ESPORTES
Santos ganha clássico contra o Palmeiras de virada e abre três pontos para o Z4 do Brasileirão André da Silva Costa – São Paulo,SP
O Santos venceu o Palmeiras de virada na tarde deste domingo, por 2 a 1, na Arena Barueri, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Verdão saiu na frente com um gol de Zé Rafael, mas o Peixe reagiu e reverteu o resultado por meio de Tomás Rincón e Marcos Leonardo.
O resultado mantém equipe de Abel Ferreira no quarto lugar da tabela, com os mesmos 44 pontos. A distância para o líder Botafogo, entretanto, aumentou para dez pontos.
Já o time comandado por Marcelo Fernandes deixa o Z4 e ganha novo respiro na briga contra o rebaixamento. O Santos subiu para a 14ª colocação e abriu três pontos de diferença sobre a degola. Esta foi a terceira vitória consecutiva da equipe sob comando do interino.
O Palmeiras volta a campo apenas daqui a 11 dias. Neste meio de tempo de paralisação por conta da Data Fifa de outubro, o time se prepara para o duelo contra o Atlético-MG, marcado para o próximo dia 19, a partir das 19h (de Brasília), no Allianz Parque, pela 27ª rodada do Brasileirão.
Do outro lado, o Santos retorna a campo na mesma data. O Peixe recebe o Red Bull Bragantino na Vila Belmiro, uma hora depois, às 20h.
O jogo
O Palmeiras fez valer o favoritismo e dominou os primeiros minutos do clássico. Logo aos quatro minutos de jogo, Mayke invadiu a área pelo lado direito e rolou para Kevin, que finalizou para o gol, mas a viu a bola explodir em Rony, seu próprio companheiro. O Santos tentava responder por meio de contragolpes.
Com seis minutos, Morelos recebeu com espaço na entrada da área e arriscou, mas o chute saiu fraco. O Verdão voltaria a levar perigo com Endrick, aos 11. O jovem atacante arrancou com velocidade pelo meio e soltou uma pancada com o pé esquerdo, mas a bola bateu no travessão.
No minuto seguinte, foi a vez de Marcos Leonardo finalizar de fora da área, mas Weverton defendeu sem sustos. Endrick, aos 25, novamente assustou com um chute firme, que parou em João Paulo. Kevin também esbarrou em outra grande defesa do goleiro, aos 29 minutos.
Depois de tanto tentar, o Verdão enfim abriu o placar aos 42. Gabriel Menino cobrou falta venenosa na pequena área e Zé Rafael desviou levemente de cabeça, colocando a bola no fundo das redes. Mal deu tempo do Palmeiras comemorar e o Santos conseguiu chegar ao empate.
Aos 46 minutos, em uma cobrança de escanteio de Jean Lucas, Joaquim tocou de cabeça e encontrou Tomás Rincón, que pegou a sobra na segunda trave e empurrou para o gol. Tudo igual na saída para o intervalo!
Segundo tempo
Os primeiros dez minutos da etapa final foram mornos. Ambos os times reforçaram a atenção com o sistema defensivo e atacavam com cautela.
Na primeira grande oportunidade, Marcos Leonardo não desperdiçou. Ele recebeu lançamento de João Paulo aos 24 minutos e deu uma casquinha para Maxi Silvera. O atacante levou a bola para a linha de fundo e cruzou rasteiro, para trás, e o camisa 9 não perdoou: virada santista!
Em desvantagem, o Palmeiras se lançou ao ataque e teve boa chance para empatar aos 29 minutos. Mayke cruzou para Rony, que ficou de frente com João Paulo, mas bateu em cima do goleiro. Já aos 37, Richard Ríos arriscou de fora da área, com a canhota, sem sucesso.
O Peixe perdeu grande oportunidade para aumentar a vantagem aos 42, perto dos acréscimos. Jean Lucas deixou Julio Furch em boas condições, e o atacante bateu cruzado, para defesa de Weverton. No rebote, Maxi Silvera quase da pequena área desperdiçou a chance, em nova intervenção do goleiro.
O Verdão chegou a deixar tudo igual através de Gómez, mas o tento foi anulado por impedimento de Flaco López na origem da jogada.
FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 2 SANTOS
Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data: 8 de outubro de 2023, domingo
Horário: às 16h (de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (Fifa-SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa-SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)
VAR: Rafael Traci (Fifa-SC)
Cartões amarelos: Zé Rafael (Palmeiras); Tomás Rincón, Morelos e Camacho (Santos).
Cartões vermelhos: Nenhum
Público: 17.049 torcedores
Renda: R$ 801.845,00
GOLS: Zé Rafael (Palmeiras), aos 42′ do 1ºT; Tomás Rincón (Santos), aos 46′ do 1ºT; Marcos Leonardo (Santos), aos 24′ do 2ºT.
PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Gómez, Murillo (Luis Guilherme) e Piquerez; Gabriel Menino (Richard Ríos), Zé Rafael (Fabinho) e Raphael Veiga (Jhon Jhon); Kevin (Flaco López), Endrick e Rony.
Técnico: Abel Ferreira
SANTOS: João Paulo; Joaquim, Messias e João Basso; Lucas Braga, Tomás Rincón (Camacho), Jean Lucas, Nonato (Dodi) e Kevyson (João Lucas); Morelos (Maxi Silvera) e Marcos Leonardo (Julio Furch).
Técnico: Marcelo Fernandes
ESPORTES
Com invencibilidade recorde, Espanha vai à final da Copa após 16 anos
A Espanha fez jus ao retrospecto positivo nos últimos confrontos decisivos contra a França e levou a melhor de novo. Nesta terça-feira (14), a Fúria (apelido da seleção espanhola) venceu o clássico por 2 a 0 em Dallas (Estados Unidos) e se classificou para a final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.

Foram 16 anos de espera. Desde o título em 2010, na África do Sul, os espanhóis acumularam fracassos nos três Mundiais seguintes, com a queda na fase de grupos em 2014 (Brasil) e duas eliminações nas oitavas de final em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).
Além da vaga à decisão, a Espanha registou a maior sequência invicta de uma seleção na história, de forma isolada. São 38 partidas sem perder desde 15 de junho de 2023, quando derrotou a Itália por 2 a 1 pela Liga das Nações – torneio de países europeus que ocorre a cada duas temporadas. Os espanhóis dividiam o recorde de invencibilidade com os próprios italianos (2018 a 2021).
Esta foi a quarta vez seguida que a Espanha deixou a França para trás em um duelo eliminatório. Em 2024, a Fúria levou a melhor na semifinal da Eurocopa (2a1) e na decisão olímpica de Paris, capital francesa (5 a 3). Já no ano passado, o triunfo (5 a 4) foi pela semi da Liga das Nações.
Em uma seleção de nomes badalados, como o volante Rodri, eleito o Bola de Ouro da temporada 2023/2024; e a jovem estrela Lamine Yamal, que fez 19 anos na última segunda-feira (13), o discreto Mikel Oyarzabal brilhou de novo. Acostumado a marcar gols decisivos, como nas finais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025 ou na conquista da última Copa do Rei da Espanha pela Real Sociedad, o atacante encaminhou o resultado em Dallas, abrindo o placar e balançando as redes pela quinta vez neste Mundial.
A Espanha espera o ganhador da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), em Atlanta. A final será no domingo (19), no mesmo horário, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.
Os Bleus (apelido da seleção francesa), por sua vez, perdem a chance de igualar um feito que somente Brasil (1994 a 2002) e Alemanha (1982 a 1990) alcançaram: disputar três finais de Copa seguidas. Além disso, o atacante Kylian Mbappé poderia repetir o ex-lateral brasileiro Cafu, que segue como único homem a participar de três decisões de Mundial.
À França, resta a disputa do terceiro lugar, contra o perdedor do confronto entre argentinos e ingleses. O duelo será às 18h, em Miami (Estados Unidos).
EFICIÊNCIA “FURIOSA”
Na Espanha, Luis de la Fuente mandou a campo a mesma escalação que venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final. Do lado francês, Didier Deschamps fez duas mudanças em relação à vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, repetindo a escalação do 3 a 0 aplicado na Suécia, nos 16 avos de final. No meio, Aurélien Tchouaméni se recuperou de uma lesão no adutor da coxa direita e retornou ao time no lugar de Manu Koné. À frente, Bradley Barcola assumiu a vaga de Desiré Doué.
As equipes não abdicaram dos respectivos estilo de jogo. A Espanha fazia a bola girar em busca de espaços e pressionava a saída de jogo e a França buscava impor intensidade e velocidade em seus avanços. A sensação, tamanho o equilíbrio, era que a rede balançaria somente se algum dos lados errasse.
Foi justamente o que ocorreu. Aos 20 minutos, o lateral Lucas Digne tentou cortar um cruzamento da esquerda, mas a bola subiu demais e deu tempo para Lamine Yamal tomar a frente do francês, que o atingiu na coxa, dentro da área. Coube a Oyarzabal cobrar a meia altura, no canto esquerdo, abrindo o placar.
Aos 28, para deixar a missão francesa mais complexa, William Saliba, um dos principais zagueiros da última temporada europeia, sentiu as costas e teve de sair de campo. Ele deu lugar a Maxence Lacroix.
A Espanha conseguia neutralizar o meio-campo francês, dificultando a movimentação de Adrien Rabiot e, principalmente, Michael Olise, o líder de assistências – cinco – do Mundial, obrigando os atacantes Ousmané Dembélé e Mbappé a atuarem longe da área. De quebra, a Fúria se armou de forma a estar pronta para qualquer erro de passe ou domínio dos adversários.
Aos 37 minutos, o goleiro Mike Maignan saiu jogando errado e a bola sobrou na intermediária com Rodri. O volante acionou Yamal, que tabelou com o meia Dani Olmo, entrou na área pela direita e rolou para dentro, buscando Oyazarabal. Na hora certa, o zagueiro Dayot Upamecano travou o chute do atacante, que estava de frente para o gol.
XEQUE-MATE ESPANHOL
A França voltou do intervalo com Koné na vaga de Rabiot – que já tinha cartão amarelo – e Doué no lugar de Barcola. A ideia de Deschamps era aproveitar a habilidade do atacante para desarrumar a marcação da Espanha.
Não deu certo. A Fúria manteve o controle do duelo e chegou ao segundo gol aos 12 minutos. Na sequência da tabela com Dani Olmo, o lateral Pedro Porro escapou da marcação, entrou na área francesa pela direita e chutou na saída de Maignan.
E o 3 a 0 poderia ter saído três minutos depois, não fosse um impedimento milimétrico de Yamal. Ele recebeu na direita, superou Digne e finalizou no canto direito. A jogada foi invalidada porque o atacante estava um ombro a frente do lateral francês na origem do lançamento.
Somente aos 21 minutos da segunda etapa veio o primeiro lance de perigo da França: uma batida cruzada de Mbappé, que invadiu a área pela direita e finalizou. A bola desviou na marcação e saiu rente à trave de Unai Simon.
A França, desconfortável com a desvantagem inédita nesta Copa e a eliminação que se encaminhava, lançou-se como pôde ao ataque, mas praticamente não deu trabalho ao goleiro espanhol. Aos cantos de “olé” das arquibancadas em Dallas, a Fúria segurou o resultado e festejou a vaga em mais uma final.
Agência Brasil
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