NOTÍCIAS DO PARANÁ
Campanha de multivacinação no Paraná
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realiza a partir de segunda-feira (6), até 31 de outubro, a Campanha Estadual de Multivacinação, voltada para a atualização da caderneta vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos, para a intensificação da imunização contra sarampo e febre amarela em pessoas com até 59 anos e, também, a resgatar a vacinação contra o HPV em adolescentes de 15 a 19 anos. O Dia D de mobilização será 18 de outubro (sábado) em todos os municípios do Paraná.
Atualmente, o Estado apresenta coberturas vacinais para BCG de 102,21%, maior que a média brasileira, de 93,86%. Também tem cobertura vacinal de 75,50% para febre amarela, contra 72,92% no país. A Hepatite A é de 84,96% no Paraná e de 77,92% no Brasil. A tríplice viral para sarampo, caxumba e rubéola (1ª dose) tem cobertura de 93,03% no Estado e de 91,31% no país.
- O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforça que a vacinação é gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). “É importante fazer esse esforço para ampliar a cobertura vacinal. Queremos que o Paraná se mantenha como exemplo de imunização para o Brasil. É fundamental que pais e responsáveis levem as crianças e adolescentes com a caderneta de vacinação para avaliação das doses necessárias”.
A iniciativa segue orientação do Ministério da Saúde e busca elevar as coberturas vacinais, ampliar o acesso da população à vacinação e reduzir o risco de reintrodução ou disseminação de doenças como o sarampo.
A campanha contará com aporte extra de vacinas para todas as Regionais de Saúde e municípios, garantindo o atendimento de todo o público-alvo. Estarão disponíveis todas as vacinas do Calendário Nacional de Imunização incluindo: hepatite B, meningocócicas C e ACWY, tríplice viral (SCR), varicela, hepatite A, febre amarela, rotavírus, HPV, influenza e Covid-19.
PÚBLICO-ALVO
Crianças e adolescentes menores de 15 anos (até 14 anos, 11 meses e 29 dias) para atualização da caderneta vacinal; indivíduos até 59 anos (59 anos, 11 meses e 29 dias) que não tenham registro de vacina contra sarampo e/ou febre amarela; adolescentes de 15 a 19 anos (19 anos, 11 meses e 29 dias) não vacinados contra o HPV.
RISCOS E ALERTAS
A intensificação da vacinação é fundamental para enfrentar risco de reintrodução do sarampo, já que Paraguai e Argentina registram casos ativos da doença e outros estados brasileiros identificaram casos importados. Em relação à febre amarela, a chegada da sazonalidade primavera-verão aumenta a circulação do vírus, com risco maior nas áreas de corredor ecológico. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais também reforçam a imunização.
Confira o esquema de vacinação:
Sarampo
12 meses a 29 anos: duas doses (intervalo de 30 dias)
30 a 59 anos: uma dose
Trabalhadores da saúde não vacinados: duas doses, independente da idade
Febre amarela
Dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos
Pessoas de 5 a 59 anos: uma dose (caso não vacinadas)
A partir de 60 anos: uma dose mediante avaliação médica, em áreas de risco
HPV
9 a 14 e 15 a 19 anos.
Agência Estadual de Notícias Foto: Geraldo Bubniak/AEN
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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