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Hora de economizar: setembro começa com energia elétrica mais cara

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mês de setembro começou com a energia mais cara com um acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A bandeira tarifária vermelha no patamar 2 foi anunciada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na última sexta-feira (30).

De acordo com a Aneel, o motivo do aumento no valor cobrado pela energia elétrica consumida pelo brasileiro é a previsão de chuvas abaixo da média durante este mês, o que deve deixar os reservatórios das hidrelétricas do país com afluência aproximadamente 50% abaixo da média.

A Agência Nacional de Energia Elétrica explica que a falta de chuvas, somada ao mês com temperaturas superiores à média histórica em todo o país, faz com que as termelétricas, que produzem uma energia com curso mais caro do que as hidrelétricas, passem a operar mais. Com mudança, os fatores responsáveis pela bandeira vermelha patamar 2 são o GSF (risco hidrológico) e o aumento do PLD (Preço de Liquidação de Diferenças), aponta a Aneel.

acionamento da bandeira vermelha patamar 2 é o primeiro desde agosto de 2021. A partir de abril de 2022, a conta de luz foi sequência de bandeiras verdes, interrompida em julho deste ano por uma bandeira amarela, mas que em agosto voltou a ficar verde.

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PARANA PORTAL  Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Canetas para emagrecer mudam carrinho de compras e aceleram corrida da indústria por alimentos saudáveis

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Os medicamentos para perda de peso à base de GLP-1, popularizados no Brasil como “canetas emagrecedoras”, já provocam um efeito que vai além da balança: estão mudando o comportamento de consumo e pressionando a indústria de alimentos a se reinventar. Com menor apetite e foco crescente em saúde, consumidores passam a priorizar produtos naturais, ricos em fibras, menos açucarados e com maior valor nutricional.

A transformação já é percebida por empresas do setor. A catarinense Polpa Brasil, especializada em ingredientes naturais para a indústria alimentícia, registrou aumento da demanda por soluções à base de frutas e vegetais desidratados e decidiu ampliar capacidade produtiva. A companhia prepara novas linhas de produção e embalagem para o varejo, além da expansão do estoque em 30%. Ainda neste ano, projeta uma nova linha de barras e tabletes capaz de dobrar a capacidade atual.

O movimento acompanha uma tendência global. Estudo da Morgan Stanley Research aponta que usuários desses medicamentos tendem a reduzir o consumo de álcool e alimentos altamente calóricos, já que os remédios atuam em áreas do cérebro ligadas ao apetite e à recompensa alimentar.

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Qualidade supera quantidade

Para Ramon Lacowicz, diretor e sucessor da Polpa Brasil, o consumidor vive uma mudança estrutural na relação com a comida.

“Quando a pessoa passa a comer menos, ela tende a escolher melhor. O peso da decisão sai da quantidade e vai para a qualidade. Cresce a busca por alimentos que entreguem nutrição, saciedade e benefícios reais à saúde”, afirma.

Segundo ele, ingredientes naturais ganham protagonismo justamente por responderem a esse novo perfil de consumo. “Frutas e vegetais preservados oferecem sabor, valor nutricional e uma percepção clara de saudabilidade. É exatamente o que o mercado está pedindo hoje.”

Mercado reage

Criados inicialmente para diabetes tipo 2, os medicamentos também passaram a ser usados no tratamento da obesidade, condição que afeta cerca de 9 milhões de brasileiros. No mundo, o excesso de peso pode atingir 2,3 bilhões de adultos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para especialistas do setor, esse cenário deve acelerar lançamentos de snacks funcionais, bebidas com benefícios adicionais, sobremesas com menos açúcar e alimentos mais limpos em formulação e rótulo.

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Sobre a Polpa Brasil

Há cerca de 20 anos, a Polpa Brasil atende segmentos como panificação, confeitaria, laticínios, chocolates, snacks, bebidas, alimentos processados e mercado pet. A empresa também detém a marca Merendô!, fornecedora de barrinhas de frutas para merenda escolar em quatro estados, alcançando cerca de 1,5 milhão de estudantes.

 

PARANA PORTAL

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