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Governo terá 10 mil homens para enfrentar greve dos caminhoneiros

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Poucos dias antes da anunciada greve dos caminhoneiros, marcada para esta segunda-feira (1º), a Petrobras reajustou em 5% o litro do diesel. Foi como jogar gasolina no fogo para a liderança dos caminhoneiros autônomos que reivindicam melhores condições de trabalho e contra o aumento do preço do combustível.

Se o movimento vingar, será o caos para o país e para o governo do presidente Jair Bolsonaro, hoje mergulhado em trapalhadas na área da saúde no que se refere à vacinas, além de problemas na área econômica.

O CNTRC (Conselho Nacional o Transporte Rodoviário de Cargas), que marcou a greve dos caminhoneiros, reúne 40 mil trabalhadores em São Paulo e tem afiliados em outros estados. Mas, como são várias as entidades que representam a categoria, ainda não se sabe qual a dimensão da paralisação.

GOVERNO ACREDITA EM INFILTRADOS NA GREVE DOS CAMINHONEIROS

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirma que o governo federal garantirá pistas desbloqueadas e acredita que a adesão será baixa. “Poderemos ter algum ponto de paralisação, mas imediatamente resolveremos, pois o nosso efetivo será de 10 mil homens, incluindo todas as forças de segurança”.

Para o ministro, a greve dos caminhoneiros tem conotação política porque foi marcada justamente no dia em que haverá eleições na Câmara e no Senado. “A data pode até ser coincidência, mas existe gente infiltrada que quer a derrota do governo. Nós tomamos pau 24 horas por dias”.

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Canetas para emagrecer mudam carrinho de compras e aceleram corrida da indústria por alimentos saudáveis

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Os medicamentos para perda de peso à base de GLP-1, popularizados no Brasil como “canetas emagrecedoras”, já provocam um efeito que vai além da balança: estão mudando o comportamento de consumo e pressionando a indústria de alimentos a se reinventar. Com menor apetite e foco crescente em saúde, consumidores passam a priorizar produtos naturais, ricos em fibras, menos açucarados e com maior valor nutricional.

A transformação já é percebida por empresas do setor. A catarinense Polpa Brasil, especializada em ingredientes naturais para a indústria alimentícia, registrou aumento da demanda por soluções à base de frutas e vegetais desidratados e decidiu ampliar capacidade produtiva. A companhia prepara novas linhas de produção e embalagem para o varejo, além da expansão do estoque em 30%. Ainda neste ano, projeta uma nova linha de barras e tabletes capaz de dobrar a capacidade atual.

O movimento acompanha uma tendência global. Estudo da Morgan Stanley Research aponta que usuários desses medicamentos tendem a reduzir o consumo de álcool e alimentos altamente calóricos, já que os remédios atuam em áreas do cérebro ligadas ao apetite e à recompensa alimentar.

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Qualidade supera quantidade

Para Ramon Lacowicz, diretor e sucessor da Polpa Brasil, o consumidor vive uma mudança estrutural na relação com a comida.

“Quando a pessoa passa a comer menos, ela tende a escolher melhor. O peso da decisão sai da quantidade e vai para a qualidade. Cresce a busca por alimentos que entreguem nutrição, saciedade e benefícios reais à saúde”, afirma.

Segundo ele, ingredientes naturais ganham protagonismo justamente por responderem a esse novo perfil de consumo. “Frutas e vegetais preservados oferecem sabor, valor nutricional e uma percepção clara de saudabilidade. É exatamente o que o mercado está pedindo hoje.”

Mercado reage

Criados inicialmente para diabetes tipo 2, os medicamentos também passaram a ser usados no tratamento da obesidade, condição que afeta cerca de 9 milhões de brasileiros. No mundo, o excesso de peso pode atingir 2,3 bilhões de adultos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para especialistas do setor, esse cenário deve acelerar lançamentos de snacks funcionais, bebidas com benefícios adicionais, sobremesas com menos açúcar e alimentos mais limpos em formulação e rótulo.

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Sobre a Polpa Brasil

Há cerca de 20 anos, a Polpa Brasil atende segmentos como panificação, confeitaria, laticínios, chocolates, snacks, bebidas, alimentos processados e mercado pet. A empresa também detém a marca Merendô!, fornecedora de barrinhas de frutas para merenda escolar em quatro estados, alcançando cerca de 1,5 milhão de estudantes.

 

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