NOTÍCIAS DO BRASIL
Bolsonaro nomeia novo militar para a diretoria-geral de Itaipu
O presidente Jair Bolsonaro (PL) nomeou, nesta quinta-feira (27), o vice-almirante Anatalício Risden Jr para a diretoria-geral de Itaipu Binacional, com mandato ate 16 de maio de 2022, “na vaga decorrente da renuncia de Joao Francisco Ferreira, ficando exonerado do cargo que atualmente ocupa”.
Os decretos de nomeação de Risden e da exoneração a pedido de Ferreira foram publicados em edição extra do Diário Oficial da União.
Atualmente na diretoria financeira da binacional, cargo que deverá ocupar interinamente por duas semanas, Risden conta com o apoio do ministro das Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque.
Risden vai substituir o general da reserva João Francisco Ferreira, que pediu demissão na terça-feira (25), após receber um telefonema do ministro. Na conversa, Bento Albuquerque teria cobrado maior empenho nas negociações com os parceiros paraguaios.
Desconfortável, o general convocou uma reunião da diretoria para anunciar sua exoneração. Aos colaboradores, alegou motivação pessoal para a saída. Ele estaria enfrentando dificuldades nas negociações com os parceiros paraguaios, inclusive para fixação da tarifa de energia e definição do orçamento de 2022.
Segundo colaboradores, Ferreira ameaçou deixar o cargo na própria terça-feira, mas foi aconselhado a esperar a nomeação do sucessor pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), o que aconteceu nesta quinta.
Procurado para comentar as circunstâncias da saída de Ferreira, o Ministério de Minas e Energia não se manifestou.
A direção de Itaipu divulgou, em nota, seu pedido de exoneração. “O general Ferreira agradece o apoio e o comprometimento dos parceiros da usina, em especial à Família Itaipu, como se refere ao grupo de empregados”, diz a nota.
A reportagem apurou que Bento Albuquerque já tinha sugerido o nome de Risden para o lugar do ex-diretor-geral, o general Joaquim Silva e Luna, que, em abril de 2021, deixou o cargo para assumir a presidência da Petrobras. Foi Luna quem indicou Ferreira para seu lugar.
Bacharel em ciências navais, Risden, 65, foi assessor parlamentar do comando da Marinha e ajudante de ordens da Presidência da República. Ele deverá ser substituído por um nome de perfil técnico.
NOTÍCIAS DO BRASIL
Safra de grãos deve alcançar 360,1 milhões de toneladas, estima Conab
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ajustou a estimativa para a safra de grãos 2025/26. No levantamento divulgado nesta terça-feira (14), o 10º do atual ciclo de produção agrícola, a estatal projeta produção de 360,1 milhões de toneladas. O volume é 0,4% superior à expectativa que a companhia divulgou há cerca de um mês.

Se alcançados, os 360,1 milhões de toneladas representarão alta de 2,2% em relação à produção da temporada passada, com a colheita de 7,8 milhões de toneladas de grãos a mais.
Segundo a Conab, a perspectiva positiva é resultado, principalmente, da expansão da área plantada, pois a produtividade média nacional das lavouras deve se manter estável (4.311 quilos por hectare).
De acordo com o gerente de Acompanhamento de Safras da companhia, Fabiano Vasconcellos, as condições climáticas também têm contribuído para o desempenho das lavouras, com chuvas favoráveis e a adequada umidade do solo.
“Para julho, a previsão é de manutenção destas condições. Nada fora do normal para esta época do ano, com uma diminuição das chuvas no período, principalmente na região central do país.”
SOJA
A produção de soja, cuja colheita já foi finalizada, alcançou cerca de 180,6 milhões de toneladas, o que representa metade das 360,1 milhões de toneladas de grãos esperadas para o atual ciclo.
É um avanço de 5,3% em relação à safra passada, resultado do aumento de 2,7% na área cultivada. O número teve influência do bom pacote tecnológico usado pelos produtores e das condições climáticas favoráveis.
MILHO
Pelos cálculos da Conab, a colheita de milho deve alcançar 141,7 milhões de toneladas. Resultado que, se confirmado, representará não só uma alta de 0,4% sobre o da safra anterior, como responderá por quase 40% de toda a atual safra de grãos.
No ciclo atual, a primeira safra do cereal, que já está quase toda colhida, deve totalizar 29,6 milhões de toneladas. A segunda, com colheita em 38,9% da área, deve atingir 109,43 milhões – índice inferior à média dos últimos cinco anos.
Para a terceira safra, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas.
ARROZ E FEIJÃO
A colheita do arroz também já foi encerrada e apresenta produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,1% abaixo do volume produzido na safra passada, reflexo de uma menor área destinada ao produto.
No caso do feijão, a produção total estimada é de 3 milhões de toneladas, 1,4% inferior ao ciclo anterior.
“Neste ciclo da segunda safra do feijão tivemos algumas adversidades climáticas, principalmente nas últimas semanas de junho. Enquanto na Região Nordeste as chuvas foram mais escassas, nas regiões Sul e Sudeste, as frentes frias trouxeram chuva, reduziram as temperaturas e provocaram até geadas em algumas localidades. Isto acabou impactando alguma lavoura e reduziu o potencial produtivo”, explicou Vasconcelos.
Segundo ele, mesmo com as reduções previstas, o volume de arroz e feijão a ser colhido garante o abastecimento no mercado doméstico.
ALGODÃO
O algodão tem produção prevista em 4,06 milhões de toneladas de pluma, com 8,1% da área já colhida, 78,4% em maturação e 13,5% em formação de maçãs.
De acordo com a Conab, as boas condições climáticas favorecem o bom desenvolvimento das lavouras, o que refletiu em ganho na produtividade de 2,8% em relação à safra 2024/25.
Essa melhora no desempenho médio das lavouras compensou a diminuição em 3,2% na área plantada, que neste ciclo foi próximo a 2 milhões de hectares.
A atualização da safra de algodão também permitiu ajustes na expectativa de exportação da fibra, podendo chegar a 3,38 milhões de toneladas, resultando em um estoque final de 2,67 milhões de toneladas.
TRIGO
Já o trigo, produto de destaque entre as culturas de inverno, se encontra em fase final de plantio. A expectativa da Conab é de uma redução de 23,5% no volume a ser colhido, estimado em 6 milhões de toneladas. O resultado reflete tanto a menor área destinada ao cereal como a expectativa de uma menor produtividade média a ser registrada nas lavouras neste ciclo.
Agência Brasil Colheita de soja – Foto: Jaelson Lucas / Arquivo AEN
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