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Ventos acima dos 100 km/h causam estragos no Paraná

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O forte temporal que atingiu o Paraná entre a tarde de domingo (21) e a madrugada desta segunda-feira (22) causou estragos em diversos municípios. Segundo o Simepar, as rajadas de vento superaram os 100 km/h em algumas localidades.

Foram registradas quedas de árvores, destelhamentos de casas e equipamentos públicos. De acordo com a Defesa Civil, mais de mil pessoas foram atingidas, e oito estão desabrigadas.

Em Ubiratã, no Oeste paranaenses, os ventos chegaram aos 121 km/h. A ventania também foi significativa em Altônia, no Noroeste, com 102 km/h.

Foto: Reprodução

A força do vento destruiu uma estrutura no autódromo de Cascavel. Uma estrutura metálica montada para uma competição derrubou um poste e caiu sobre veículos que estavam estacionados. Ninguém se feriu. O vento chegou aos 73 km/h no municípios.

Casas foram destelhadas em Ponta Grossa, e a cobertura da quadra de uma escola municipal desabou – a unidade foi interditada.

O temporal também causou estragos em Curitiba, com pelo menos 57 árvores caídas em diversos pontos da cidade e dezenas de semáforos desligados. As rajadas de vento chegaram aos 74 km/h na capital.

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Rajadas de vento mais fortes no Paraná, nesta segunda-feira:

  • 121 km/h em Ubiratã;
  • 102,2 km/h em Altônia;
  • 83,9 km/h em Ponta Grossa;
  • 77 km/h em Guaíra;
  • 74,2 km/h em Curitiba;
  • 74,2 km/h em Umuarama;
  • 73,8 km/h em Cascavel;
  • 72,7 km/h em Laranjeiras do Sul;
  • 71,3 km/h em Campo Mourão;

PARANÁ PORTAL Foto: Divulgação/Copel

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NOTÍCIAS DO PARANÁ

Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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