NOTÍCIAS DO PARANÁ
Cinco pessoas são mortas em confronto armado com o BPFron no interior de Santa Helena
Na noite desta quarta-feira (23), cinco criminosos morreram após confronto armado contra a Polícia Militar. A ação policial originou com diligências da Agência Regional de Inteligência (ARI) do 5º Comando Regional de Polícia Militar, nas quais levantou-se a localização de cinco sujeitos que estariam homiziados numa residência no Distrito de Subsede, pertencente à Santa Helena
De acordo com levantamentos feitos e mais que ainda estão sendo diligenciados, ao menos dois deles teriam envolvimento, inclusive, em recente homicídio que ocasionou a morte de um segurança de posto de combustível, e outro ocorrido há alguns anos na cidade de Santa Tereza do Oeste.
Diante disso, foi solicitado apoio aos policiais do BPFRON bem como do 19º Batalhão de Polícia Militar, da cidade de Toledo-PR. Na localidade, os policiais visualizaram alguns destes indivíduos com atitudes suspeitas, na proximidade de uma residência. Ao darem voz de abordagem, os criminosos não só desacataram a ordem policial como revidaram com suas armas em punhos.
Desta forma, com vistas à legítima defesa, diante da iminente injusta agressão por parte daqueles homens, os policiais militares dispararam, iniciando-se confronto armado.
Cessado o perigo, os policiais acionaram socorro médico, para que atendessem os sujeitos feridos, contudo, mesmo a tentativa médica não foi suficiente, sendo atestado o óbito dos cinco indivíduos no local, uma vez que não resistiram aos ferimentos.
O perímetro foi isolado pela Polícia Militar, tendo sido acionadas, Polícia Civil, Científica e IML, para os encaminhamentos devidos.
Destaque-se que todos os indivíduos mortos estavam armados com pistola 9mm, pistola calibre 635, além de três revólveres calibre .38, as quais foram apreendidas com as munições. Importante destacar que o confronto armado não é desejado pela Instituição, sendo último recurso a ser empregado pelos policiais militares numa ocorrência.
Contudo a necessidade de reação pode ser necessária e iminente em virtude do risco a vida de terceiros ou de próprios policiais. Nenhum policial se feriu na ação e os homens de 18, 25, 30, 33 e 38 anos, reitere-se, faleceram no local, e foram levados para o IML de Foz do Iguaçu.
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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