NOTÍCIAS DO BRASIL
Câmara aprova consórcio da OMS e aproxima uso emergencial de vacinas
A Câmara dos Deputados aprovou nesta sexta-feira (18) o texto-base da medida provisória que autoriza o governo federal a aderir ao consórcio global de vacinas contra Covid-19, o Covax Facility, apoiada pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

O texto-base foi aprovado em votação simbólica. Agora, os deputados analisam propostas de alteração ao projeto.
O texto aprovado pela Câmara permite que o uso emergencial seja chancelado pela agência desde que a vacina já tenha sido aprovada por órgãos de outros países: FDA (Estados Unidos), EMA (União Europeia), PMDA (Japão), NMPA (China), HC (Canadá), MHRA (Reino Unido), KDCA (Coreia do Sul) e pelo Ministério da Saúde da Rússia.
Uma das versões do projeto chegou a prever uma determinação que toda população fosse vacinada em 12 meses, após a transformação da proposta em lei. Mas isso ficou de fora do texto aprovado na Câmara.
Após embate com o governo, a versão aprovada pela Câmara agrada ao Palácio do Planalto e deixa com o Ministério da Saúde a responsabilidade de coordenar o plano de vacinação contra a Covid-19.
As regras previstas pelos deputados são genéricas e preveem que a cobertura da vacina seja universal, homogênea e equitativa da população, além de que o plano de distribuição prioritária aos estados siga critérios epidemiológicos, priorizando o acesso a grupos de risco, profissionais de saúde, de segurança pública e de educação
Segundo o projeto, a aquisição de vacinas deverá dar preferência a imunizantes produzidos no Brasil. Além disso, prevê que o Ministério da Saúde publique periodicamente dados sobre o processo de vacinação.
Inicialmente, a medida provisória previa apenas a adesão ao consórcio da OMS. A aliança busca viabilizar aos participantes o acesso a vacinas contra o novo coronavírus. A adesão ao mecanismo não impede a compra de imunizantes por outros instrumentos, segundo os termos do consórcio.
O Brasil destinou para a iniciativa global um total de R$ 2,5 bilhões para a compra de imunizantes em consórcio -o valor consta em crédito extraordinário aberto por outra medida provisória. São previstas 42 milhões de doses garantidas -o Brasil pretende imunizar 10% da população com a adesão a esse mecanismo.
NOTÍCIAS DO BRASIL
Bancários farão paralisação de 24 horas nesta quinta-feira
Bancários de todo o país farão uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), em meio às negociações da campanha salarial de 2026. A categoria cobra reajuste dos salários e benefícios, aumento do piso e mudanças na participação nos lucros e resultados (PLR).

A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas na segunda-feira (17) e confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários. A orientação para os correntistas é resolver os problemas por meio dos aplicativos e do internet banking das instituições financeiras.
Entre os pedidos apresentados pelos trabalhadores estão: 5% de aumento real (acima da inflação) nos salários e demais verbas; aumento do piso salarial da categoria; reajuste dos valores do vale-refeição (VR); aumento do vale-alimentação (VA); e valorização da participação nos lucros e resultados (PLR).
Segundo o Comando Nacional dos Bancários, a categoria aguarda uma proposta dos bancos para as reivindicações apresentadas na campanha salarial.
ADESÃO À PARALISAÇÃO
A paralisação de 24 horas não significa necessariamente o fechamento automático de todas as agências e unidades bancárias.
A adesão dependerá da participação dos trabalhadores e das atividades organizadas pelos sindicatos em cada região.
Os bancários que trabalham em regime de home office foram orientados a não acessar os sistemas dos bancos nem registrar o ponto durante o período de paralisação.
NEGOCIAÇÕES
A pauta de reivindicações da categoria foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em 24 de junho. As negociações tiveram início em 2 de julho.
O Comando Nacional dos Bancários afirma que, até o momento, não foi apresentada uma proposta para as reivindicações econômicas da campanha de 2026.
No entanto, a Fenaban e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informaram que receberam a pauta em 24 de junho e que o calendário de negociações segue dentro do cronograma estabelecido.
A paralisação ocorre às vésperas da data-base da categoria e representa uma nova etapa da mobilização dos trabalhadores nas negociações salariais deste ano.
Agência Brasil
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