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FEIRANTES DE TODO O PARANÁ SÃO HOMENAGEADOS NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

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O evento desta segunda-feira (11), no Plenarinho da Assembleia Legislativa, prestou homenagem aos feirantes do Paraná. Proposta pela deputada Flávia Francischini (União Brasil), com apoio do vereador do município de Curitiba, Rodrigo Reis (União Brasil), o evento fez alusão ao Dia do Feirante, comemorado em 25 de agosto.

A presidente e propositora da sessão solene, deputado Flávia Francischini, ressaltou que “ há 20 anos sou moradora de Curitiba e desde que cheguei aqui frequento as feiras da cidade com minha família. Nós celebramos essa data para reconhecer o trabalho de cada feirante. Começam a trabalhar já de madrugada carregando a mercadoria, montando a barraca com todo o capricho para cedinho receber a freguesia. São homens e mulheres de fibra que trabalham pesado para sustentar a família, que sofreram muito durante a pandemia e que atendem o cliente sempre com um sorriso no rosto, e fazem a economia do município girar”.

O vereador Rodrigo Reis afirmou que “as feiras são muito importantes. Temos mais de 60 feiras em Curitiba, seja de hortifrutigranjeiros, artesanato ou gastronomia, então são milhares de pessoas que sobrevivem com as feiras. Além de ser um lugar super agradável a feira é também um ponto turístico da cidade. Essa homenagem da Assembleia do paraná é muito relevante porque é uma pessoa trabalhador que sustenta as suas famílias, sendo feirante. Muitas destas pessoas começaram como feirantes e hoje tem lojas e outros negócios”.

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Homenagens

Foram homenageadas 430 famílias que têm na tradição familiar o cultivo, produção e comercialização de produtos em feiras-livres. São produtos cultivados em Curitiba, principalmente na Região Metropolitana da capital paranaense. Na feira do Largo da Ordem, cerca de mil feirantes vendem artesanato aos domingos.

Entre os feirantes que receberam diploma de menção Honrosa e votos de Louvor está o senhor Roberto Miquilussi, um dos mais antigos de Curitiba. Ele começou no ofício em 1964 e não pretende parar tão cedo. Junto com o filho Leandro, vende verduras nas feiras da região central de Curitiba.

“Quando eu comecei, vendia flores nas ruas, na cestinha. E com isso me ofereceram uma banca na feira, tinha 16 anos e vim assim até agora, conheci minha esposa na feira, me casei e hoje meus filhos trabalham na feira também. Hoje vou pouco, meus filhos e netos é que trabalham o dia inteiro. Mas fico muito feliz com a homenagem e com todo esse encontro de feirantes aqui na Assembleia. A feira, para quem gosta é uma festa e foi assim que sempre gostei de ser feirante”.

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Participaram do evento, compondo a Mesa a proponente, deputada Flávia Francischini (União Brasil); o vereador do município de Curitiba, Rodrigo Reis (União Brasil); a coordenadora da Feira do Largo da Ordem e ex-vereadora, Julieta Reis; a representante da Feira do Largo da Ordem, senhora Marlete Cineiva e o representante das Feiras Gastronômicas, senhor Osvaldo Brasil.

Projeto

O projeto de lei 752/2023, da deputada Flávia Francischini, instituí o Circuito Turístico das Feiras de Curitiba, composto por feiras livres, feiras de artesanato, feiras gastronômicas, feiras noturnas e feiras orgânicas do município de Curitiba. O objetivo da proposta é estimular a visitação pública das feiras tradicionais; contribuir com a preservação do patrimônio cultural e histórico; e favorecer o desenvolvimento das feiras, da produção local de artesanato e a movimentação da economia. O texto também insere o circuito no Roteiro Turístico Oficial do Estado do Paraná.

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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