ESPORTES
Nos pênaltis, Athletico elimina o Londrina e avança para o Athletiba
O Athletico está nas semifinais do Campeonato Paranaense. Jogando na Arena da Baixada, a equipe do técnico Alberto Valentim venceu o Londrina no tempo normal por 2 a 1, na tarde deste domingo (20), e avançou depois de derrotar o Tubarão por 4 a 2 nas penalidades máximas.
Com o resultado, o Furacão fará o clássico Athletiba diante do arquirrival Coritiba (que eliminou o Cianorte no último sábado), em busca de uma vaga na grande decisão do Estadual. O primeiro jogo acontece neste meio de semana no Joaquim Américo, com o segundo confronto acontecendo no próximo final de semana no Estádio Couto Pereira.
As quartas de final no reduto athleticano poderiam ter sido menos complicadas. Embora tenha dominado a partida em quase a sua íntegra, o Rubro-Negro não teve a potência ofensiva que se espera do time, e a retranca alviceleste levou a melhor em boa parte do tempo. Nos únicos dois cochilos dos visitantes, o Athletico chegou aos seus gols.
Pressão rubro-negra x ferrolho alviceleste
Com a necessidade da vitória, o Athletico não perdeu tempo e com menos de um minuto conseguiu duas chegadas ao gol do goleiro Matheus Albino, do Londrina. Nenhuma das oportunidades levou perigo, porém mostrou qual seria o espírito do Furacão, sobretudo pela necessidade da vitória.
Aos seis minutos, Pablo recebeu ótimo passe e, no momento do passe, tocou forte demais e David Terans não conseguiu aproveitar. Até os dez minutos, só deu Rubro-Negro no Joaquim Américo. A estratégia do Tubarão, organizada pelo técnico Adilson Batista, claramente envolvia fazer um verdadeiro ferrolho, impedindo arremates athleticanos.
Os visitantes chegaram pela primeira vez aos 11, sem perigo. O Alviceleste, aliás, não levou qualquer perigo à meta do goleiro Santos nos primeiros 45 minutos. A situação era parecida na outra extremidade do gramado, uma vez que o Athletico, mesmo com ampla vantagem na posse de bola, esbarrava na marcação e em seus próprios erros.
O primeiro tempo só não foi de total satisfação porque o volante Erick, no último lance, sentiu uma contusão que, aparentemente, preocupa a comissão técnica rubro-negra.
Gols e suposta ofensa racial na etapa final
Cristian no lugar de Erick. Marcelinho no lugar de Thiago Ribeiro. Athletico e Londrina voltaram para os 45 minutos finais com uma alteração de cada lado, contudo dentro das quatro linhas a dinâmica do jogo em nada mudou. De um lado, os donos da casa com mais posse de bola, rodando a bola em busca de um espaço, e do outro uma equipe focada em se defender.
Aos oito minutos, o Tubarão teve a sua melhor chegada ofensiva, quando Marcelinho acionou Coutinho, que bateu de primeira e mandou para fora. Aos 14, Jader entrou no lugar do machucado Julimar e precisou de apenas um minuto para participar de um dos lances polêmicos do segundo tempo.
O meia do Furacão bateu da entrada da área, a bola explodiu no braço de Saimon e o árbitro Rodolpho Toski Marques mandou a partida seguir. Aos 23 minutos, outro pedido de pênalti pelos athleticanos, depois de jogada de Dani Bolt terminar batendo no braço de João Paulo. Outra vez, o juiz não viu qualquer irregularidade no lance.
A classificação estava vindo no tempo normal, mas um descuido em um escanteio permitiu ao Londrina diminuir o marcador, garantindo aquilo que a equipe do Norte do estado veio buscar em Curitiba: a decisão nos pênaltis. Mas os visitantes não contavam com o goleiro Santos, que fez a diferença para alegria dos athleticanos.
Eliminado do Paranaense, o Londrina agora foca as suas atenções na preparação para a Série B do Brasileirão. Já o Furacão tem o Athletiba pela frente, e em abril terá ainda a Copa Libertadores, o Brasileirão e a terceira fase da Copa do Brasil em sua temporada.
O meia do Furacão bateu da entrada da área, a bola explodiu no braço de Saimon e o árbitro Rodolpho Toski Marques mandou a partida seguir. Aos 23 minutos, outro pedido de pênalti pelos athleticanos, depois de jogada de Dani Bolt terminar batendo no braço de João Paulo. Outra vez, o juiz não viu qualquer irregularidade no lance.
ESPORTES
Noruega vence Costa do Marfim e vai pegar o Brasil
A Noruega será adversária do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. Nesta terça-feira (30), a seleção escandinava superou a Costa do Marfim por 2 a 1 em Dallas, e terá pela frente a equipe brasileira no domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

A estrela de Erling Haaland brilhou. Bem marcado ao longo do jogo, o atacante mostrou que precisa de poucas chances para ser letal. O camisa 9 balançou as redes pela quinta vez na Copa, a um de se igualar o craque argentino Lionel Messi, artilheiro da competição. Pai do astro norueguês, o ex-lateral Alf-Inge Haaland estava no estádio e se emocionou.
O Brasil terá pela frente a única seleção que nunca derrotou na história. Em quatro jogos, são dois empates e dois triunfos noruegueses. O último foi justamente em uma Copa do Mundo. Em 1998, na França, os escandinavos ganharam por 2 a 1, de virada, pela fase de grupos.
EFICIÊNCIA ESCANDINAVA
Apesar de controlar o jogo durante a maior parte do primeiro tempo, a Costa do Marfim pecou na conclusão das jogadas. Foram duas chances claras desperdiçadas.
Aos 20 minutos, o lateral Ghislain Konan invadiu a área na esquerda, driblou o zagueiro Marcus Pedersen e chutou rasteiro, rente à trave direita, pelo lado de fora da rede. Sete minutos depois, Yan Diomandé cruzou pela esquerda, o também atacante Nicolas Pépé escapou do lateral David Wolfe e finalizou na pequena área, mas pegou muito mal.
Quando conseguiu se desvencilhar da pressão marfinense, a Noruega saiu na frente. Aos 38 minutos, o meia Martin Odegaard abriu para Antonio Nusa pela esquerda. O atacante entrou na área, levou para a perna direita e acertou o ângulo do goleiro Yahia Fofana, que nada pôde fazer.
O BRILHO DO ARTILHEIRO
A etapa final foi ainda mais movimentada, com os Elefantes se lançando ao ataque. Aos nove minutos, o lateral Guéla Doué dominou a bola na entrada da área pela direita e chutou forte. A bola explodiu no zagueiro Torbjørn Heggem. Na sobra, na cara do gol, Pépé bateu e o goleiro Orjan Nyland fez uma bela defesa.
A Noruega, tentando administrar a vantagem, saía apenas em contra-ataques. Em um deles, aos 20 minutos, Odegaard colocou na área, o atacante Alexander Sorloth desviou de cabeça e Heggem chegou finalizando, livre, mas o ponta Amad Diallo salvou em cima da linha.
O próprio Diallo foi quem deixou tudo igual. Aos 28 minutos, o atacante tabelou com Pépé pela direita, driblou Wolfe, deixou o meia Sander Berge no chão e mandou para as redes, marcando um golaço.
A Costa do Marfim, então, foi quem recuou, dando campo para a Noruega atacar, tentando aproveitar a velocidade dos homens de frente às costas da marcação. A estratégia não funcionou. Aos 40 minutos, Oscar Bobb lançou em profundidade o também meia Patrick Berg, que, na área, tocou na esquerda para Haaland decidir a classificação escandinava.
Agência Brasil
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