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Defesa de Moro pede que plenário do STF mantenha depoimento presencial de Bolsonaro Vinicius Cordeiro

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A defesa do ex-ministro Sergio Moro protocolou nesta segunda-feira (5) uma petição na qual solicita ao STF (Supremo Tribunal Federal) a manutenção do depoimento presencial de Jair Bolsonaro (sem partido), determinada anteriormente em decisão do ministro Celso de Mello. O presidente é acusado de tentar interferir indevidamente na PF (Polícia Federal) e deverá ser ouvido no caso.

A AGU (Advocacia-Geral da União), que representa Bolsonaro, já se manifestou a favor do depoimento por escrito. No entanto, a defesa do ex-ministro rebate: “a prerrogativa nele [manifestação da AGU] insculpida não se estende àqueles – mesmo os membros efetivos do Poder Legislativo ou o chefe do Poder Executivo – na condição de investigados ou denunciados”, diz o documento assinado pelo advogado Rodrigo Sánchez Rios, da defesa de Moro.

Sánchez Rios também ressaltou a decisão de Mello, relator do caso na Corte, que determinou a oitiva presencial do presidente da República. A defesa de Moro ainda destacou que o ex-juiz federal prestou depoimento presencial do ex-juiz federal em Curitiba, realizada no mês de maio, por mais de 11 horas na Superintendência da PF.

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“O entendimento do Decano deste Supremo Tribunal Federal prestigia a equidade de posições entre aqueles que ostentam a condição de arguidos em procedimento
investigatório, uma vez que o ora peticionário Sergio Moro fora ouvido, presencialmente, perante às autoridades da persecução penal, em longa oitiva realizada no dia 02 de maio de 2020”, diz trecho do documento, rebatendo a posição da AGU.

STF DEVE TER DEFINIÇÃO SOBRE DEPOIMENTO DE BOLSONARO NESTA SEMANA

Nesta segunda (5), o ministro Celso de Mello liberou a decisão do depoimento para o plenário da Corte. A expectativa é que o presidente do Supremo, Luiz Fux, inclua a apreciação nesta quarta (7) ou quinta-feira (8).

Vale lembrar que Mello antecipou sua aposentadoria compulsória para o próximo dia 13. O substituto, escolhido por Bolsonaro, será o desembargador Kassio Nunes Marques, que já teve seu nome publicado no Diário Oficial da União.

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Canetas para emagrecer mudam carrinho de compras e aceleram corrida da indústria por alimentos saudáveis

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Os medicamentos para perda de peso à base de GLP-1, popularizados no Brasil como “canetas emagrecedoras”, já provocam um efeito que vai além da balança: estão mudando o comportamento de consumo e pressionando a indústria de alimentos a se reinventar. Com menor apetite e foco crescente em saúde, consumidores passam a priorizar produtos naturais, ricos em fibras, menos açucarados e com maior valor nutricional.

A transformação já é percebida por empresas do setor. A catarinense Polpa Brasil, especializada em ingredientes naturais para a indústria alimentícia, registrou aumento da demanda por soluções à base de frutas e vegetais desidratados e decidiu ampliar capacidade produtiva. A companhia prepara novas linhas de produção e embalagem para o varejo, além da expansão do estoque em 30%. Ainda neste ano, projeta uma nova linha de barras e tabletes capaz de dobrar a capacidade atual.

O movimento acompanha uma tendência global. Estudo da Morgan Stanley Research aponta que usuários desses medicamentos tendem a reduzir o consumo de álcool e alimentos altamente calóricos, já que os remédios atuam em áreas do cérebro ligadas ao apetite e à recompensa alimentar.

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Qualidade supera quantidade

Para Ramon Lacowicz, diretor e sucessor da Polpa Brasil, o consumidor vive uma mudança estrutural na relação com a comida.

“Quando a pessoa passa a comer menos, ela tende a escolher melhor. O peso da decisão sai da quantidade e vai para a qualidade. Cresce a busca por alimentos que entreguem nutrição, saciedade e benefícios reais à saúde”, afirma.

Segundo ele, ingredientes naturais ganham protagonismo justamente por responderem a esse novo perfil de consumo. “Frutas e vegetais preservados oferecem sabor, valor nutricional e uma percepção clara de saudabilidade. É exatamente o que o mercado está pedindo hoje.”

Mercado reage

Criados inicialmente para diabetes tipo 2, os medicamentos também passaram a ser usados no tratamento da obesidade, condição que afeta cerca de 9 milhões de brasileiros. No mundo, o excesso de peso pode atingir 2,3 bilhões de adultos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para especialistas do setor, esse cenário deve acelerar lançamentos de snacks funcionais, bebidas com benefícios adicionais, sobremesas com menos açúcar e alimentos mais limpos em formulação e rótulo.

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Sobre a Polpa Brasil

Há cerca de 20 anos, a Polpa Brasil atende segmentos como panificação, confeitaria, laticínios, chocolates, snacks, bebidas, alimentos processados e mercado pet. A empresa também detém a marca Merendô!, fornecedora de barrinhas de frutas para merenda escolar em quatro estados, alcançando cerca de 1,5 milhão de estudantes.

 

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