NOTÍCIAS DO PARANÁ
Casal morre ao mesmo tempo em locais diferentes no Paraná
Uma história de amor e muita cumplicidade havia entre o casal Ildemar Schirmann e Mirtes Thoele Brum, cujo epílogo se deu como num filme trágico/romântico, praticamente no mesmo horário.
Era por volta de 20h desta quinta-feira (23) quando Mirtes, de sua residência na linha São João, interior de Missal (oeste do Paraná), chamou Ildemar através de mensagens de voz pelo Whats-App, dizendo que não estava se sentindo bem. A mensagem foi repetida pelo menos mais duas vezes.
Ildemar estava em outra propriedade do casal e acabou se deslocando rapidamente de motocicleta, mas, no meio do caminho acabou sofrendo um acidente, foi encaminhado a um hospital, depois de socorrido pelo Samu, com vida, mas acabou falecendo por volta de 23h, vítima de traumatismo craniano.
As atenções estavam voltadas para o acidente, mas um dos filhos de Mirtes acabou se deslocando, também por volta de 23h, até a residência da mãe e encontrou tudo fechado.
Quando o Samu chegou, adentrou à propriedade e encontrou a mulher desfalecida. Mirtes ainda foi conduzida a um hospital, onde foi tentado reanimá-la, mas não foi mais possível.
De acordo com informações da Funerária São José, os corpos foram encaminhados para o IML de Foz do Iguaçu. O corpo de Ildemar foi liberado, enquanto que o de Mirtes continua no Instituto Médico Legal para maiores averiguações.
Ildemar e Mirtes eram viúvos e viviam juntos havia seis anos. Ele foi sepultado em Itaipulândia e ela em São José do Itavó. (Correio do Lago).
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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