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Colisões foram responsáveis por mais de 70% das mortes durante Operação Ano Novo da PRF no Paraná

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Entre os tipos de acidentes mais registrados estão as saídas de pista, colisões traseiras e tombamentos – Foto: PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o balanço da Operação Ano Novo 2026, realizada entre a terça-feira (30/12) e o domingo (04/01), nas rodovias federais do Paraná. Foram registrados 107 acidentes, que resultaram em 121 pessoas feridas e sete mortes.

Os registros se distribuíram ao longo da semana, com maior concentração nos dias de maior fluxo de veículos – quinta-feira e no final de semana. Entre os tipos de acidentes mais registrados estão as saídas de pista, colisões traseiras e tombamentos.

Os números apontam que as principais causas dos acidentes estiveram relacionadas à ausência de reação do condutor e à reação tardia ou ineficiente, além de situações como falta de distância de segurança, ingestão de álcool, velocidade incompatível com a via e a ingestão de bebida alcoólica.

Durante a operação, foram registrados seis acidentes com resultado em morte, totalizando sete mortes. As ocorrências se distribuíram de forma equilibrada entre trechos em reta e curva, com predominância de pista simples. As colisões concentraram cinco das sete mortes, enquanto os demais casos envolveram tombamento e capotamento. A maior parte dos registros ocorreu em pista seca.

Na operação Ano Novo 2025, a PRF registrou 120 acidentes, com 143 pessoas feridas e oito mortes.

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Acidentes com óbitos nas rodovias federais paranaenses – 30/12 a 04/01

Data Hora BR Município Tipo de acidente Traçado Condição da pista Mortes
02/01/2026 11:30 376 Guairaçá Colisão transversal Reta Molhada 1
03/01/2026 20:25 163 Capanema Colisão traseira Reta Seca 1
03/01/2026 21:57 373 Ponta Grossa Colisão frontal Reta Seca 1
04/01/2026 08:00 277 Prudentópolis Colisão frontal Curva Seca 2
04/01/2026 17:00 277 Guarapuava Tombamento Curva Seca 1
04/01/2026 19:35 163 Capitão Leônidas Marques Capotamento Curva Seca 1
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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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