ESPORTES
Coritiba reage no segundo tempo e conquista grande virada sobre o Flu
Depois de ficar com dois gols de desvantagem, o Coritiba reagiu contra o Fluminense no segundo tempo e conquistou uma grande virada por 3 a 2, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.
Paulo Henrique Ganso, após falha bizarra de Alex Muralha e de cabeça, marcou para o Flu, e Léo Gamalho, duas vezes, e Andrey fizeram a festa dos mais de 20 mil torcedores presentes no Couto Pereira.
A virada em casa levou o Coxa para os sete pontos, na quinta colocação, dentro da zona de classificação para a Libertadores. A campanha alviverde até o momento é de duas vitórias, um empate e uma derrota.
O técnico Gustavo Morínigo terá mais uma semana de treinamentos até o próximo jogo. O Verdão só volta a campo no dia 09 (segunda-feira), às 20h, para enfrentar o Avaí, na Ressacada.
Empurrado pela torcida, o Coritiba iniciou a partida com mais posse de bola e teve a primeira chance logo aos cinco minutos. Clayton, que permaneceu entre os titulares mesmo com a volta de Léo Gamalho, desviou cruzamento de cabeça e a bola ficou nas mãos de Fábio.
O primeiro tempo estava morno, sem grandes momentos dos dois lados, mas a situação mudou em uma falha de Alex Muralha. Aos 19 minutos, Paulo Henrique Ganso, livre de marcação, arriscou chute de longe, o goleiro coxa-branca tentou encaixar, mas não segurou e a bola parou na rede.
Após a falha, Alex Muralha foi vaiado pela maioria dos torcedores, mas recebeu aplausos de outros como incentivo. Porém, o gol deixou o Coxa ansioso em campo e com dificuldades na criação. Para piorar a situação, o Fluminense ampliou a vantagem aos 35 minutos. Luiz Henrique cruzou a bola na área, Paulo Henrique Ganso apareceu na pequena área e marcou de cabeça.
O Alviverde até tentou uma reação nos acréscimos, mas o chute de Andrey passou muito perto da trave. Ao final do primeiro tempo, a torcida coxa-branca vaiou muito a arbitragem de Raphael Claus.
Na volta para o segundo tempo, o técnico Gustavo Morínigo mudou três vezes com as entradas de Egídio, Robinho e Léo Gamalho nos lugares de Guilherme Biro, Régis e Clayton, respectivamente. Além das mudanças, o Coxa voltou com uma postura bem mais ofensiva.
E o Coritiba do segundo tempo não demorou muito tempo para descontar o placar. Logo aos cinco minutos, André acertou Léo Gamalho dentro da área e o árbitro marcou pênalti e expulsou o jogador do Flu após olhar no vídeo. Na cobrança, o próprio centroavante deslocou Fábio e marcou.
A vantagem numérica e o primeiro gol deu moral para a equipe coxa-branca, que seguiu com a pressão e chegou ao empate aos 15 minutos. Após bate e rebate dentro da área, a bola sobrou para Andrey, que chutou cruzado de quase da pequena área para empatar a partida.
O Coxa seguiu todo no ataque em busca do gol da vitória, perdeu algumas chances, mas conseguiu os três pontos praticamente no último lance. Fábio salvou no primeiro lance, Fabrício Daniel pegou o rebote e tocou para Léo Gamalho, que mandou para o fundo da rede.
FICHA TÉCNICA – CORITIBA 3X2 FLUMINENSE
Data, horário e local: domingo (1º), às 16h, no Couto Pereira, em Curitiba.
Coritiba: Alex Muralha; Matheus Alexandre, Henrique, Luciano Castán e Guilherme Biro (Egídio); Willian Farias, Andrey (Adrian Martínez) e Régis (Robinho); Alef Manga (Fabrício Daniel), Clayton (Léo Gamalho) e Igor Paixão. Técnico: Gustavo Morínigo.
Fluminense: Fábio; Samuel Xavier (Matheus Calegari), Nino, Luccas Claro e Marlon; André, Yago, Nonato (Martinelli) e Paulo Henrique Ganso (Willian Bigode); Luiz Henrique (Caio Paulista) e Germán Cano (David Duarte). Técnico: Marcão.
Gols: Paulo Henrique Ganso (FLU), aos 19′ e 35′ do primeiro tempo, Léo Gamalho (CFC), aos 7′ e 48′ do segundo tempo, e Andrey (CFC), aos 15′ do segundo tempo.
Cartões amarelos: Paulo Henrique Ganso e Marcão (FLU).
Cartão vermelho: André (FLU).
Arbitragem: Raphael Claus (SP), auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Neuza Inês Back (SP). O VAR é Wagner Reway (MT), com assistência de Cleriston Clay Barreto Rios (SE).
ESPORTES
Brasil vence Egito mas não convence
A Seleção Brasileira derrotou o Egito por 2 a 1, na noite deste sábado (6), em seu último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, que se dará no próximo sábado (13), contra o Marrocos. Bruno Guimarães e Endrick fizeram os gols da equipe e Zico descontou para a seleção africana. Não foi um jogo empolgante, pois o Brasil mostrou as mesmas deficiências técnicas e táticas dos últimos jogos. O que deixa muitas incertezas do que teremos pelo frente.
A Seleção vai fazer sua estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho, próximo sábado, contra o Marrocos. A partida está marcada para as 19h (horário de Brasília) e será realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey (região de Nova York/Nova Jersey). O rival vem de uma vitória de 4 a 0 contra Madagascar e que neste domingo enfrenta a Noruega. Depois, o Brasil vai enfrentar o Haiti,no dia 19 de junho, time que vem de uma goleada que aplicou sobre Nova Zelândia e de derrota em amistoso contra o Peru, por 2 a 1. E vai fechar a primeira fase contra a Escócia, em 24 de junho. O time europeu vem de vitória em amistoso de 4 a 0 contra a Bolívia.
Pelo que se viu no amistoso contra o Egito, em que o Brasil utilizou todos os jogadores, é de preocupação para os torcedores. Afinal, om técnico Carlo Ancelotti faz mistério e está travando o time, para não assustar, ou o grupo é muito fraco mesmo, podendo fazer mais um vexame neste 2026, sequer passando da primeira fase. Jogo é jogo, treino é treino. Assim que vale. Copa do Mundo é pra valer. A última campeã, a Argentina, venceu neste sábado (6) a seleção de Honduras por 2 a 0. A França, vice na última copa e uma outra favorita, perdeu de 2 a 1 para Costa do Marfim nesta semana.
Como foi a partida
A partida, disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland, teve ótimo público: 64.311 presentes, muitos com a tradicional camisa amarela da Seleção Brasileira. Em campo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti atuou com camisa azul e calções e meiões pretos. Vai repetir o uniforme no segundo jogo da Copa, contra o Haiti.
Na sua sétima vitória sobre os egípcios (em sete confrontos), o Brasil utilizou 22 atletas, como havia prometido o técnico Carlo Ancelotti, que queria dar nova oportunidade ao grupo de convocados.
O primeiro tempo começou à feição para o Brasil. Com forte marcação sob pressão na saída de bola do Egito, a equipe abriu o placar com apenas 6 minutos de jogo. Bruno Guimarães deu o bote no defensor adversário, tomou a bola dele e chutou com precisão: 1 a 0.
O gol deu a impressão de que a Seleção não teria dificuldades para ampliar. Mas, numa outra falha, dessa vez da defesa brasileira, Zico empatou, aos 10 minutos. O jogador egípcio ganhou este nome em homenagem ao ex-craque do Brasil e do Flamengo.
A partir do 1 a 1, o domínio da Seleção Brasileira se fez presente, com ataques perigosos e diversas oportunidades criadas. Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago, duas vezes, tiveram chance de desempatar, mas esbarram na ótima atuação do goleiro Shobeir.
A etapa inicial também foi marcada pela substituição, aos 15 minutos, de Wesley, que saiu chorando de campo, por Danilo. Ele sentiu dores na virilha esquerda.
No intervalo, a Seleção promoveu várias alterações, assim como Ancelotti tinha feito no amistoso anterior, no Maracanã, em que o Brasil venceu o Panamá por 6 a 2.
Os substitutos deram outro ritmo à partida nos 15 primeiros minutos da etapa final, período em que os egípcios sequer conseguiam passar do meio de campo. O gol da vitória surgiu novamente de um aperto da marcação brasileira na defesa adversária. Na sequência, Raphinha cruzou rasteiro e Endrick finalizou de esquerda.
Foi o quarto gol do jovem atacante na Seleção Brasileira, que não fazia um gol pelo Brasil havia dois anos.
Com a vantagem, a Seleção Brasileira soube conduzir o jogo, sem deixar de tentar novas situações de gol, notadamente quando a bola sobrava para Luiz Henrique, cujo talento desnorteou os zagueiros do Egito mais de uma vez.
Agora, é esperar mais sete dias para ver a Seleção Brasileira em ação num duelo contra outra forte seleção, a do Marrocos, em Nova Jersey.
Ficha técnica
Local: Huntington Bank Field, em Cleveland (EUA)
Renda: não divulgada. Público: 64.311 espectadores
Gols: Bruno Guimarães, aos 6’, Zico, aos 10’ (1º T), e Endrick, aos 51 ’ (2º T).
Cartão amarelo: Marquinhos e Hany
Árbitro: Adonai Escobedo (México). Assistentes: Ibrahim Martinez (México) e Maximiliano Gomez (México). VAR: Carlo Rivero (México)
BRASIL: Alisson (Weverton, aos 46’); Wesley (Danilo, aos 16’), Marquinhos (Bremer, aos 16’), Ibañez, (Léo Pereira, aos 46’), e Douglas Santos (Alex Sandro, aos 72’); Casemiro (Fabinho, aos 46’) e Bruno Guimarães (Danilo Santos, aos 46’); Lucas Paquetá (Luiz Henrique, aos 46’), Raphinha (Gabriel Martinelli, aos 72’), Igor Thiago (Endrick, aos 46’) e Vinícius Júnior (Matheus Cunha, aos 46’).Treinador: Carlo Ancelotti
EGITO: Shobeir, Hany (Tarek Alaa, aos 74’), Fathy, Yasser e Fatouh (Hafez, aos 74’); Lashin (Ashour, aos 74’), Attia (Zizo, aos 84’) e Trézéguet (Abdelmonem, aos 46’); Zico (Adel, aos 74’), Hassan (Salah, aos 46’) e Marmoush (Abdelkarim, aos 84’). Treinador: Hossam Hassan.
Foto CBF/ PARANA PORTAL
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