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STF manda Justiça de Curitiba liberar acesso de Lula a acordo de leniência da Odebrecht

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13.ª Vara Federal de Curitiba deverá liberar o acesso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao acordo de leniência da Odebrecht. Em nova decisão sobre o caso, nesta quarta-feira (2), o STF (Supremo Tribunal Federal) deu prazo de 48 horas para que a ordem seja cumprida.

O ministro relator Ricardo Lewandowski entendeu que não cabe ao MPF (Ministério Público Federal) e à Odebrecht decidir quais documentos serão disponibilizados aos advogados.

A Segunda Turma do STF decidiu, no dia 4 de agosto, que a defesa do ex-presidente Lula deve ter acesso a todos os documentos e informações que dizem respeito ao petista.

Na ocasião, o juiz Luiz Antônio Bonat, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, não liberou o acesso da defesa aos autos. Em vez disso, abriu prazo para manifestações do MPF e da Odebrecht.

A defesa de Lula recorreu novamente, e o ministro Lewandowski reforçou que o cumprimento da ordem do STF não depende de manifestação prévia do MPF ou de qualquer parte envolvida no acordo.

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A discussão em torno do acesso da defesa de Lula ao acordo de leniência da Odebrecht se arrasta a quase três anos. De acordo com o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, o primeiro pedido foi protocolado pelos advogados em dezembro em 2017.

“Essa dificuldade ao longo de quase três anos acaba por reforçar a visão da defesa sobre a importância de ter acesso a esse material. Inclusive, indagamos ao STF sobre qual seria o motivo de tanta resistência em mostrar para a defesa o mesmo material que a acusação tem acesso e está trabalhando com ele. É um ponto de perplexidade para a defesa”, afirmou Zanin, em entrevista ao Paraná Portal.

O acordo de leniência da Odebrecht foi firmado junto à força-tarefa Lava Jato em Curitiba, com a participação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ, na sigla em inglês), e com autoridades da Suíça.

“Ali certamente existe um material que deve ser dado acesso à defesa porque deve reforçar muitas teses que nós colocamos no processo. Em especial a impossibilidade de se dar qualquer valor à cópia dos chamamos sistemas de propina da Odebrecht, que faz parte desse acordo”, explicou.

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A 13.ª Vara Federal de Curitiba ainda não se manifestou sobre a nova decisão do STF.

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Canetas para emagrecer mudam carrinho de compras e aceleram corrida da indústria por alimentos saudáveis

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Os medicamentos para perda de peso à base de GLP-1, popularizados no Brasil como “canetas emagrecedoras”, já provocam um efeito que vai além da balança: estão mudando o comportamento de consumo e pressionando a indústria de alimentos a se reinventar. Com menor apetite e foco crescente em saúde, consumidores passam a priorizar produtos naturais, ricos em fibras, menos açucarados e com maior valor nutricional.

A transformação já é percebida por empresas do setor. A catarinense Polpa Brasil, especializada em ingredientes naturais para a indústria alimentícia, registrou aumento da demanda por soluções à base de frutas e vegetais desidratados e decidiu ampliar capacidade produtiva. A companhia prepara novas linhas de produção e embalagem para o varejo, além da expansão do estoque em 30%. Ainda neste ano, projeta uma nova linha de barras e tabletes capaz de dobrar a capacidade atual.

O movimento acompanha uma tendência global. Estudo da Morgan Stanley Research aponta que usuários desses medicamentos tendem a reduzir o consumo de álcool e alimentos altamente calóricos, já que os remédios atuam em áreas do cérebro ligadas ao apetite e à recompensa alimentar.

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Qualidade supera quantidade

Para Ramon Lacowicz, diretor e sucessor da Polpa Brasil, o consumidor vive uma mudança estrutural na relação com a comida.

“Quando a pessoa passa a comer menos, ela tende a escolher melhor. O peso da decisão sai da quantidade e vai para a qualidade. Cresce a busca por alimentos que entreguem nutrição, saciedade e benefícios reais à saúde”, afirma.

Segundo ele, ingredientes naturais ganham protagonismo justamente por responderem a esse novo perfil de consumo. “Frutas e vegetais preservados oferecem sabor, valor nutricional e uma percepção clara de saudabilidade. É exatamente o que o mercado está pedindo hoje.”

Mercado reage

Criados inicialmente para diabetes tipo 2, os medicamentos também passaram a ser usados no tratamento da obesidade, condição que afeta cerca de 9 milhões de brasileiros. No mundo, o excesso de peso pode atingir 2,3 bilhões de adultos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para especialistas do setor, esse cenário deve acelerar lançamentos de snacks funcionais, bebidas com benefícios adicionais, sobremesas com menos açúcar e alimentos mais limpos em formulação e rótulo.

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Sobre a Polpa Brasil

Há cerca de 20 anos, a Polpa Brasil atende segmentos como panificação, confeitaria, laticínios, chocolates, snacks, bebidas, alimentos processados e mercado pet. A empresa também detém a marca Merendô!, fornecedora de barrinhas de frutas para merenda escolar em quatro estados, alcançando cerca de 1,5 milhão de estudantes.

 

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