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Em jogo equilibrado, Corinthians e Flamengo empatam sem gols na primeira final da Copa do Brasil

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Na primeira grande final da Copa do BrasilCorinthians Flamengo até tentaram, mas não conseguiram sair do empate por 0 a 0 na Neo Química Arena, em noite de quebra de recorde, com 47.031 pessoas presentes (público total).

O jogo precisou ser paralisado por conta da queda de uma parte dos refletores da Arena, já partindo para os acréscimos. Neste momento, a torcida do Fla jogou uma bomba na torcida da casa, inflamando os ânimos, mas a polícia interveio e nada mais ocorreu.

E agora?

As equipes voltam a se encontrar na próxima quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, para a partida da volta. Qualquer vitória simples garante o título e um novo empate leva a decisão para os pênaltis.

Antes disso, porém, o Alvinegro visita o Goiás, no sábado, às 19h (de Brasília), na Serrinha, enquanto o Rubro-Negro recebe o Atlético-MG no mesmo dia, às 20h30 (de Brasília), pela 32ª rodada do Brasileirão.

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Primeiro tempo: meio a meio

Nos primeiros 15 minutos, os lances de maior perigo foram dos visitantes. Com apenas um minuto de bola rolando, Gabi recebeu sozinho pela direita, driblou Fábio Santos e chutou cruzado para fora. Aos 11, foi a vez de tabela entre Pedro e Everton Ribeiro, com o camisa 21 recebendo na frente e tentando a cavadinha, para fora.

O Corinthians tentou algumas tramas, em tentativas frustradas de Yuri Alberto, de voleio na entrada da área, e Fausto, de longa distância. Aos 19, Renato levantou a bola em cobrança de falta, mas Gil não conseguiu encaixar chute.

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Em entrada em Fagner, João Gomes, pendurado, acabou levando cartão amarelo e virou desfalque para o jogo da volta, no Maracanã.

Aos 30, após troca de passes no meio de campo, Fagner acabou perdendo a bola na lateral e, em contra-ataque, João Gomes passou para Gabigol, que tentou passar por Cássio, mas o camisa 12 fez grande defesa.

O melhor momento dos donos da casa aconteceu após o fato. Após atendimento ao goleiro, Adson recebeu na esquerda e cruzou com perigo, mas para fora.

Pouco depois, grande jogada coletiva, costurando os passes até chegar na entrada da área, com Renato, que preferiu passar para Du, que, atrasado, não chutou em cheio e foi travado.

Adson recebeu pela direita e encontrou Yuri fora da área. Ele ajeitou a bola e chutou rasteiro com perigo, para fora. A grande chance aconteceu aos 40, quando Gil tirou o perigo com chutão, Léo Pereira não alcançou e Yuri ficou com a bola.

O atacante carregou, driblou David Luiz, mas Thiago Maia chegou na hora certa e o camisa 9 chutou mascado, para defesa de Santos. Pouco depois, Renato ainda teve chance, ao chutar rasteiro, para fora.

O Fla chegou de novo em toques rápidos pela esquerda, com Gabi saindo na cara do gol, mas chute acabou desviado. Aos 12, Cássio mostrou por que está em uma das melhores temporadas da carreira e, cara a cara com Gabigol, após passe de Everton Ribeiro, fez uma defesa espetacular em dois tempos.

Quase na sequência, Renato recebeu no meio-campo, carregou a bola até a entrada da área e chutou rasteiro, à direita de Santos. Aos 20, após cobrança de lateral despretensiosa, David Luiz ficou com a bola, carregou e mandou a bola na trave, assustando o Corinthians.

Cássio apareceu de novo pouco depois, em nova defesa após chute de Everton Ribeiro, da direita. Na sequência, Gabi recebeu de Pedro e chutou cruzado. Com o desvio na marcação, a bola tirou tinta da trave.

Com menos de 25 minutos, Róger Guedes e Renato Augusto foram substituídos por Mateus Vital e Giuliano, respectivamente. O camisa 11 teve chute travado na entrada da área quase dez minutos depois.

Em levantamento para a área, Léo Pereira encostou a mão na bola, em dividida com Yuri Alberto, mas nada foi marcado. Já perto dos acréscimos, uma parte dos refletores apagou, e a partida precisou ser paralisada por alguns minutos.

Na cobrança do escanteio logo após a retomada, David Luiz quase chegou e abriu o marcador. Na última chance do Timão, Yuri Alberto arrancou pela direita e bateu. Com desvio, Santos caiu e ficou com a bola. No fim, Fábio Santos cruzou com perigo e a bola quase enganou o goleiro.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 0 X 0 FLAMENGO

Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Data: 12 de outubro de 2022 (quarta-feira)
Horário: às 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (FIFA-SC)
Auxiliares: Kleber Lucio Gil (FIFA-SC) e Guilherme Dias Camilo (FIFA-MG)
VAR: Rodrigo D Alonso Ferreira (SC)
Cartões amarelos: João Gomes (Flamengo); Yuri Alberto e Fagner (Corinthians)
Público total: 47.031 pessoas
Público pagante: 46.486 pessoas
Renda: R$ 4.665.153,00

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Gil, Balbuena e Fábio Santos; Fausto, Du Queiroz (Ramiro) e Renato Augusto (Giuliano); Adson (Gustavo Silva), Róger Guedes (Mateus Vital) e Yuri Alberto. Técnico: Vítor Pereira.

FLAMENGO: Santos, Rodinei, David Luiz, Léo Pereira e Filipe Luís; Thiago Maia, João Gomes (Arturo Vidal), Everton Ribeiro (Fabrício Bruno) e Arrascaeta (Victor Hugo); Pedro e Gabriel (Everton). Técnico: Dorival Júnior.

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Com invencibilidade recorde, Espanha vai à final da Copa após 16 anos

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A Espanha fez jus ao retrospecto positivo nos últimos confrontos decisivos contra a França e levou a melhor de novo. Nesta terça-feira (14), a Fúria (apelido da seleção espanhola) venceu o clássico por 2 a 0 em Dallas (Estados Unidos) e se classificou para a final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.

Foram 16 anos de espera. Desde o título em 2010, na África do Sul, os espanhóis acumularam fracassos nos três Mundiais seguintes, com a queda na fase de grupos em 2014 (Brasil) e duas eliminações nas oitavas de final em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).

Além da vaga à decisão, a Espanha registou a maior sequência invicta de uma seleção na história, de forma isolada. São 38 partidas sem perder desde 15 de junho de 2023, quando derrotou a Itália por 2 a 1 pela Liga das Nações – torneio de países europeus que ocorre a cada duas temporadas. Os espanhóis dividiam o recorde de invencibilidade com os próprios italianos (2018 a 2021).

Esta foi a quarta vez seguida que a Espanha deixou a França para trás em um duelo eliminatório. Em 2024, a Fúria levou a melhor na semifinal da Eurocopa (2a1) e na decisão olímpica de Paris, capital francesa (5 a 3). Já no ano passado, o triunfo (5 a 4) foi pela semi da Liga das Nações.

Em uma seleção de nomes badalados, como o volante Rodri, eleito o Bola de Ouro da temporada 2023/2024; e a jovem estrela Lamine Yamal, que fez 19 anos na última segunda-feira (13), o discreto Mikel Oyarzabal brilhou de novo. Acostumado a marcar gols decisivos, como nas finais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025 ou na conquista da última Copa do Rei da Espanha pela Real Sociedad, o atacante encaminhou o resultado em Dallas, abrindo o placar e balançando as redes pela quinta vez neste Mundial.

A Espanha espera o ganhador da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), em Atlanta. A final será no domingo (19), no mesmo horário, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

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Os Bleus (apelido da seleção francesa), por sua vez, perdem a chance de igualar um feito que somente Brasil (1994 a 2002) e Alemanha (1982 a 1990) alcançaram: disputar três finais de Copa seguidas. Além disso, o atacante Kylian Mbappé poderia repetir o ex-lateral brasileiro Cafu, que segue como único homem a participar de três decisões de Mundial.

À França, resta a disputa do terceiro lugar, contra o perdedor do confronto entre argentinos e ingleses. O duelo será às 18h, em Miami (Estados Unidos).

EFICIÊNCIA “FURIOSA”

Na Espanha, Luis de la Fuente mandou a campo a mesma escalação que venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final. Do lado francês, Didier Deschamps fez duas mudanças em relação à vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, repetindo a escalação do 3 a 0 aplicado na Suécia, nos 16 avos de final. No meio, Aurélien Tchouaméni se recuperou de uma lesão no adutor da coxa direita e retornou ao time no lugar de Manu Koné. À frente, Bradley Barcola assumiu a vaga de Desiré Doué.

As equipes não abdicaram dos respectivos estilo de jogo. A Espanha fazia a bola girar em busca de espaços e pressionava a saída de jogo e a França buscava impor intensidade e velocidade em seus avanços. A sensação, tamanho o equilíbrio, era que a rede balançaria somente se algum dos lados errasse.

Foi justamente o que ocorreu. Aos 20 minutos, o lateral Lucas Digne tentou cortar um cruzamento da esquerda, mas a bola subiu demais e deu tempo para Lamine Yamal tomar a frente do francês, que o atingiu na coxa, dentro da área. Coube a Oyarzabal cobrar a meia altura, no canto esquerdo, abrindo o placar.

Aos 28, para deixar a missão francesa mais complexa, William Saliba, um dos principais zagueiros da última temporada europeia, sentiu as costas e teve de sair de campo. Ele deu lugar a Maxence Lacroix.

A Espanha conseguia neutralizar o meio-campo francês, dificultando a movimentação de Adrien Rabiot e, principalmente, Michael Olise, o líder de assistências – cinco – do Mundial, obrigando os atacantes Ousmané Dembélé e Mbappé a atuarem longe da área. De quebra, a Fúria se armou de forma a estar pronta para qualquer erro de passe ou domínio dos adversários.

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Aos 37 minutos, o goleiro Mike Maignan saiu jogando errado e a bola sobrou na intermediária com Rodri. O volante acionou Yamal, que tabelou com o meia Dani Olmo, entrou na área pela direita e rolou para dentro, buscando Oyazarabal. Na hora certa, o zagueiro Dayot Upamecano travou o chute do atacante, que estava de frente para o gol.

XEQUE-MATE ESPANHOL

A França voltou do intervalo com Koné na vaga de Rabiot – que já tinha cartão amarelo – e Doué no lugar de Barcola. A ideia de Deschamps era aproveitar a habilidade do atacante para desarrumar a marcação da Espanha.

Não deu certo. A Fúria manteve o controle do duelo e chegou ao segundo gol aos 12 minutos. Na sequência da tabela com Dani Olmo, o lateral Pedro Porro escapou da marcação, entrou na área francesa pela direita e chutou na saída de Maignan.

E o 3 a 0 poderia ter saído três minutos depois, não fosse um impedimento milimétrico de Yamal. Ele recebeu na direita, superou Digne e finalizou no canto direito. A jogada foi invalidada porque o atacante estava um ombro a frente do lateral francês na origem do lançamento.

Somente aos 21 minutos da segunda etapa veio o primeiro lance de perigo da França: uma batida cruzada de Mbappé, que invadiu a área pela direita e finalizou. A bola desviou na marcação e saiu rente à trave de Unai Simon.

A França, desconfortável com a desvantagem inédita nesta Copa e a eliminação que se encaminhava, lançou-se como pôde ao ataque, mas praticamente não deu trabalho ao goleiro espanhol. Aos cantos de “olé” das arquibancadas em Dallas, a Fúria segurou o resultado e festejou a vaga em mais uma final.

Agência Brasil

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