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São Paulo vira no fim contra a Ponte e deixa a zona de rebaixamento

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Os últimos minutos têm sido determinantes para o São Paulo na busca por uma fase melhor neste início de temporada. Depois de conseguir a vitória sobre o Santo André nos acréscimos, agora foi a vez de a virada sobre a Ponte Preta vir no apagar das luzes neste domingo (13). Em um vacilo da defesa dos donos da casa, Calleri apareceu para garantir a vitória por 2 a 1.

No abafa, o São Paulo conseguiu o empate no final com o Gabriel Sara. Nos acréscimos, Calleri deu a segunda vitória consecutiva para o time do Morumbi, algo que não acontecia há seis meses.

O veterano atacante foi justamente o destaque da escalação. Depois de perder espaço com Crespo, Éder atuou apenas 46 minutos -sem contar acréscimos- desde que foi titular pela última vez, contra a Chapecoense, em 3 de outubro, ainda sob o comando do argentino. Com Ceni, ele ainda não tinha tido chance no time titular.

O São Paulo voltou melhor para o segundo tempo, com a Ponte Preta se fechando ainda mais e abrindo mão da pressão alta que tanto incomodou o rival na primeira etapa. Ainda assim, o time de Rogério Ceni pouco conseguia incomodar Ygor Vinhas. A melhor chance no primeiro terço da etapa final saiu dos pés de Éder, que arriscou de fora da área e viu a bola passar rente à trave ponte-pretana.

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Quando o relógio marcou 15 minutos da segunda etapa, Rogério Ceni decidiu alterar muita coisa. Foram três substituições: Pablo Maia no lugar de Gabriel Neves, Nikão na vaga de Rodrigo Nestor e Calleri no lugar de Rigoni.

As trocas mudaram também o esquema tático do São Paulo. Inicialmente escalado em um 4-3-3, o time tricolor passou a jogar em um 4-2-4, com apenas Pablo Maia e Gabriel Sara no meio. No ataque, Nikão ficava pela direita, com Alisson na esquerda e Éder e Calleri mais à frente. Jogador de maior mobilidade, Éder passou a atuar, muitas vezes, atrás de Calleri, como se fosse um segundo atacante.

As mudanças já haviam melhorado o São Paulo, mas foi uma nova troca que encaixou o time de vez. Igor Gomes entrou no lugar de Alisson, o que permitiu que Gabriel Sara passasse a jogar aberto pela esquerda.

Com liberdade, o jovem meia dava opções ao São Paulo pela esquerda e incomodava a defesa ponte-pretana. E foi assim que o gol de empate veio. Aos 41 minutos, Marquinhos, que entrara pouco tempo antes, cruzou na medida para Sara cabecear. Ygor Vinhas se esticou todo, mas não conseguiu evitar o gol.

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O resultado parecia definido nos acréscimos. Mas aí veio um vacilo incrível da defesa da Ponte Preta. Depois de um chutão de Jandrei, Moisés Ribeiro tentou tocar dentro da área ponte-pretana e Calleri apareceu para chutar para o gol de Ygor Vinhas, garantindo a vitória para o São Paulo.

FICHA TÉCNICA – PONTE PRETA 1X2 SÃO PAULO

Local: estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)
Data: 13 de fevereiro de 2022, domingo
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Evandro de Melo Lima
VAR: Thiago Duarte Peixoto
Cartões amarelos: Jean Carlos (PON); Diego Costa (SAO)
Gols: Lucca, da Ponte Preta, aos 26 minutos do primeiro tempo, Gabriel Sara, do São Paulo, aos 41 minutos do segundo tempo, e Calleri, do São Paulo, do 48 minutos do segundo tempo.

PONTE PRETA
Ygor; Thiago Lopes, Fabrício e Léo Santos (Fábio Sanches); Kevin, Léo Naldi, Wesley (Moisés Ribeiro), Fessin (Marcos Júnior) e Jean Carlos; Lucca e Pedro Júnior (Ribamar). Técnico: Gilson Kleina.

SÃO PAULO
Jandrei; Igor Vinícius, Arboleda, Diego Costa e Reinaldo; Gabriel Neves (Pablo Maia), Rodrigo Nestor (Nikão), Gabriel Sara; Alisson (Igor Gomes), Rigoni (Calleri) e Eder (Marquinhos). Técnico: Rogério Ceni.

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Brasil vence Egito mas não convence

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A Seleção Brasileira derrotou o Egito por 2 a 1, na noite deste sábado (6), em seu último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, que se dará no próximo sábado (13), contra o Marrocos. Bruno Guimarães e Endrick fizeram os gols da equipe e Zico descontou para a seleção africana. Não foi um jogo empolgante, pois o Brasil mostrou as mesmas deficiências técnicas e táticas dos últimos jogos. O que deixa muitas incertezas do que teremos pelo frente.

A Seleção vai fazer sua estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho, próximo sábado, contra o Marrocos. A partida está marcada para as 19h (horário de Brasília) e será realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey (região de Nova York/Nova Jersey). O rival vem de uma vitória de 4 a 0 contra Madagascar e que neste domingo enfrenta a Noruega. Depois, o Brasil vai enfrentar o Haiti,no dia 19 de junho, time que vem de uma goleada que aplicou sobre Nova Zelândia e de derrota em amistoso contra o Peru, por 2 a 1. E vai fechar a primeira fase contra a Escócia, em 24 de junho. O time europeu vem de vitória em amistoso de 4 a 0 contra a Bolívia.

Pelo que se viu no amistoso contra o Egito, em que o Brasil utilizou todos os jogadores, é de preocupação para os torcedores. Afinal, om técnico Carlo Ancelotti faz mistério e está travando o time, para não assustar, ou o grupo é muito fraco mesmo, podendo fazer mais um vexame neste 2026, sequer passando da primeira fase. Jogo é jogo, treino é treino. Assim que vale. Copa do Mundo é pra valer. A última campeã, a Argentina, venceu neste sábado (6) a seleção de Honduras por 2 a 0. A França, vice na última copa e uma outra favorita, perdeu de 2 a 1 para Costa do Marfim nesta semana.

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Como foi a partida

A partida, disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland, teve ótimo público: 64.311 presentes, muitos com a tradicional camisa amarela da Seleção Brasileira. Em campo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti atuou com camisa azul e calções e meiões pretos. Vai repetir o uniforme no segundo jogo da Copa, contra o Haiti.

Na sua sétima vitória sobre os egípcios (em sete confrontos), o Brasil utilizou 22 atletas, como havia prometido o técnico Carlo Ancelotti, que queria dar nova oportunidade ao grupo de convocados.

O primeiro tempo começou à feição para o Brasil. Com forte marcação sob pressão na saída de bola do Egito, a equipe abriu o placar com apenas 6 minutos de jogo. Bruno Guimarães deu o bote no defensor adversário, tomou a bola dele e chutou com precisão: 1 a 0.

O gol deu a impressão de que a Seleção não teria dificuldades para ampliar. Mas, numa outra falha, dessa vez da defesa brasileira, Zico empatou, aos 10 minutos. O jogador egípcio ganhou este nome em homenagem ao ex-craque do Brasil e do Flamengo.

A partir do 1 a 1, o domínio da Seleção Brasileira se fez presente, com ataques perigosos e diversas oportunidades criadas. Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago, duas vezes, tiveram chance de desempatar, mas esbarram na ótima atuação do goleiro Shobeir.

A etapa inicial também foi marcada pela substituição, aos 15 minutos, de Wesley, que saiu chorando de campo, por Danilo. Ele sentiu dores na virilha esquerda.

No intervalo, a Seleção promoveu várias alterações, assim como Ancelotti tinha feito no amistoso anterior, no Maracanã, em que o Brasil venceu o Panamá por 6 a 2.

Os substitutos deram outro ritmo à partida nos 15 primeiros minutos da etapa final, período em que os egípcios sequer conseguiam passar do meio de campo. O gol da vitória surgiu novamente de um aperto da marcação brasileira na defesa adversária. Na sequência, Raphinha cruzou rasteiro e Endrick finalizou de esquerda.

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Foi o quarto gol do jovem atacante na Seleção Brasileira, que não fazia um gol pelo Brasil havia dois anos.

Com a vantagem, a Seleção Brasileira soube conduzir o jogo, sem deixar de tentar novas situações de gol, notadamente quando a bola sobrava para Luiz Henrique, cujo talento desnorteou os zagueiros do Egito mais de uma vez.

Agora, é esperar mais sete dias para ver a Seleção Brasileira em ação num duelo contra outra forte seleção, a do Marrocos, em Nova Jersey.

Ficha técnica

Local: Huntington Bank Field, em Cleveland (EUA)

Renda: não divulgada. Público: 64.311 espectadores

Gols: Bruno Guimarães, aos 6’, Zico, aos 10’ (1º T), e Endrick, aos 51 ’ (2º T).

Cartão amarelo: Marquinhos e Hany

Árbitro: Adonai Escobedo (México). Assistentes: Ibrahim Martinez (México) e Maximiliano Gomez (México). VAR: Carlo Rivero (México)

BRASIL: Alisson (Weverton, aos 46’); Wesley (Danilo, aos 16’), Marquinhos (Bremer, aos 16’), Ibañez, (Léo Pereira, aos 46’), e Douglas Santos (Alex Sandro, aos 72’); Casemiro (Fabinho, aos 46’) e Bruno Guimarães (Danilo Santos, aos 46’); Lucas Paquetá (Luiz Henrique, aos 46’), Raphinha (Gabriel Martinelli, aos 72’), Igor Thiago (Endrick, aos 46’) e Vinícius Júnior (Matheus Cunha, aos 46’).Treinador: Carlo Ancelotti

EGITO: Shobeir, Hany (Tarek Alaa, aos 74’), Fathy, Yasser e Fatouh (Hafez, aos 74’); Lashin (Ashour, aos 74’), Attia (Zizo, aos 84’) e Trézéguet (Abdelmonem, aos 46’); Zico (Adel, aos 74’), Hassan (Salah, aos 46’) e Marmoush (Abdelkarim, aos 84’). Treinador: Hossam Hassan.

Foto CBF/ PARANA PORTAL

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