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PL oficializa Bolsonaro como candidato à reeleição

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A convenção nacional do PL oficializou, neste domingo (24), o presidente Jair Bolsonaro como candidato à reeleição e o ex-ministro da Defesa Braga Netto, como vice.

Atrás do palco, imagem da bandeira do Brasil e foto do presidente apoiadores e o slogan “Pelo bem do Brasil”, antecipado pela Folha.

A frase é da coligação da chapa de Bolsonaro, e tem como mote a tese de “luta do bem contra o mal”, que o mandatário tenta imprimir à eleição deste ano na disputa contra o petista.

O estádio tem capacidade para 11,8 mil pessoas –boa parte das cadeiras ficou vazia. Marcaram presença no palco candidatos, parlamentares e aliados, como o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) – que foi ovacionado por bolsonaristas.

O evento do PL ocorre a menos de três meses da eleição. O chefe do Executivo está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Lula.

Levantamento do Datafolha do final de junho mostra o petista 19 pontos à frente de Bolsonaro, marcando 47% contra 28%, no primeiro turno.

Entre os aliados que subiram ao palco estavam o presidente da Câmara, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), candidato de Bolsonaro no estado; o ministro Marcelo Queiroga, da Saúde; Ciro Nogueira, da Casa Civil; Fábio Faria, das Comunicações; Anderson Torres, da Justiça e Segurança Pública; e Victor Godoy, da Educação.

Quando as autoridades subiam ao palco, tocava o barulhinho da urna eletrônica.
Também estiveram por lá o ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas, que disputará o governo de São Paulo; o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello; a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina; o advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef; e os deputados federais Hélio Lopes, Bia Kicis e Carla Zambelli.

Um dos políticos mais aplaudidos pelos presentes foi o deputado federal Daniel Silveira, condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 8 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, por ataques aos ministros da corte. Um dia depois, no entanto, recebeu um indulto de Bolsonaro.

Todos os convidados foram instruídos a levarem seus cônjuges, suas famílias. A campanha quer dar destaque especial às mulheres no palco.

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O PL queria que a convenção deste domingo destacasse o papel da família e, principalmente, das mulheres. Esta fatia do eleitorado é a que o presidente encontra maior dificuldade: segundo o último Datafolha, a rejeição neste segmento é de 61%.

Michelle, contudo, vinha resistindo. Por isso, nos últimos dias, integrantes da campanha temiam afirmam categoricamente que a primeira-dama discursaria, ainda que fosse esperada. Coube à ela uma breve fala em agradecimento às mulheres e uma oração – ela é evangélica.

Bolsonaro foi aconselhado a destacar o que seu governo fez pelas mulheres e evitar atacar urnas eletrônicas, como o fez nesta semana a embaixadores. Mas como ele atua de improviso, era impossível prever o que dirá no dia, de acordo com aliados.

Uma parte do seu entorno fica apreensiva quando o presidente atua no improviso, outra atribuia sua popularidade à sua espontaneidade.

Outro eleitorado em que Bolsonaro precisa melhorar são os jovens, hoje mais propensos a votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A rejeição do mandatário entre esses eleitores é de 60%. Entre estudantes, 60%.

Assim, a campanha organizou cabines de TikTok pelo estádio do Maracanãzinho. Apoiadores puderam gravar vídeos curtos para a rede social com intuito de impulsionar o evento.

A Folha mostrou, no final de abril, que vídeos vinculados a Bolsonaro tinham audiência no TikTok 13 vezes superior aos conteúdos relacionados ao petista, segundo uma pesquisa de doutorado. A rede social é ocupada, predominantemente, pelo público jovem.

O levantamento mostrava que, somando as dez principais hashtags ligadas aos adversários eleitorais, os vídeos de Bolsonaro representaram 92% das visualizações contra 8% de Lula –em números totais, é o equivalente a 10,06 bilhões versus 778 milhões.

No início da semana, opositores se mobilizaram para resgatar ingressos e esvaziar o evento de Bolsonaro. A movimentação levou a campanha a fazer um pente fino e cancelar inscrições. Segundo interlocutores, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) será acionado para apurar o episódio.

A cerimônia contou com a apresentação da dupla sertaneja Mateus e Cristiano, que cantou o hino nacional e o jingle da campanha, “capitão do povo”.

“É o capitão do povo que vai vencer de novo/ Ele é de Deus, e pode confiar/ Defende a família e não vai te enganar”, diz estrofe da canção. Bolsonaro tem forte identificação com o público sertanejo.

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Ficou responsável pela apresentação do evento deste domingo um locutor de rodeio, o mesmo que atuou no encontro nacional do partido, em março, Carlos Rudiney.

Centenas de apoiadores vestindo camisas do Brasil e carregando a bandeira nacional aguardavam em filas para entrar no local do evento. Um grande grupo assobiou e aplaudiu para a passagem de uma equipe de policiais militares.
Ambulantes vendiam uma camisa com referência ao artigo 142 da Constituição Federal, que disciplina o papel dos militares e é usado por bolsonaristas como argumento para defender que existe previsão legal para intervenção militar no país.

A tese é repudiada por instituições como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a Câmara dos Deputados.

Em reunião ministerial em abril de 2020, Bolsonaro fez menção ao artigo para defender a hipótese. “Todo mundo quer cumprir o artigo 142. E, havendo necessidade, qualquer dos Poderes pode, né? Pedir às Forças Armadas que intervenham para reestabelecer a ordem no Brasil”, disse.

Na camisa vendida neste domingo também foram grafados os dizeres: “Voto impresso auditável: eu apoio!”. A pauta é utilizada pelo presidente Jair Bolsonaro para mobilizar apoiadores em torno de discursos de tom golpista contra as eleições.

Dentro do estádio, um cartaz levado por apoiador do presidente fazia menção à cantora Anitta, que declarou voto em Lula (PT). A campanha de Bolsonaro tem tentado minimizar a relevância do apoio da artista ao seu maior adversário.
“Obrigado Anitta por ser a melhor cabo eleitoral do Bolsonaro de todos os tempos”, dizia o cartaz.

A campanha começa, oficialmente, na segunda metade de agosto. No início do ano, a filiação do presidente já teve clima de comício, ainda que não tenha mencionado sua candidatura, por orientação jurídica.

Na ocasião, além de trazer a ideia de luta do bem contra o mal, em uma referência ao PT, também falou sobre liberdade e “jogar nas quatro linhas [da Constituição]”.

O ato teve de ser reformulado para se adequar à legislação eleitoral, como mostrou a Folha. Inicialmente, o convite era para o lançamento da pré-candidatura de Bolsonaro, mas não há previsão legal para isso, então fizeram um evento de filiação.

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Eleitores têm 30 dias para tirar, revisar, regularizar e transferir o Título Eleitoral

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O eleitorado tem apenas 30 dias para realizar a emissão da primeira via do Título de Eleitor, a transferência de domicílio eleitoral, a atualização de dados e o cadastramento biométrico (caso ainda não tenha coletado as digitais). Para evitar filas e possíveis transtornos, a Justiça Eleitoral recomenda que os cidadãos não deixem para a última hora e compareçam ao Cartório Eleitoral o quanto antes. Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

O cadastro eleitoral se encerra no dia 6 de maio (quarta-feira), 151 dias antes da eleição, conforme previsto na Lei nº 9.504/1997. Esse prazo permite que a Justiça Eleitoral organize a logística da votação, o que inclui a definição das Seções Eleitorais e a produção do material necessário para o dia da eleição. Neste ano, o pleito ocorrerá, em primeiro turno, no dia 4 de outubro e, se houver segundo turno, no dia 25 de outubro.

Quem precisa comparecer presencialmente ao Cartório Eleitoral?

– Jovens que vão realizar o alistamento eleitoral (tirar o Título);

– Eleitores que ainda não coletaram a biometria.

Os eleitores que já têm a biometria cadastrada podem solicitar os serviços de forma on-line, pelo Autoatendimento Eleitoral, sem a necessidade de comparecer ao Cartório. Os eleitores que tiveram a biometria coletada há mais de 10 anos e que não tiveram os dados biométricos reconhecidos pela urna em nenhuma eleição nesse período serão alertados a comparecer ao Cartório Eleitoral pelo próprio sistema.

Como conferir a situação eleitoral?

O eleitor pode verificar sua situação eleitoral pelo autoatendimento, ao clicar em “Título Eleitoral” e “Consultar situação eleitoral” (opção 6). Se houver alguma pendência, a regularização deve ser feita até o dia 6 de maio para que a pessoa possa exercer o direito ao voto nas Eleições 2026.

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O que é possível solicitar apenas até o dia 6 de maio?

Alistamento (primeira via do Título) compreende os atos de qualificação e inscrição do eleitor, o que permite à pessoa votar na eleição.
Transferência de domicílio eleitoral operação que atualiza o endereço da pessoa que mudou de cidade, estado ou país, para que ela possa continuar a exercer o direito ao voto.
Atualização de dados cadastrais (revisão) serviço em que o eleitor solicita a alteração dos próprios dados (atualização do nome, endereço ou local de votação, por exemplo), sem mudar o município.
Regularização é realizada para eliminar pendências com a Justiça Eleitoral. Isso pode ocorrer, por exemplo, com as pessoas que não quitaram as multas por não comparecimento às urnas.

Fique atento! Todos os serviços eleitorais são oferecidos de forma gratuita. Os eleitores devem se certificar de que a regularização seja feita em um canal oficial da Justiça Eleitoral.

Como solicitar os serviços?

Os serviços eleitorais podem ser requeridos de forma on-line (apenas para eleitores com biometria cadastrada) ou presencialmente, comparecendo aos Cartórios Eleitorais do Paraná de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h (não é necessário realizar agendamento). Os endereços podem ser consultados no site do TRE-PR ao clicar em “Serviços Eleitorais” (menu superior) e em “Zonas Eleitorais”. Em ambos os casos, será necessário apresentar os seguintes documentos:

– Documento oficial de identidade com foto;

– CPF (se houver);

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– Comprovante de residência recente, emitido há, no mínimo, 3 meses e, no máximo, 1 ano;

– Comprovante de quitação do serviço militar (para homens que completam 19 anos no ano em que forem requerer o Título);

– Comprovante de pagamento de débito com a Justiça Eleitoral (se houver).

Precisa da segunda via do Título?

Quem já tem o Título Eleitoral e necessita de uma segunda via, pode baixar e imprimir o documento pelo e-Título (disponível em plataformas Android ou iOS) ou pelo autoatendimento. A sua autenticidade poderá ser confirmada pelo QR Code presente no próprio arquivo ou pelo código de validação.

Por que é importante estar em dia com a Justiça Eleitoral?

Sem o documento regularizado, o cidadão fica impossibilitado de votar, de tirar ou renovar passaporte ou carteira de identidade, de se inscrever em prova, concurso público ou tomar posse no cargo, de renovar matrícula em instituição de ensino, de se candidatar para cargos políticos ou de praticar qualquer ato no qual seja obrigatório a quitação eleitoral.

Quem é obrigado a votar?

O voto é obrigatório para brasileiros entre 18 e 70 anos e é facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Aqueles que completarem 16 anos até a data do primeiro turno, em 4 de outubro de 2026, já podem solicitar a emissão do Título Eleitoral para votar nas eleições deste ano.

Dúvidas?

📱WhatsApp: (41) 3330-8500
☎️Disque-eleitor: 0800 640 8400 (ligação gratuita)

Os atendimentos são realizados de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

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