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Governo retoma seguro obrigatório de veículos; saiba data e valores
O governo Lula aprovou a retomada do seguro DPVAT, agora rebatizado como SPVAT (Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito). Por conta disso, todos os proprietários de veículos motorizados no Brasil voltarão a pagar o imposto a partir de janeiro de 2025.
De acordo com a declaração do governo, a medida visa assegurar a proteção financeira de vítimas de acidentes de trânsito. Entenda abaixo como o SPVAT funcionará.
1. O que é o SPVAT e o que ele cobre?
O SPVAT foi criado para garantir indenizações a vítimas de acidentes de trânsito, cobrindo:
• Indenizações por morte
• Indenizações por invalidez permanente
• Reembolso de despesas com assistência médica e hospitalar
• Cobertura de despesas com serviços funerários e reabilitação profissional
Essa cobrança tem caráter obrigatório e é destinada a todos os proprietários de veículos motorizados. Após sua extinção em 2020, o DPVAT será retomado em 2025 com um novo nome, e a expectativa é que o valor anual do seguro varie entre R$ 50 e R$ 60.
2. Por que o seguro DPVAT foi extinto e por que volta agora?
O DPVAT foi extinto em 2020, durante o governo Bolsonaro, e as indenizações das vítimas de acidentes continuaram sendo pagas até 2023 com o saldo existente no fundo do DPVAT. No entanto, desde novembro de 2023, o pagamento de indenizações está suspenso devido à falta de recursos.
Segundo Alessandro Octaviani, superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o retorno do seguro se deve à necessidade de amparar os brasileiros que dependem desse auxílio para lidar com as consequências dos acidentes de trânsito. “Cerca de 400 mil pessoas ao ano utilizam esse seguro para recomeçarem suas vidas”, comenta Octaviani.
3. Como será o pagamento do SPVAT?
A cobrança do SPVAT será realizada de forma centralizada pela Caixa Econômica Federal. Os estados que firmaram parceria com a Caixa poderão incluir o valor do seguro na taxa de licenciamento anual e no IPVA, facilitando o pagamento conjunto. No entanto, dos 26 estados e o Distrito Federal, apenas cinco aderiram ao sistema até o prazo de agosto de 2024:
• Bahia
• Espírito Santo
• Paraíba
• Maranhão
• Sergipe
Nos demais estados e no Distrito Federal, o pagamento do SPVAT deverá ser realizado diretamente na Caixa Econômica.
4. A Importância da regularização do seguro
A Associação Nacional dos Detrans (Detrans) esclarece que o pagamento do SPVAT é obrigatório em todo o território nacional. Caso o seguro não esteja quitado, o motorista não conseguirá obter o licenciamento anual do veículo, tornando-o irregular.
Givaldo Vieira, presidente da Associação Nacional dos Detrans, explica que o SPVAT é um encargo federal e, portanto, sua quitação é fundamental para a regularização do veículo. Ele ressalta que “se este débito estiver em aberto, não é possível gerar o licenciamento”.
5. Consequências de dirigir sem o licenciamento
Dirigir um veículo sem o licenciamento anual representa uma infração gravíssima no Brasil, com penalidades significativas:
• Multa de R$293
• 7 pontos na carteira de habilitação
• Possibilidade de apreensão do veículo
Essas medidas visam reforçar a importância da regularização e o cumprimento das normas de segurança e proteção às vítimas de trânsito. Portanto, estar atento ao pagamento do SPVAT e à regularização do licenciamento é fundamental para que os motoristas evitem multas e sanções adicionais.
Via: GMC Online Foto: Reprodução/Fator MT
NOTÍCIAS DO BRASIL
Canetas para emagrecer mudam carrinho de compras e aceleram corrida da indústria por alimentos saudáveis
Os medicamentos para perda de peso à base de GLP-1, popularizados no Brasil como “canetas emagrecedoras”, já provocam um efeito que vai além da balança: estão mudando o comportamento de consumo e pressionando a indústria de alimentos a se reinventar. Com menor apetite e foco crescente em saúde, consumidores passam a priorizar produtos naturais, ricos em fibras, menos açucarados e com maior valor nutricional.
A transformação já é percebida por empresas do setor. A catarinense Polpa Brasil, especializada em ingredientes naturais para a indústria alimentícia, registrou aumento da demanda por soluções à base de frutas e vegetais desidratados e decidiu ampliar capacidade produtiva. A companhia prepara novas linhas de produção e embalagem para o varejo, além da expansão do estoque em 30%. Ainda neste ano, projeta uma nova linha de barras e tabletes capaz de dobrar a capacidade atual.
O movimento acompanha uma tendência global. Estudo da Morgan Stanley Research aponta que usuários desses medicamentos tendem a reduzir o consumo de álcool e alimentos altamente calóricos, já que os remédios atuam em áreas do cérebro ligadas ao apetite e à recompensa alimentar.
Qualidade supera quantidade
Para Ramon Lacowicz, diretor e sucessor da Polpa Brasil, o consumidor vive uma mudança estrutural na relação com a comida.
“Quando a pessoa passa a comer menos, ela tende a escolher melhor. O peso da decisão sai da quantidade e vai para a qualidade. Cresce a busca por alimentos que entreguem nutrição, saciedade e benefícios reais à saúde”, afirma.
Segundo ele, ingredientes naturais ganham protagonismo justamente por responderem a esse novo perfil de consumo. “Frutas e vegetais preservados oferecem sabor, valor nutricional e uma percepção clara de saudabilidade. É exatamente o que o mercado está pedindo hoje.”
Mercado reage
Criados inicialmente para diabetes tipo 2, os medicamentos também passaram a ser usados no tratamento da obesidade, condição que afeta cerca de 9 milhões de brasileiros. No mundo, o excesso de peso pode atingir 2,3 bilhões de adultos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para especialistas do setor, esse cenário deve acelerar lançamentos de snacks funcionais, bebidas com benefícios adicionais, sobremesas com menos açúcar e alimentos mais limpos em formulação e rótulo.
Sobre a Polpa Brasil
Há cerca de 20 anos, a Polpa Brasil atende segmentos como panificação, confeitaria, laticínios, chocolates, snacks, bebidas, alimentos processados e mercado pet. A empresa também detém a marca Merendô!, fornecedora de barrinhas de frutas para merenda escolar em quatro estados, alcançando cerca de 1,5 milhão de estudantes.
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