NOTÍCIAS DO PARANÁ

Casos de dengue caem no Paraná, enquanto os de chikungunya aumentam

Publicados

em

O número de casos confirmados de dengue no Paraná durante as primeiras sete semanas de 2025 é 93,1% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Do dia 1º de janeiro até 15 de fevereiro deste ano foram registrados 5.323 casos confirmados, contra 77.743 no ano passado. Os dados, ainda preliminares, são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

Por sua vez, os casos prováveis de chikungunya, doença que também é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, aumentaram 383% no mesmo recorte de tempo em relação a 2024. No ano passado foram 93 notificações de casos prováveis, neste ano são 449.

“A doença Chikungunya apresenta situação preocupante, e como se trata do mesmo vetor envolvido nos dois agravos, o mosquito Aedes aegypti, é necessário que as medidas de controle vetorial sejam intensificadas, e que a população colabore, não acumulando água que possa tornar-se criadouros”, explica Ivana Belmonte, coordenadora da Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Leia Também:  Ratinho Junior lidera com 48,5% e Jair Bolsonaro com 47%

Dengue no Paraná

Ainda conforme os dados do Sinan, das 22 Regionais de Saúde do Paraná, 91% apresentaram redução de casos prováveis de dengue em 2025, com exceção das Regionais de União da Vitória (6ªRS) e Ponta Grossa (3ªRS), onde houve o aumento de 43% e 23% respectivamente.

No total, o Paraná teve uma diminuição de 80,8% de casos prováveis na semana epidemiológica 01 a 07. Em 2024 foram 81.417 casos, e em 2025, 15.663.

redução também é verificada para os óbitos, passando de 86 para 2, uma queda de 97,7%.

Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, a diminuição expressiva dos casos de dengue no Paraná é fruto de um trabalho organizado e de conscientização. Ele ressalta, no entanto, que para que os números não voltem a crescer, as pessoas devem continuar com as práticas de limpeza e eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti. 

Além da dengue e da Chikungunya, o mosquito também transmite o Zika Vírus.

Com AEN  Foto: Reprodução/Portal Fiocruz

Propaganda

NOTÍCIAS DO PARANÁ

Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

Publicados

em

Por

O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

Leia Também:  Carnavalescos do RJ já trabalham em criação de carros alegóricos para o Natal em Campo Mourão

“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

Leia Também:  Covid-19: Paraná acumula 4.067 mortes e 163 mil infectados, diz Sesa

Fonte: ALEP

Continue lendo

QUARTO CENTENÁRIO

PARANÁ

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA