NOTÍCIAS DO PARANÁ
Ponte da integração ganha primeira estrutura que dará formato de ligação à obra
As obras da Ponte da Integração, que vai ligar Foz do Iguaçu (Brasil) e Presidente Franco (Paraguai), atingiram mais uma etapa importante esta semana, com o deslocamento de uma estrutura de 1.437 toneladas de metal e concreto. O trabalho, concluído na tarde desta na quinta-feira (22), marcou o início da fase de construção do tabuleiro, que vai sustentar a pista de rolagem. Até então, o esforço foi a construção dos pilares de sustentação da ponte. Com o início da construção do tabuleiro, a ponte começa a ganhar seu formato de ligação.
Financiada com recursos da margem brasileira da Itaipu Binacional, a obra é gerida pelo governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR). A construção é executada pelo consórcio Construbase-Cidade-Paulitec e emprega, atualmente, aproximadamente 450 trabalhadores. Isso sem contar os empregos indiretos. A conclusão da obra está prevista para março de 2022, juntamente com a Perimetral Leste, um acesso direto até a BR-277.
“O ritmo adiantado das obras comprova o nosso compromisso de entregar a Ponte da Integração dentro do prazo”, reforçou o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna. Com a construção do tabuleiro, agora são mais de 40% das obras concluídas na margem brasileira do Rio Paraná. “Para nós, é uma grande satisfação ver a ponte tomando forma, gerando empregos e trazendo a perspectiva de dias melhores para a nossa gente da Região Oeste do Paraná, com ganhos socioeconômicos para toda a fronteira, consequentemente, Paraná, Brasil e Paraguai”.
Investimentos
A segunda ponte representa um investimento de cerca de R$ 323 milhões. Outros R$ 140 milhões serão investidos nas obras da Perimetral Leste, que ligará a ponte à rodovia BR-277. O recurso foi obtido graças à política de reestruturação da empresa promovida pela gestão Silva e Luna, que tem conseguido realocar recursos de convênios, ações e patrocínios sem aderência à missão, para viabilizar obras estruturantes que deixam legado para a população.
E tudo isso sem aumento da tarifa de energia. É uma espécie de contrapartida para o consumidor que paga pela eletricidade. A iniciativa está em consonância com as diretrizes de desenvolvimento regional do governo do presidente Jair Bolsonaro.
O trabalho
A estrutura deslocada nesta primeira etapa é uma aduela de disparo metálica composta por duas vigas longarinas (as maiores estruturas da ponte que pesam 60 toneladas cada) unidas por sete vigas transversinas. Toda a estrutura metálica pesa 159 toneladas e mede 20 metros de comprimento por 20,15 metros de largura.
Este conjunto é acoplado por 542 cordoalhas de aço a outra estrutura, esta de metal e concreto: são duas vigas longarinas e nove transversinas além de uma laje de concreto de 34 cm de espessura, que pesam um total de 1.278 toneladas e medem 25,40 metros de comprimento por 20,50 metros de largura.
A primeira estrutura metálica ficará no vão-livre, logo após os dois pilares principais da Ponte da Integração, na margem brasileira. Já a estrutura de concreto será uma das cinco que formarão o tabuleiro da ponte entre a margem e os pilares principais, em uma distância de 115,75 metros. Quando concluída, a ponte terá 760 metros de extensão e vão-livre de 470 metros, o maior da América Latina. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metro nas laterais.
Para empurrar as duas estruturas, foram utilizados dois macacos hidráulicos com quatro cabos de aço cada. A estrutura de concreto desliza sobre a caixa de equilíbrio (um apoio robusto de concreto, construído na margem, onde estão sendo montadas as estruturas que formam o tabuleiro) por meio de sapatas deslizantes sobre chapas metálicas lubrificadas, que foram presas à caixa de equilíbrio.
Fonte: Itaipu Binacional
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Alexandre Curi defende Senado mais próximo dos municípios
O deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (25) que sua pré-candidatura ao Senado está baseada na defesa dos interesses do Paraná em Brasília, na busca por mais investimentos federais e na aproximação permanente com prefeitos, lideranças regionais e a população. Ele também falou sobre a proposição de soluções para o desenvolvimento do País.
Durante entrevista à Rádio Educadora FM, de Dois Vizinhos, no Sudoeste do Estado, Alexandre Curi reforçou o compromisso de fortalecer a representação paranaense no Senado Federal. “Quem conhece a minha vida pública sabe que sou um político presente e resolutivo. Em Brasília, quero ser a voz dos prefeitos e das pessoas”, afirmou. “Não existe desenvolvimento sem diálogo, articulação e presença política”.
Segundo Curi, o Paraná precisa voltar a ter protagonismo em Brasília, com representantes que conheçam as diferentes regiões do Estado e estejam conectados às demandas dos municípios. “O senador precisa estar próximo dos prefeitos, das cooperativas, do setor produtivo e das pessoas”, destacou. Entre as prioridades defendidas por ele estão investimentos em infraestrutura rodoviária e ferroviária, fortalecimento da saúde e apoio ao agronegócio paranaense.
Novo Pacto Federativo
Alexandre Curi também defendeu um novo Pacto Federativo, com mais autonomia para estados e municípios e uma distribuição mais equilibrada dos recursos públicos. “O desenvolvimento acontece nas cidades. É nos municípios que as pessoas vivem, trabalham e precisam de políticas públicas eficientes”, observou. “Quem sabe o que uma cidade precisa é quem vive nela”.
Polarização – Ao comentar o cenário nacional, o deputado criticou a polarização política e afirmou que o País precisa retomar o debate sobre temas estruturantes. “O Brasil precisava discutir segurança pública, infraestrutura, competitividade e crescimento econômico. Também precisamos de uma regulamentação equilibrada da reforma tributária, que não prejudique o agronegócio, o setor produtivo e as cooperativas do Paraná”, disse.
Para Alexandre Curi, a disputa ideológica tem afastado o foco das questões mais importantes para a população. “Infelizmente, o que vemos hoje é uma polarização permanente, em que um lado tenta destruir o outro, enquanto temas essenciais para o desenvolvimento nacional deixam de ser prioridade”, afirmou.
Ele concluiu defendendo mais estabilidade institucional e planejamento de longo prazo. “Quem empreende, trabalha e gera empregos quer segurança jurídica, previsibilidade e políticas públicas eficientes. O Brasil precisa voltar a pensar no futuro e planejar o desenvolvimento das próximas décadas”, concluiu.
PARANÁ PORTAL – Foto/Rogério Machado
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