NOTÍCIAS DO PARANÁ

Chuvas do fim de semana já bateram recorde de novembro e continuam ao longo da semana em várias partes do Paraná.

Publicados

em

O fim de semana foi marcado por temporais severos no Paraná, que agora demanda resposta ágil do Estado com a liberação de R$ 50 milhões para auxiliar as prefeituras na reconstrução. Em apenas dois dias, três estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) chegaram ao volume histórico de chuvas para todo o mês de novembro. As rajadas de vento superaram os 90 km/h. A previsão do tempo indica que, ao longo da semana, a chuva continuará no Estado de forma mais irregular.

O volume de chuvas foi tão alto que, em apenas dois dias, Campo Mourão, Cianorte e Santa Helena já ultrapassaram a média histórica de acumulado de chuva para novembro. Em Campo Mourão, onde historicamente em novembro o acumulado de chuva é de 128,8 mm, já choveu 147 mm. Em Cianorte, onde no mês chove em média 100,1 mm, já choveu 127,8 mm. Já em Santa Helena, onde em novembro historicamente chove um acumulado de 152,5 mm, já choveu 210,6 mm.

As rajadas de vento também foram intensas. No domingo, Cornélio Procópio registrou rajada de 95,5 km/h às 2h, e Santo Antônio da Platina registrou 91 km/h à 0h. Houve registro de granizo em várias cidades, entre elas Mandaguari, Jandaia do Sul, Cianorte, Mandaguaçu, Entre Rios do Oeste, Planalto e Campo Mourão.

Leia Também:  Motorista morre em acidente entre Quinta do Sol e Engenheiro Beltrão

“Essas tempestades foram formadas e se desenvolveram, associadas à combinação de calor e umidade, que estavam elevados na atmosfera, e também a intensificação de uma área de baixa pressão atmosférica, entre Paraguai e Norte-Argentina, e mesmo sobre o estado do Paraná”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

A chuva continuou desde a madrugada desta segunda-feira, porém de forma irregular. Até as 10h15, o acumulado de chuva já chegou a 55,6 mm em Cândido de Abreu, 39,6 mm em Ubiratã, e 20 mm em Cianorte.

“Ao longo da tarde, as instabilidades se intensificam, provocando precipitações localmente fortes e bem distribuídas, com destaque para as regiões Norte, Campos Gerais e Leste, onde os modelos indicam maior atividade convectiva”, explica Bianca de Ângelo, meteorologista do Simepar.

Apesar da chuva, as temperaturas permanecem elevadas, chegando perto dos 30°C no Oeste do Estado, especialmente em cidades como Altônia, Santa Helena e Foz do Iguaçu. Já no Leste, os valores são mais amenos, em torno dos 22°C.

A PARTIR DE TERÇA

Nesta terça-feira, 4, as chuvas reduzem. No Oeste, o sol volta a predominar favorecendo a elevação das temperaturas, que devem ultrapassar os 30°C. No Leste, o sol aparece entre nuvens principalmente no período da tarde. Há possibilidade de chuva fraca, especialmente no Litoral.

Leia Também:  Receita paga hoje, sexta-feira, restituições do quinto e último lote do IR 2022

A chuva volta com força ao Estado na quarta-feira, 5. “A formação de um novo sistema de baixa pressão sobre o Paraguai deve provocar chuvas intensas no Oeste paranaense, que avançam em direção às demais regiões ao longo do dia, perdendo força gradualmente”, detalha Bianca. As temperaturas apresentam leve queda, mas as máximas permanecem acima dos 25°C.

Na quinta-feira, a intensidade das precipitações diminui, mas ainda são esperadas pancadas de chuva isoladas em todo o Estado, com maior concentração na região Oeste.

Agência Estadual de Notícias Foto: Gilson Abreu/ANPr

Propaganda

NOTÍCIAS DO PARANÁ

Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

Publicados

em

Por

O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

Leia Também:  21 municípios do Paraná recebem vacinas da Pfizer; veja a quantidade de cada cidade

“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

Leia Também:  Deputados votam mudanças nas carreiras e salários de servidores nesta segunda (3)

Fonte: ALEP

Continue lendo

QUARTO CENTENÁRIO

PARANÁ

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA