NOTÍCIAS DO PARANÁ
BPRv emitiu 449 mil autos de infração nas rodovias estaduais em 2022, mais de mil por dia
O Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) da Polícia Militar do Paraná emitiu 449 mil autos de infração de trânsito em 2022, uma média de 1.230 autuações por dia nos mais de 12 mil quilômetros de rodovias estaduais do Paraná.
A maioria das autuações foram referentes ao excesso de velocidade, com mais de 347 mil notificações. Entre as outras infrações de trânsito que mais levaram à emissão dos autos estão ultrapassagem em local proibido, ausência de cinto de segurança, irregularidades nos veículos, uso do celular, entre outras. Todas elas colocam em risco a coletividade.
Os autos registrados são encaminhados aos órgãos de trânsito competentes e todos resultam na aplicação de multas aos condutores responsáveis. Nas rodovias estaduais, a multa é aplicada pelo DER/PR e, nas vias urbanas, pelo Detran-PR.
“As ações do BPRv são voltadas para garantir a segurança de todos os usuários das rodovias e possibilitar a identificação e responsabilização daqueles motoristas que, porventura, tenham cometido infrações”, ressaltou o subcomandante do BPRv, major Gustavo Zancan.
O batalhão também atuou no combate à embriaguez ao volante. Para isso, realizou 24.592 testes com etilômetro, que resultaram em 250 prisões por embriaguez ao volante e recolhimento de veículos. Também foram notificados 649 condutores, cujos exames apresentaram quantidades de álcool menores do que o limite estabelecido por lei para prisão. Eles foram autuados e liberados.
Ao longo do ano, o BPRv também atendeu 4.710 acidentes de trânsito, além de apreender 20 toneladas de drogas e 361 mil pacotes de mercadorias contrabandeadas.
“Nossos policiais são preparados para identificar qualquer situação suspeita que esteja acontecendo nas estradas e, com a ajuda de outras forças e até a utilização de cães farejadores, conseguimos tirar de circulação drogas e produtos que entram no nosso Estado sem autorização dos órgãos competentes”, explicou o major.
BPRv
O Batalhão de Polícia Rodoviária é distribuído em seis Companhias (Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Cascavel, Maringá e Pato Branco) e 54 postos de policiamento rodoviário.
Fonte: Agência Estadual de Notícias
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Alep discute importância e proteção do Rio Iguaçu
“Salve o Rio Iguaçu: Caminhos para sua Proteção e Reconhecimento”. Este foi o tema da audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (30), na Assembleia Legislativa que reuniu especialistas de diversas áreas que estudam a influência do rio, que nasce no manancial da serra do mar, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba e percorre centenas de quilômetros até desembocar no Rio Paraná, em Foz do Iguaçu. A proposta do encontro foi do deputado pedetista Goura.

“Queremos chamar a atenção do olhar público para o rio Iguaçu, já que mais de 5 milhões de pessoas vivem em sua bacia, onde existem reservatórios, barragens e inúmeros problemas sociais e ambientais provocados pela falta de atenção do poder público em relação à saúde ecológica do Rio Iguaçu. Por isso, reunimos especialistas, ativistas e pessoas que estudam o equilíbrio ecológico do rio, para trazer esse diagnóstico e buscarmos juntos as soluções tão necessárias para esses problemas”, afirma o deputado, que estende suas preocupações aos demais rios que banham o estado.
“Estamos vivendo um momento de crise climática e precisamos ter um olhar mais cuidadoso com os nossos rios — falando aqui de todos os rios do Paraná: o Ivaí, o Piquiri, o Paranapanema, o Paraná e, obviamente, o Iguaçu, pela sua importância na relação com as pessoas e na sua relação histórica. Hoje é um dia para celebrarmos o Iguaçu, mas também para juntarmos forças em prol de sua preservação”, conclui.
A necessidade de uma legislação atualizada sobre o tema foi destacada pelo deputado Requião Filho (PDT) na abertura da audiência: “Temos o costume de legislar sobre diversos problemas sem consultar os especialistas no assunto, mas estamos tentando reverter isso, e o Goura felizmente faz isso em relação ao meio ambiente, trazendo as universidades e o conhecimento científico — um cuidado que devemos ter aqui na Casa. Estamos em um ponto de desenvolvimento social em que é possível unir a ciência à legislação, juntando conhecimento e vontade política. O Rio Iguaçu pode ser uma metáfora para todo o meio ambiente: se não tomarmos cuidado com nossos rios e com o meio ambiente, significa que não estamos cuidando do nosso estado”.
Direitos do rio
Uma das novidades apresentadas na audiência foi o conceito dos direitos da natureza. A tese, que reconhece um rio, por exemplo, como um “sujeito de direitos”, foi apresentada pela advogada ambientalista Maudi Nancy Joslin-Motta, especializada em gestão e criação de áreas naturais protegidas.
“A proposta que trazemos para o Rio Iguaçu é relativamente nova em termos de direito — um passo à frente do direito ambiental: os direitos da natureza. Nossa proposta é o reconhecimento do Rio Iguaçu como sujeito de direitos, e não como objeto. Os elementos da natureza tendem a ser considerados objetos, mas, como sujeitos de direitos, eles têm alguém para falar por eles. Esse alguém, neste caso, é uma comissão de guardiões e guardiãs do rio, escolhidos entre as pessoas que têm alguma relação com ele, seja o povo ribeirinho, os povos originários, a indústria que capta água para sua atividade, os consumidores, os agricultores ou, enfim, toda a população que depende do Rio Iguaçu”, explica, lembrando que o Rio Iguaçu e seus afluentes respondem por 81% da água consumida no estado do Paraná.
Entre esses guardiões, a advogada destaca os povos originários, que têm um longo histórico de respeito e cuidado com os rios e demais elementos naturais. Indígena do povo Kaingang, a escritora e cineasta Vanessa Fê Há afirma que o Iguaçu não é importante apenas para os povos originários, mas para todos os paranaenses.
“É muito importante que os povos indígenas estejam aqui para falar sobre como é esse contato que temos com o Rio Iguaçu e como ele afeta diretamente as nossas vidas — e sua importância não apenas para os povos indígenas, mas para o estado inteiro, porque a água é vida e a água nos dá vida. É muito importante que o rio faça parte da nossa vida, que esteja em nosso dia a dia e que o tratemos como parte de nós. Temos que pensar no rio, na floresta, como seres vivos, como algo que faz parte do nosso cotidiano. Muitos povos indígenas dizem que somos a própria natureza. Então, se somos a própria natureza, somos a árvore, somos a terra, somos o rio. E esse rio também é o Rio Iguaçu”.
Ao longo da audiência, diversos pesquisadores apresentaram dados alarmantes sobre a degradação do rio em todo o seu curso e apontaram medidas cabíveis para solucionar esse problema. Participaram do evento o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ciro Alberto de Oliveira Ribeiro; Marcus Tesserolli, prefeito de Piraquara; José Ulisses dos Santos, chefe do Parque Nacional do Iguaçu; Yara Barros, coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu; José Álvaro Carneiro, diretor-corporativo do Hospital Pequeno Príncipe; Katya Isaguirre-Torres, coordenadora do Ekoa – Núcleo de Pesquisa e Extensão em Direito Socioambiental da UFPR; e Eduardo Fenianos, pesquisador, escritor e idealizador do Projeto Urbenauta.
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