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IBGE poderá contratar mais de 39 mil temporários em 2026 para Censos do Agro e da População em Situação de Rua

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi autorizado pelo governo federal a contratar temporariamente quase 40 mil profissionais para atuarem na realização do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e do primeiro Censo da População em Situação de Rua. A autorização foi publicada na última quarta-feira (17) pelos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento. O edital para inscrição será publicado em até seis meses.

De acordo com o IBGE, as contratações têm como objetivo garantir a execução das atividades necessárias para a realização dos levantamentos censitários em todo o país, desde o planejamento técnico até a coleta, supervisão e processamento dos dados.

A maior parte das vagas será destinada à função de recenseador, responsável pela coleta direta das informações junto à população. Ao todo, serão ofertadas 39.108 vagas temporárias, distribuídas entre diferentes funções, conforme a necessidade operacional dos censos.

Distribuição das vagas

Atividade Função Quantidade
Apoio Técnico Especializado Analista Censitário 1.020
Coleta de Dados Recenseador 27.330
Supervisão de Coleta Agente Censitário Supervisor 4.143
Administração do Posto de Coleta Agente Operacional Regional 1.286
Administração da Supervisão de Coleta Agente Censitário Regional 1.286
Apoio Administrativo Agente Censitário Administrativo 1.432
Apoio de Informática Agente Censitário de Informática 1.446
Supervisão de Qualidade Agente Censitário de Qualidade 1.165
Total 39.108
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Canetas para emagrecer mudam carrinho de compras e aceleram corrida da indústria por alimentos saudáveis

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Os medicamentos para perda de peso à base de GLP-1, popularizados no Brasil como “canetas emagrecedoras”, já provocam um efeito que vai além da balança: estão mudando o comportamento de consumo e pressionando a indústria de alimentos a se reinventar. Com menor apetite e foco crescente em saúde, consumidores passam a priorizar produtos naturais, ricos em fibras, menos açucarados e com maior valor nutricional.

A transformação já é percebida por empresas do setor. A catarinense Polpa Brasil, especializada em ingredientes naturais para a indústria alimentícia, registrou aumento da demanda por soluções à base de frutas e vegetais desidratados e decidiu ampliar capacidade produtiva. A companhia prepara novas linhas de produção e embalagem para o varejo, além da expansão do estoque em 30%. Ainda neste ano, projeta uma nova linha de barras e tabletes capaz de dobrar a capacidade atual.

O movimento acompanha uma tendência global. Estudo da Morgan Stanley Research aponta que usuários desses medicamentos tendem a reduzir o consumo de álcool e alimentos altamente calóricos, já que os remédios atuam em áreas do cérebro ligadas ao apetite e à recompensa alimentar.

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Qualidade supera quantidade

Para Ramon Lacowicz, diretor e sucessor da Polpa Brasil, o consumidor vive uma mudança estrutural na relação com a comida.

“Quando a pessoa passa a comer menos, ela tende a escolher melhor. O peso da decisão sai da quantidade e vai para a qualidade. Cresce a busca por alimentos que entreguem nutrição, saciedade e benefícios reais à saúde”, afirma.

Segundo ele, ingredientes naturais ganham protagonismo justamente por responderem a esse novo perfil de consumo. “Frutas e vegetais preservados oferecem sabor, valor nutricional e uma percepção clara de saudabilidade. É exatamente o que o mercado está pedindo hoje.”

Mercado reage

Criados inicialmente para diabetes tipo 2, os medicamentos também passaram a ser usados no tratamento da obesidade, condição que afeta cerca de 9 milhões de brasileiros. No mundo, o excesso de peso pode atingir 2,3 bilhões de adultos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para especialistas do setor, esse cenário deve acelerar lançamentos de snacks funcionais, bebidas com benefícios adicionais, sobremesas com menos açúcar e alimentos mais limpos em formulação e rótulo.

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Sobre a Polpa Brasil

Há cerca de 20 anos, a Polpa Brasil atende segmentos como panificação, confeitaria, laticínios, chocolates, snacks, bebidas, alimentos processados e mercado pet. A empresa também detém a marca Merendô!, fornecedora de barrinhas de frutas para merenda escolar em quatro estados, alcançando cerca de 1,5 milhão de estudantes.

 

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