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Prazo para adesão ao Simples Nacional termina em 31 de janeiro

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Micro e pequenas empresas que desejam ingressar no Simples Nacional em 2025 têm até o dia 31 de janeiro para realizar a solicitação no Portal do Simples Nacional. Esse regime tributário, criado pela Lei Complementar nº 123/2006, simplifica o recolhimento de tributos e já beneficia mais de 300 mil empresas no Paraná.

Para aderir, no entanto, é essencial que as empresas estejam com todas as pendências fiscais e cadastrais regularizadas. Isso inclui débitos relacionados ao IPVA, ICMS, Dívida Ativa e parcelamentos em atraso. “É comum as empresas esquecerem de quitar o IPVA por ser um imposto que não é decorrente da sua atividade empresarial”, alerta Yukiharu Hamada, coordenador da assessoria do Simples Nacional na Receita Estadual.

Riscos e exclusões do Simples Nacional

Pendências podem não apenas impedir a adesão, mas também resultar na exclusão de empresas já optantes. Em 2024, 6.056 contribuintes foram excluídos do regime no Paraná, somando dívidas de aproximadamente R$ 10,2 milhões.

A consulta de pendências deve ser feita por meio do ReceitaPR, no menu “Consulta Pendências para Opção ao Simples Nacional”. Após a regularização, o pedido de ingresso pode ser realizado diretamente no Portal do Simples Nacional, acessando a opção “Solicitação de Opção pelo Simples Nacional”.

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Como regularizar minha empresa no Simples Nacional?

As pendências podem ser resolvidas por:
• Pagamento integral do débito;
• Parcelamento;
• Suspensão da exigibilidade, conforme o artigo 151 do Código Tributário Nacional.

O Simples Nacional oferece benefícios fiscais e administrativos que facilitam a gestão tributária de micro e pequenas empresas, sendo uma oportunidade importante para quem busca otimizar custos e processos.

 

PARANÁ PORTAL (Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)

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Canetas para emagrecer mudam carrinho de compras e aceleram corrida da indústria por alimentos saudáveis

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Os medicamentos para perda de peso à base de GLP-1, popularizados no Brasil como “canetas emagrecedoras”, já provocam um efeito que vai além da balança: estão mudando o comportamento de consumo e pressionando a indústria de alimentos a se reinventar. Com menor apetite e foco crescente em saúde, consumidores passam a priorizar produtos naturais, ricos em fibras, menos açucarados e com maior valor nutricional.

A transformação já é percebida por empresas do setor. A catarinense Polpa Brasil, especializada em ingredientes naturais para a indústria alimentícia, registrou aumento da demanda por soluções à base de frutas e vegetais desidratados e decidiu ampliar capacidade produtiva. A companhia prepara novas linhas de produção e embalagem para o varejo, além da expansão do estoque em 30%. Ainda neste ano, projeta uma nova linha de barras e tabletes capaz de dobrar a capacidade atual.

O movimento acompanha uma tendência global. Estudo da Morgan Stanley Research aponta que usuários desses medicamentos tendem a reduzir o consumo de álcool e alimentos altamente calóricos, já que os remédios atuam em áreas do cérebro ligadas ao apetite e à recompensa alimentar.

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Qualidade supera quantidade

Para Ramon Lacowicz, diretor e sucessor da Polpa Brasil, o consumidor vive uma mudança estrutural na relação com a comida.

“Quando a pessoa passa a comer menos, ela tende a escolher melhor. O peso da decisão sai da quantidade e vai para a qualidade. Cresce a busca por alimentos que entreguem nutrição, saciedade e benefícios reais à saúde”, afirma.

Segundo ele, ingredientes naturais ganham protagonismo justamente por responderem a esse novo perfil de consumo. “Frutas e vegetais preservados oferecem sabor, valor nutricional e uma percepção clara de saudabilidade. É exatamente o que o mercado está pedindo hoje.”

Mercado reage

Criados inicialmente para diabetes tipo 2, os medicamentos também passaram a ser usados no tratamento da obesidade, condição que afeta cerca de 9 milhões de brasileiros. No mundo, o excesso de peso pode atingir 2,3 bilhões de adultos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para especialistas do setor, esse cenário deve acelerar lançamentos de snacks funcionais, bebidas com benefícios adicionais, sobremesas com menos açúcar e alimentos mais limpos em formulação e rótulo.

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Sobre a Polpa Brasil

Há cerca de 20 anos, a Polpa Brasil atende segmentos como panificação, confeitaria, laticínios, chocolates, snacks, bebidas, alimentos processados e mercado pet. A empresa também detém a marca Merendô!, fornecedora de barrinhas de frutas para merenda escolar em quatro estados, alcançando cerca de 1,5 milhão de estudantes.

 

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