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MEC e Inep prorrogam prazo para inscrição no Enem até dia 12 de junho

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O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogaram o prazo de inscrição para o Enem 2026 até o dia 12 de junho, próxima sexta-feira. Com isso, os interessados ganham uma semana a mais para se inscrever na principal porta de entrada do ensino superior gratuito do Brasil.

Para se inscrever, basta acessar a Página do Participante do Enem na internet e preencher as informações solicitadas. Para os estudantes não isentos, o prazo para pagar a taxa de inscrição vai até o dia 17 de junho.

A prorrogação não altera as datas de aplicação do exame, que permanece marcado para os dias 8 e 15 de novembro, em todo o país. O prazo anterior terminava na sexta-feira (5).

Isenção
Têm direito à isenção da taxa de R$ 85 para inscrição do Enem os estudantes do 3º ano do ensino médio da rede pública de ensino; os estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda igual ou inferior a um salário-mínimo e meio; e pessoas de famílias de baixa renda inscrita no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico).
Os participantes do programa Pé-de-Meia do governo federal também se enquadram nos requisitos para isenção da taxa de inscrição. Independentemente de ser isento, o candidato deve fazer a inscrição no Enem.
O estudante do Pé-de-Meia que concluiu o ensino médio em 2026 e participar dos dois dias de prova do Enem receberão um incentivo adicional de R$200.
Todos os detalhes do Enem 2026 estão no edital da prova com informações sobre atendimento especializado para pessoas com deficiência, gestantes, lactantes, diabéticos, idosos ou com outra condição específica.
O Inep ainda preparou uma seção de perguntas e respostas para tirar as dúvidas mais comuns dos participantes. Confira aqui.
Cronograma
– Inscrições: de 25 de maio a 12 de junho;
– Pagamento da taxa de inscrição: até 17 de junho;
– Solicitação de atendimento especializado e nome social: de 25 de maio a 12 de junho;
– Resultado do atendimento especializado: 26 de junho;
– Recurso do atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;
– Resultado do recurso: 10 de julho;
– Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.
(Informações: Agência Brasil) Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Inflação e juros mais altos são as previsões econômicas

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Interessante a análise de Mansueto sobre a economia brasileira. Publicamos aqui no Paraná Portal para que nossos leitores tenham conhecimento do que acontece hoje e o que está por vir:

“O nosso cenário está piorando muito rápido. A inflação começou a se afastar da meta para os próximos anos e, assim, saímos de uma taxa de juros de 13%  no final do ano para 14,25%.

Ou seja, teremos apenas mais um corte de 25 bps na reunião de junho daqui a duas semanas e Banco Central, na nossa visão, não tem mais espaço para cortar juros.

E, o juros mais altos este ano, levará a um cenário também de juros maior para o próximo ano. Mudamos a projeção de juros para o final de 2027 para 12,25%, assumindo que não haja impulso fiscal (estímulos do governo) em 2027 e que a expectativa de inflação de 2028 pare de piorar.

Em resumo, quatro pontos importantes que todos vocês devem estar ciente:

Primeiro, vamos para mais dois anos, este é o próximo, com taxa de juros muito alta: Selic acima de 14% este ano e acima de 12% no próximo.

—> Isso significa condições de crédito piores e possível impacto no balanço das empresas.

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Turma de crédito comecem a colocar isso no cenário: ambiente mais adverso e impacto ainda maior no balanço das empresas —-> maior inadimplência

Segundo, juros mais alto significa atividade, necessariamente, mais fraca. Este ano teremos crescimento do PIB perto de 2% porque estamos com um estímulo fiscal dos estados e governo federal muito mais forte do que projetávamos.

Por exemplo, no primeiro trimestre deste ano, PIB cresceu (sem agro) muito mais do que o primeiro trimestre de 2025 quando os juros estavam mais baixos. Economia reacelerou este ano no primeiro trimestre em decorrência da forte expansão fiscal.

Para 2027, primeiro ano do próximo governo, estamos rodando o modelo mas vamos chegar a um crescimento perto de 1% – o menor crescimento do PIB desde 2020!

Isso significa para turma de equities cenário mais adverso de geração de caixa para empresas, em especial, no varejo.

Terceiro, nesse novo cenário macro, não tem como salvar atividade em 2027. Qualquer tentativa do governo de usar impulso fiscal para compensar desaceleração agravará o cenário de inflação e apenas postergará um problema maior para 2028.

Um crescimento mais forte dos setores não muito sensíveis a juros – indústria extrativa e agro- poderia trazer alguma surpresa de crescimento em 2027 além de 1% — mas não tem como estimarmos isso no momento.

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Quarto e último ponto, o que poderá pelo menos melhorar o ambiente no segundo semestre de 2027 e melhorar o cenário de crescimento em 2028?

Apenas uma coisa que está no nosso controle: forte ajuste fiscal baseado em uma forte desaceleração do crescimento do gasto fiscal.

Uma forte desaceleração da despesa do setor público aumentaria a potência da política monetária e traria como benefício uma queda mais rápida da expectativa de inflação e um cenário de corte de juros talvez mais agressivo no segundo semestre de 2027 e 2028.

Isso não levaria mais crescimento em 2027, mas levaria talvez uma desaceleração da economia no final de 2027 e a perspectiva de 2028 de juros em queda e atividade reacelerando.

Na sexta-feira coloco aqui as nossas novas projeções. Mas o resumo é este que está aqui: atividade mais fraca, inflação maior, juros mais altos por um tempo mais longo e um fiscal que vai sofrer ainda mais com o aumento da conta de juros do setor público.

Sem um ajuste fiscal crível depois das eleições, 2027 pode ser ainda pior. (Mansueto).

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