Constitucional 108/2020, que criou o novo FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

“A proposta de acordo com a Secretaria é de 16%. Iniciando em 11% até chegar aos 16% em cinco anos, colocando o Paraná como um estado diferenciado para estimular que os municípios se preocupem ainda mais com educação”, afirmou Jean Pierre Neto.

Pelo critério atual os municípios têm direito a 75% da arrecadação sobre as operações realizadas em seu território, pertinentes à circulação de mercadorias e à prestação de serviços, e os outros 25% são repassados aos municípios por critérios definidos na legislação estadual.

Com a mudança trazida pela emenda, os municípios passaram a ter direito a 65% da arrecadação sobre as operações realizadas em seu território e, dos 35% ressaltantes, 10% precisam ser distribuídos com base em indicadores de melhoria dos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade, considerando o nível socioeconômico dos alunos.

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A vereadora Amália Tortato citou que em Curitiba, por exemplo, o ICMS representa 10% do orçamento, mas nos municípios menores essa fatia é ainda maior. “Qualquer mudança tem impacto grande. Por isso deve ser debatido de maneira próxima com prefeitos e população como ferramenta para que a mudança não seja vista como um problema e sim como uma oportunidade de melhorar a qualidade de educação do estado.”

O IPM é a parcela sobre o ICMS arrecadado pelo estado sobre o qual cada município tem direito. Já o ICMS é o principal imposto de competência estadual. Em 2021, o montante repassado aos municípios paranaenses foi de R$ 9.559.701.359,25. Se as alterações impostas pela Emenda 108/2020 já tivessem sido implementadas, a parcela distribuída com base em indicadores educacionais teria sido, pelo menos, de R$ 955.970.135,92.

“Ter esta lei estadual é condição para que a rede estadual e municipal receba uma parte da União referente ao Fundeb em 2022. É preciso avaliar os critérios de desempenho que serão utilizados como taxa de atendimento da população, índices de aprovação e média de avanço da aprendizagem”, comentou a Consultora em Educação Mariza Abreu.

O procurador estadual e ex-secretário municipal de Planejamento Finanças e Orçamento de Curitiba, Vítor Puppi, disse que a sugestão para diminuir a distorção entre os municípios é adotar um índice per capta. “A melhor ferramenta de gestão é a previsibilidade. Não podemos arrancar recursos sem uma compensação, mas isso precisa ser muito debatido para não ter perdas nas médias e grandes cidades. Além de os maiores municípios terem perdido recursos, eles concentram a prestação dos serviços públicos”, defendeu.

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Já a advogada Francine Frederico, da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), reconhece que com as alterações haverá ganhos para alguns municípios e perdas para outros. “Representamos os 399 municípios do Paraná e 80% são de pequeno porte. Nossa vontade é participar do debate e, sendo realista, tentar atender o maior número de pessoas da melhor maneira possível e não, necessariamente, o maior número municípios”, disse.

Alfabetização

A Secretária Municipal de Educação de Cascavel e Presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado do Paraná (UNDIME) defende a urgência do debate sobre o tema e a importância do investimento na educação. “Ao discutir critérios é necessário olhar para alfabetização, das nossas crianças que estão há dois anos no ensino remoto retornando à sala de aula com muitas dificuldades. Esse recurso também deve ser destinado à formação de professores, pois todo desenvolvimento do país, estados e municípios passa pelos bancos escolares”

O ex-deputado Subtenente Tenente Everton, que já foi conselheiro do FUNDEB, considera que apenas mais aporte financeiro não vai resolver as distorções educacionais. “Se dobrarmos os valores os números vão melhorar? Não. Pois a não é apenas a questão pedagógica, envolve muitos setores. O aspecto sociocultural influencia muito. Não há planejamento. Além de existir um descompasso enorme, pois as escolas estão no século XIX, os professores no século XX e os alunos no século XXI”, avaliou.

Também participaram da audiência Felipe Zeraik Lima, da Secretaria de Estado da Fazenda; Carin Caroline Deda, ex-assessora da Secretaria de Planejamento de Curitiba. Jacir Bombonato Machado, consultor de educação; Paulo Sergio Bandeira, representante da OAB e Tallys Kalynka Feldens, representante da Secretaria Estadual da Saúde.

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Alexandre Curi defende Senado mais próximo dos municípios

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O deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (25) que sua pré-candidatura ao Senado está baseada na defesa dos interesses do Paraná em Brasília, na busca por mais investimentos federais e na aproximação permanente com prefeitos, lideranças regionais e a população. Ele também falou sobre a proposição de soluções para o desenvolvimento do País.

Durante entrevista à Rádio Educadora FM, de Dois Vizinhos, no Sudoeste do Estado, Alexandre Curi reforçou o compromisso de fortalecer a representação paranaense no Senado Federal. “Quem conhece a minha vida pública sabe que sou um político presente e resolutivo. Em Brasília, quero ser a voz dos prefeitos e das pessoas”, afirmou. “Não existe desenvolvimento sem diálogo, articulação e presença política”.

Segundo Curi, o Paraná precisa voltar a ter protagonismo em Brasília, com representantes que conheçam as diferentes regiões do Estado e estejam conectados às demandas dos municípios. “O senador precisa estar próximo dos prefeitos, das cooperativas, do setor produtivo e das pessoas”, destacou. Entre as prioridades defendidas por ele estão investimentos em infraestrutura rodoviária e ferroviária, fortalecimento da saúde e apoio ao agronegócio paranaense.

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Novo Pacto Federativo

Alexandre Curi também defendeu um novo Pacto Federativo, com mais autonomia para estados e municípios e uma distribuição mais equilibrada dos recursos públicos. “O desenvolvimento acontece nas cidades. É nos municípios que as pessoas vivem, trabalham e precisam de políticas públicas eficientes”, observou. “Quem sabe o que uma cidade precisa é quem vive nela”.

Polarização – Ao comentar o cenário nacional, o deputado criticou a polarização política e afirmou que o País precisa retomar o debate sobre temas estruturantes. “O Brasil precisava discutir segurança pública, infraestrutura, competitividade e crescimento econômico. Também precisamos de uma regulamentação equilibrada da reforma tributária, que não prejudique o agronegócio, o setor produtivo e as cooperativas do Paraná”, disse.

Para Alexandre Curi, a disputa ideológica tem afastado o foco das questões mais importantes para a população. “Infelizmente, o que vemos hoje é uma polarização permanente, em que um lado tenta destruir o outro, enquanto temas essenciais para o desenvolvimento nacional deixam de ser prioridade”, afirmou.

Ele concluiu defendendo mais estabilidade institucional e planejamento de longo prazo. “Quem empreende, trabalha e gera empregos quer segurança jurídica, previsibilidade e políticas públicas eficientes. O Brasil precisa voltar a pensar no futuro e planejar o desenvolvimento das próximas décadas”, concluiu.

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PARANÁ PORTAL – Foto/Rogério Machado

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