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Em jogo morno, Athletico empata sem gols e avança à final do Paranaense

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O Athletico é finalista do Campeonato Paranaense 2020. Na noite desta quarta-feira (29), o time da Capital empatou em 0 a 0 com o FC Cascavel, no Oeste do estado, no jogo de volta da semifinal, e avançou à decisão pelo placar agregado.

No primeiro confronto entre as equipes, domingo passado, em Curitiba, o Furacão havia goleado a Serpente Aurinegra por 5 a 1.

 

Atual bicampeão paranaense, esta é a quinta vez consecutiva que o time da Capital decide o título do Estadual.

A partida foi realizada no Estádio Olímpico Regional, em Cascavel, sob portões fechados e sem torcida, por conta dos protocolos de segurança no combate ao novo coronavírus.

Na decisão, o Furacão encara o vencedor do confronto entre Coritiba e Cianorte, que se enfrentam logo mais no Couto Pereira, em Curitiba, pelo jogo da volta da semifinal.

A Federação Paranaense de Futebol (FPF) ainda não homologou os jogo da final, mas a tendência é que o jogo de ida seja no domingo (2), com a volta na próxima quarta-feira (5).

 

EM VANTAGEM, FURACÃO TEM MAIS VOLUME DE JOGO

Após aplicar 5 a 1 no FC Cascavel no jogo de ida, o Athletico entrou em campo podendo perder por até três gols de diferença que mesmo assim avançaria à sua quinta final consecutiva no Estadual. Mesmo assim, o Furacão iniciou o jogo pressionando o adversário e chegou pela primeira vez logo com 1 minuto de jogo, com Carlos Eduardo.

Embora precisasse de uma goleada histórica para avançar à decisão, o time da casa tinha dificuldades em penetrar o sistema defensivo rubro-negro e pouco exigiu do goleiro Santos nos minutos iniciais.

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Aos 13, Lucas Halter errou o recuo para Santos, mas o goleiro, atento, saiu da área para evitar o ataque da Serpente.

A primeira chegada efetiva do FC Cascavel aconteceu apenas aos 21 com cabeçada de Magno, após cruzamento de Quaresma.

Um dos artilheiros do Paranaense, com 6 gols, Lucas Tocantins arriscou de média distância aos 23, mas o chute saiu fraco.

O Athletico, por sua vez, apertava a saída de bola e priorizada seu jogo pelos lados do campo, principalmente com Vitinho. Aos 26, o camisa 28 fez boa jogada pela esquerda, limpou a marcação, mas bateu pra fora.

Mais uma das novidades do Furacão em campo, Bruno Leite ganhou da marcação e tentou de calcanhar aos 29, mas errou o alvo. A resposta do FC Cascavel foi imediata com Lucas Tocantins em finalização de fora da área, levando muito perigo ao gol de Santos.

O jogo ficou truncado na reta final do primeiro tempo e as equipes pouco produziram.

COM UM HOMEM A MENOS, RUBRO-NEGRO ADMINISTRA

Assim como no primeiro tempo, o Athletico começou a etapa complementar com mais volume de jogo e buscando acuar o adversário. 

Jogando contra o relógio, o FC Cascavel foi para o tudo ou nada, com o técnico Marcelo Caranhato abrindo o time ao tirar um dos volantes e promover a entrada do atacante Paulo Baya.

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Aos 19, o Furacão ficou com um homem a menos em campo, após Adriano levar o segundo cartão amarelo ao cometer falta displicente em Magno. Na cobrança, Paulo Baya alçou para a área e encontrou Marcel livre de marcação, mas o zagueiro jogou sobre o gol.

Autor de 6 gols na competição, Bissoli teve a chance do jogo aos 25, depois de cruzamento na medida de Abner Vinícius, mas o artilheiro do Estadual, de frente para o gol, chutou pra fora. 

O FC Cascavel cresceu na partida após a expulsão de Adriano, e passou a capitalizar boas chances de abrir o placar, principalmente com Paulo Baya.

A essa altura do jogo e com o placar cerrado, apenas um milagre salvaria o time do Oeste da eliminação na semifinal. Valente, a Serpente seguiu buscando seu gol até o último minuto, mas o Athletico, bicampeão estadual, administrou o resultado e garantiu a vaga para buscar o o tricampeonato.

Campeonato  Paranaense 2020

Semifinal – jogo de volta

FC Cascavel 0x0 Athletico

Horário: 18h

Local: Estádio Olímpico Regional, em Cascavel

Arbitragem: Lucas Paulo Torezin, auxiliado por Luiz Henrique Renesto e Heitor Alex Eurich

Gols: Athletico: Santos; Erick (Jonathan), Lucas Halter, Zé Ivaldo e Adriano; Wellington; Bruno Leite e Marquinhos Gabriel (Abner Vinícius), Carlos Eduardo (Fernando Canesin), Vitinho e Guilherme Bissoli. Técnico: Dorival Júnior

FC Cascavel: Raul; Libano, Afonso, Marcel e Quaresma; Duda (Paulo Baya), Oberdan e Adenilson; Henrique, Lucas Tocantins e Magno. Técnico: Marcelo Caranhato

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Brasil vence Egito mas não convence

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A Seleção Brasileira derrotou o Egito por 2 a 1, na noite deste sábado (6), em seu último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, que se dará no próximo sábado (13), contra o Marrocos. Bruno Guimarães e Endrick fizeram os gols da equipe e Zico descontou para a seleção africana. Não foi um jogo empolgante, pois o Brasil mostrou as mesmas deficiências técnicas e táticas dos últimos jogos. O que deixa muitas incertezas do que teremos pelo frente.

A Seleção vai fazer sua estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho, próximo sábado, contra o Marrocos. A partida está marcada para as 19h (horário de Brasília) e será realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey (região de Nova York/Nova Jersey). O rival vem de uma vitória de 4 a 0 contra Madagascar e que neste domingo enfrenta a Noruega. Depois, o Brasil vai enfrentar o Haiti,no dia 19 de junho, time que vem de uma goleada que aplicou sobre Nova Zelândia e de derrota em amistoso contra o Peru, por 2 a 1. E vai fechar a primeira fase contra a Escócia, em 24 de junho. O time europeu vem de vitória em amistoso de 4 a 0 contra a Bolívia.

Pelo que se viu no amistoso contra o Egito, em que o Brasil utilizou todos os jogadores, é de preocupação para os torcedores. Afinal, om técnico Carlo Ancelotti faz mistério e está travando o time, para não assustar, ou o grupo é muito fraco mesmo, podendo fazer mais um vexame neste 2026, sequer passando da primeira fase. Jogo é jogo, treino é treino. Assim que vale. Copa do Mundo é pra valer. A última campeã, a Argentina, venceu neste sábado (6) a seleção de Honduras por 2 a 0. A França, vice na última copa e uma outra favorita, perdeu de 2 a 1 para Costa do Marfim nesta semana.

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Como foi a partida

A partida, disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland, teve ótimo público: 64.311 presentes, muitos com a tradicional camisa amarela da Seleção Brasileira. Em campo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti atuou com camisa azul e calções e meiões pretos. Vai repetir o uniforme no segundo jogo da Copa, contra o Haiti.

Na sua sétima vitória sobre os egípcios (em sete confrontos), o Brasil utilizou 22 atletas, como havia prometido o técnico Carlo Ancelotti, que queria dar nova oportunidade ao grupo de convocados.

O primeiro tempo começou à feição para o Brasil. Com forte marcação sob pressão na saída de bola do Egito, a equipe abriu o placar com apenas 6 minutos de jogo. Bruno Guimarães deu o bote no defensor adversário, tomou a bola dele e chutou com precisão: 1 a 0.

O gol deu a impressão de que a Seleção não teria dificuldades para ampliar. Mas, numa outra falha, dessa vez da defesa brasileira, Zico empatou, aos 10 minutos. O jogador egípcio ganhou este nome em homenagem ao ex-craque do Brasil e do Flamengo.

A partir do 1 a 1, o domínio da Seleção Brasileira se fez presente, com ataques perigosos e diversas oportunidades criadas. Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago, duas vezes, tiveram chance de desempatar, mas esbarram na ótima atuação do goleiro Shobeir.

A etapa inicial também foi marcada pela substituição, aos 15 minutos, de Wesley, que saiu chorando de campo, por Danilo. Ele sentiu dores na virilha esquerda.

No intervalo, a Seleção promoveu várias alterações, assim como Ancelotti tinha feito no amistoso anterior, no Maracanã, em que o Brasil venceu o Panamá por 6 a 2.

Os substitutos deram outro ritmo à partida nos 15 primeiros minutos da etapa final, período em que os egípcios sequer conseguiam passar do meio de campo. O gol da vitória surgiu novamente de um aperto da marcação brasileira na defesa adversária. Na sequência, Raphinha cruzou rasteiro e Endrick finalizou de esquerda.

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Foi o quarto gol do jovem atacante na Seleção Brasileira, que não fazia um gol pelo Brasil havia dois anos.

Com a vantagem, a Seleção Brasileira soube conduzir o jogo, sem deixar de tentar novas situações de gol, notadamente quando a bola sobrava para Luiz Henrique, cujo talento desnorteou os zagueiros do Egito mais de uma vez.

Agora, é esperar mais sete dias para ver a Seleção Brasileira em ação num duelo contra outra forte seleção, a do Marrocos, em Nova Jersey.

Ficha técnica

Local: Huntington Bank Field, em Cleveland (EUA)

Renda: não divulgada. Público: 64.311 espectadores

Gols: Bruno Guimarães, aos 6’, Zico, aos 10’ (1º T), e Endrick, aos 51 ’ (2º T).

Cartão amarelo: Marquinhos e Hany

Árbitro: Adonai Escobedo (México). Assistentes: Ibrahim Martinez (México) e Maximiliano Gomez (México). VAR: Carlo Rivero (México)

BRASIL: Alisson (Weverton, aos 46’); Wesley (Danilo, aos 16’), Marquinhos (Bremer, aos 16’), Ibañez, (Léo Pereira, aos 46’), e Douglas Santos (Alex Sandro, aos 72’); Casemiro (Fabinho, aos 46’) e Bruno Guimarães (Danilo Santos, aos 46’); Lucas Paquetá (Luiz Henrique, aos 46’), Raphinha (Gabriel Martinelli, aos 72’), Igor Thiago (Endrick, aos 46’) e Vinícius Júnior (Matheus Cunha, aos 46’).Treinador: Carlo Ancelotti

EGITO: Shobeir, Hany (Tarek Alaa, aos 74’), Fathy, Yasser e Fatouh (Hafez, aos 74’); Lashin (Ashour, aos 74’), Attia (Zizo, aos 84’) e Trézéguet (Abdelmonem, aos 46’); Zico (Adel, aos 74’), Hassan (Salah, aos 46’) e Marmoush (Abdelkarim, aos 84’). Treinador: Hossam Hassan.

Foto CBF/ PARANA PORTAL

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