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Reajuste do salário mínimo deve elevar em R$ 4,28 bilhões despesa das prefeituras em 2026

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O reajuste do salário mínimo nacional para R$ 1.621 em 2026 deverá gerar um impacto direto de R$ 4,28 bilhões nas despesas com pessoal ativo das prefeituras até o fim do próximo ano. A estimativa é da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que divulgou projeção com o objetivo de auxiliar os gestores municipais no planejamento orçamentário e fiscal.

Atualmente fixado em R$ 1.518, o salário mínimo terá um acréscimo de R$ 103, valor que incide diretamente sobre os vencimentos de servidores públicos municipais, aposentados e pensionistas. Segundo a CNM, o impacto financeiro será sentido de forma imediata nos cofres municipais, a partir de fevereiro de 2026, com o pagamento da primeira folha salarial ajustada ao novo valor.

Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o reajuste representa um desafio relevante para a administração local. Ele destaca que o efeito não é uniforme entre os Municípios. “O reajuste do salário mínimo nacional não afeta os cofres municipais de forma homogênea, sendo os Municípios de pequeno porte os mais vulneráveis e os que suportam o ônus proporcionalmente maior do aumento”, afirma.

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A projeção considera a expansão contínua do quadro de pessoal nos municípios. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2023) mostram que o número de vínculos ligados à administração pública municipal cresceu de 6,9 milhões em 2019 para 8,3 milhões em 2023. Desse total, a CNM estima que aproximadamente 2,1 milhões de ocupações recebem remuneração de até 1,5 salário mínimo, o que amplia o efeito do reajuste sobre a folha de pagamento.

A entidade ressalta que o novo patamar do salário mínimo deve ser incorporado aos cálculos de todas as despesas vinculadas, exigindo atenção redobrada dos gestores. Conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a CNM orienta que os Municípios promovam a revisão e, se necessário, a adequação das projeções orçamentárias previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.

A avaliação da CNM aponta que, diante do aumento expressivo das despesas obrigatórias, o reajuste do salário mínimo reforça a necessidade de planejamento rigoroso e de controle fiscal, especialmente nos Municípios com menor capacidade de arrecadação.

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Com informações da CNM e Asssessoria Comcam

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Com IPVA zerado, número de motocicletas cresce 20% em um ano no Paraná

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Um balanço da Receita Estadual do Paraná divulgado nesta segunda-feira (18) aponta que o Estado teve um crescimento de 20% no número total de motocicletas de até 170 cilindradas entre 2025 e 2026. O aumento está diretamente ligado à isenção de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), em vigor desde 1º de janeiro do ano passado.

Em 2025, 770 mil veículos seriam tributados com o IPVA e deixaram de pagar o imposto. Em 2026 esse número subiu para 918 mil. De acordo com a Receita Estadual, a economia para os usuários é de R$ 474.

A medida do Governo do Estado foi feita com o objetivo de valorizar profissionais como motoboys e entregadores, que dependem das motos para trabalhar. “São trabalhadores que geram emprego e renda e ajudam nosso Estado a crescer. É uma política de justiça social e tributária que deu muito certo, ampliando o cenário de vendas e negócios”, avalia o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. “Com a sobra do IPVA esse dinheiro passou para o consumo, fazendo com que a roda da economia continue a girar”.

EMPLACAMENTOS – O crescimento no número de motocicletas isentas acompanha o aumento no número geral de emplacamentos registrado pelo Paraná ao longo do último ano impulsionado pela redução na alíquota geral do IPVA. O corte de 3,5% para 1,9% do valor venal dos veículos vale para automóveis, motocicletas acima de 170 cilindradas, caminhonetes, camionetas, ciclomotores, motonetas, utilitários, motorhomes, triciclos, quadriciclos e caminhões-tratores.

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Somente nos quatro primeiros meses de 2026, o número de novos veículos registrados pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR) teve alta de 38,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, de 165.659 para 229.400 veículos.

“Esse é um movimento que aguardávamos desde o anúncio da nova legislação tributária. Estamos gerando negócios, estimulando a economia e deixando dinheiro nas mãos das pessoas para reinvestimentos. Esse salto nos emplacamentos é uma mostra de mercado aquecido, o que ajuda a economia do Paraná a continuar em grande ritmo de crescimento”, celebra Ortigara.

 

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