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Colisões frontais foram responsáveis por 50% das mortes registradas durante feriado da Semana Santa no Paraná

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 112 acidentes, 106 pessoas feridas e seis mortes durante a operação Semana Santa 2026 nas rodovias federais do Paraná, realizada entre os dias 2 a 5 de abril. No feriado do ano passado, foram registrados 110 acidentes, 119 pessoas feridas e sete mortes. Na ocasião, a operação teve cinco dias e abarcou também o feriado de Tiradentes.

As dinâmicas dos acidentes fatais trazem um padrão: período noturno, pista seca, trechos de retas e comportamentos de risco, com destaque para a colisão frontal como o principal tipo de acidente mais fatal. Isso é reforçado pelos indícios de invasão de pista contrária, baixa percepção de risco em retas e atropelamento noturno, potencializado pela ausência de iluminação.

O acidente mais grave ocorreu no primeiro dia da operação, em Mandirituba (PR), na BR-116. Uma colisão frontal entre dois carros matou os dois ocupantes de um deles num trecho de pista simples. O condutor do outro carro envolvido foi removido para o hospital em estado grave.

Acidentes fatais

Ordem Data Hora BR Município Tipo Pista Traçado Clima Mortes
1 02/04/2026 00h05 116 Mandirituba Colisão frontal Simples Reta Pista seca 2
2 02/04/2026 20h 476 Curitiba Colisão traseira Dupla Reta Pista seca 1
3 02/04/2026 22h14 277 Paranaguá Colisão com objeto estático Dupla Curva Pista seca 1
4 05/04/2026 20h15 373 Prudentópolis Colisão frontal Simples Pista seca 1
5 05/04/2026 22h50 116 Antonina Atropelamento de pedestre Dupla Reta Pista molhada 1

FISCALIZAÇÃO

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Quase sete mil condutores foram flagrados pelos radares da PRF dirigindo acima do limite de velocidade (6.833); 256 ocupantes de veículos não utilizavam o cinto de segurança e 28 crianças eram transportadas sem o dispositivo de segurança adequado; 309 veículos trafegavam sem estarem licenciados; 225 caminhoneiros foram autuados por conduzirem seus veículos nas faixas proibidas; 111 motoristas dirigiam sem habilitação e 57 estavam com o documento vencido há mais de 30 dias; 174 motoristas foram flagrados em ultrapassagens proibidas e 93 estavam conduzindo bêbados – quatro foram presos pelo crime de dirigir embriagado.

Fonte: Da Assessoria PRF

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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