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São Paulo bate São Bernardo e avança para as semifinais do Paulistão

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O São Paulo buscou a virada por 4 a 1 contra o São Bernardo na noite desta terça-feira (22) e está classificado para as semifinais do Campeonato Paulista.

O São Paulo aguarda agora os resultados dos outros duelos de quartas de final do Paulistão para conhecer o adversário nas semifinais.

O saldo de gol do São Paulo é maior no momento (11 a 10) e a equipe do Morumbi ainda leva a vantagem nos gols marcados (22 a 19).

Mesmo com o São Paulo tendo mais posse de bola, o São Bernardo criou a primeira chance do jogo. Aos oito minutos, Igor Fernandes arriscou de fora da área e Jandrei espalmou a bola no canto esquerdo.

Nova chance do São Bernardo aos minutos. Vitinho bateu escanteio da direita e Silvinho completou no segundo poste, mas mandou a bola por cima da meta.

Silvinho teve nova chance aos 16 minutos. Matheus Davó puxou contra-ataque pela faixa central e serviu o atacante, que finalizou rente ao poste esquerdo.

A primeira chance de gol do São Paulo saiu apenas aos 30 minutos. Pablo Maia arriscou da entrada da área e Alex Alves buscou a defesa no canto esquerdo.

Rodrigo Nestor perdeu chance incrível para abrir o placar aos 33 minutos. Alex Alves se atrapalhou na saída de bola e sobrou limpa para Nestor, mas o meia isolou a finalização com o gol vazio.

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Alex Alves se redimiu aos 38 minutos. Éder fez o corta-luz para Luciano, que invadiu a área e finalizou no canto esquerdo para o goleiro espalmar.

Éder ainda teve boa chance para marcar aos 42 minutos. O atacante foi acionado na área e finalizou no canto esquerdo para o goleiro espalmar.

O São Bernardo reclamou de uma penalidade não marcada aos dois minutos do segundo tempo. Após cruzamento da direita feito por Vitinho Mesquita, Matheus Davó foi tocado por Igor Gomes e caiu na área. Douglas Marques das Flores mandou o jogo seguir.

Só que aos sete minutos, Reinaldo foi desarmado por Cristovam no campo de ataque e o lateral serviu Matheus Davó. O atacante chutou em cima da marcação, mas pegou o próprio rebote e cara a cara com Jandrei finalizou rasteiro para balançar as redes.

Alex Alves voltou a salvar o São Bernardo aos 15 minutos. Após bola mal rebatida pela defesa do Bernô, Luciano ficou com a sobra e tentou chute rasteiro, mas o goleiro defendeu com o pé.

O empate do São Paulo chegou aos 19 minutos. Rigoni tabelou com Calleri e rolou para Rodrigo Nestor na área, com o meia batendo cruzado para vencer Alex Alves.

A situação complicou ainda mais para o São Bernardo aos 21 minutos. Paulinho Moccelin cometeu falta por trás em Alisson, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.

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Luciano mais uma vez parou em Luciano aos 31 minutos. O atacante foi acionado na área e finalizou para o goleiro espalmar. No rebote, Rigoni ainda furou o chute.

Alex Alves voltou a salvar o São Bernardo aos 35 minutos. Após erro na saída de bola do Bernô, Nikão ficou com a bola na área e o meia finalizou cruzado para o goleiro espalmar.

Mas aos 36 minutos, Alex Alves não conseguiu evitar a virada do São Paulo. Em cobrança ensaiada de escanteio, Pablo Maia recebeu na entrada da área e finalizou no ângulo direito.

O São Paulo ampliou o marcador aos 42 minutos. Nikão lançou Marquinhos na área e o meia bateu cruzado para vencer Alex Alves.

O placar ainda foi fechado pelo São Paulo aos 45 minutos. Pablo Maia lançou Calleri na área e o centroavante tocou por cobertura para balançar as redes.

SÃO PAULO 4 X 1 SÃO BERNARDO

Local: Morumbi, São Paulo

Árbitro: Douglas Marques das Flores

Assistentes: Daniel Paulo Ziolli e Fabrini Bevilaqua Costa

SÃO PAULO

Jandrei, Rafinha, Diego, Léo e Reinaldo (Wellington); Pablo Maia, Rodrigo Nestor, Igor Gomes (Rigoni) e Alisson (Marquinhos); Luciano (Nikão) e Éder (Calleri).  T.: Rogério Ceni.

SÃO BERNARDO

Alex Alves, Joílson (Ravanelli), Matheus Salustiano e Ligger; Cristovam, Rodrigo Souza, Vitinho Mesquita (Léo Gomes) e Igor Fernandes (João Carlos); Paulinho Moccelin, Silvinho (Rafinha) e Matheus Davó. T.: Márcio Zanardi.

Gols: Matheus Davó (7 minutos/2ºT), Rodrigo Nestor (19 minutos/2ºT), Pablo Maia (36 minutos/2ºT), Marquinhos (42 minutos/2ºT) e Calleri (45 minutos/2ºT)

Cartões amarelos: Éder, Pablo Maia e Wellington (SPA); Paulinho Moccelin, Vitinho Mesquita e Rodrigo Souza (SBE)

Cartão vermelho: Paulinho Moccelin (SBE)

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Com invencibilidade recorde, Espanha vai à final da Copa após 16 anos

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A Espanha fez jus ao retrospecto positivo nos últimos confrontos decisivos contra a França e levou a melhor de novo. Nesta terça-feira (14), a Fúria (apelido da seleção espanhola) venceu o clássico por 2 a 0 em Dallas (Estados Unidos) e se classificou para a final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.

Foram 16 anos de espera. Desde o título em 2010, na África do Sul, os espanhóis acumularam fracassos nos três Mundiais seguintes, com a queda na fase de grupos em 2014 (Brasil) e duas eliminações nas oitavas de final em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).

Além da vaga à decisão, a Espanha registou a maior sequência invicta de uma seleção na história, de forma isolada. São 38 partidas sem perder desde 15 de junho de 2023, quando derrotou a Itália por 2 a 1 pela Liga das Nações – torneio de países europeus que ocorre a cada duas temporadas. Os espanhóis dividiam o recorde de invencibilidade com os próprios italianos (2018 a 2021).

Esta foi a quarta vez seguida que a Espanha deixou a França para trás em um duelo eliminatório. Em 2024, a Fúria levou a melhor na semifinal da Eurocopa (2a1) e na decisão olímpica de Paris, capital francesa (5 a 3). Já no ano passado, o triunfo (5 a 4) foi pela semi da Liga das Nações.

Em uma seleção de nomes badalados, como o volante Rodri, eleito o Bola de Ouro da temporada 2023/2024; e a jovem estrela Lamine Yamal, que fez 19 anos na última segunda-feira (13), o discreto Mikel Oyarzabal brilhou de novo. Acostumado a marcar gols decisivos, como nas finais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025 ou na conquista da última Copa do Rei da Espanha pela Real Sociedad, o atacante encaminhou o resultado em Dallas, abrindo o placar e balançando as redes pela quinta vez neste Mundial.

A Espanha espera o ganhador da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), em Atlanta. A final será no domingo (19), no mesmo horário, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

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Os Bleus (apelido da seleção francesa), por sua vez, perdem a chance de igualar um feito que somente Brasil (1994 a 2002) e Alemanha (1982 a 1990) alcançaram: disputar três finais de Copa seguidas. Além disso, o atacante Kylian Mbappé poderia repetir o ex-lateral brasileiro Cafu, que segue como único homem a participar de três decisões de Mundial.

À França, resta a disputa do terceiro lugar, contra o perdedor do confronto entre argentinos e ingleses. O duelo será às 18h, em Miami (Estados Unidos).

EFICIÊNCIA “FURIOSA”

Na Espanha, Luis de la Fuente mandou a campo a mesma escalação que venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final. Do lado francês, Didier Deschamps fez duas mudanças em relação à vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, repetindo a escalação do 3 a 0 aplicado na Suécia, nos 16 avos de final. No meio, Aurélien Tchouaméni se recuperou de uma lesão no adutor da coxa direita e retornou ao time no lugar de Manu Koné. À frente, Bradley Barcola assumiu a vaga de Desiré Doué.

As equipes não abdicaram dos respectivos estilo de jogo. A Espanha fazia a bola girar em busca de espaços e pressionava a saída de jogo e a França buscava impor intensidade e velocidade em seus avanços. A sensação, tamanho o equilíbrio, era que a rede balançaria somente se algum dos lados errasse.

Foi justamente o que ocorreu. Aos 20 minutos, o lateral Lucas Digne tentou cortar um cruzamento da esquerda, mas a bola subiu demais e deu tempo para Lamine Yamal tomar a frente do francês, que o atingiu na coxa, dentro da área. Coube a Oyarzabal cobrar a meia altura, no canto esquerdo, abrindo o placar.

Aos 28, para deixar a missão francesa mais complexa, William Saliba, um dos principais zagueiros da última temporada europeia, sentiu as costas e teve de sair de campo. Ele deu lugar a Maxence Lacroix.

A Espanha conseguia neutralizar o meio-campo francês, dificultando a movimentação de Adrien Rabiot e, principalmente, Michael Olise, o líder de assistências – cinco – do Mundial, obrigando os atacantes Ousmané Dembélé e Mbappé a atuarem longe da área. De quebra, a Fúria se armou de forma a estar pronta para qualquer erro de passe ou domínio dos adversários.

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Aos 37 minutos, o goleiro Mike Maignan saiu jogando errado e a bola sobrou na intermediária com Rodri. O volante acionou Yamal, que tabelou com o meia Dani Olmo, entrou na área pela direita e rolou para dentro, buscando Oyazarabal. Na hora certa, o zagueiro Dayot Upamecano travou o chute do atacante, que estava de frente para o gol.

XEQUE-MATE ESPANHOL

A França voltou do intervalo com Koné na vaga de Rabiot – que já tinha cartão amarelo – e Doué no lugar de Barcola. A ideia de Deschamps era aproveitar a habilidade do atacante para desarrumar a marcação da Espanha.

Não deu certo. A Fúria manteve o controle do duelo e chegou ao segundo gol aos 12 minutos. Na sequência da tabela com Dani Olmo, o lateral Pedro Porro escapou da marcação, entrou na área francesa pela direita e chutou na saída de Maignan.

E o 3 a 0 poderia ter saído três minutos depois, não fosse um impedimento milimétrico de Yamal. Ele recebeu na direita, superou Digne e finalizou no canto direito. A jogada foi invalidada porque o atacante estava um ombro a frente do lateral francês na origem do lançamento.

Somente aos 21 minutos da segunda etapa veio o primeiro lance de perigo da França: uma batida cruzada de Mbappé, que invadiu a área pela direita e finalizou. A bola desviou na marcação e saiu rente à trave de Unai Simon.

A França, desconfortável com a desvantagem inédita nesta Copa e a eliminação que se encaminhava, lançou-se como pôde ao ataque, mas praticamente não deu trabalho ao goleiro espanhol. Aos cantos de “olé” das arquibancadas em Dallas, a Fúria segurou o resultado e festejou a vaga em mais uma final.

Agência Brasil

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