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Embaixada dos EUA doa equipamentos para as forças policiais que atuam nas fronteiras

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A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil doou ao Paraná 4 toneladas de equipamentos para unidades da Polícia Militar que atuam na tríplice fronteira. São itens para uso em operações de prevenção e combate à criminalidade e, também, voltados para treinamento, capacitação e tecnologia. A entrega dos materiais terá início em julho e se concretizará em setembro deste ano.

 

De acordo com o secretário estadual da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, que se reuniu com embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, em Foz do Iguaçu, na semana passada, esse apoio será fundamental, principalmente para o serviço do Batalhão de Fronteira da Polícia Militar (BPFron), mas também para o Grupo Tigre, da Polícia Civil, e a Polícia Federal, entre outros grupos das forças policiais do Estado.

“A chegada deste material vai complementar a capacitação, a tecnologia, o armamento e os equipamentos já utilizados em todos os projetos que a Secretaria da Segurança Pública já desenvolve na região de fronteira”, destacou Marinho.

Entre os materiais doados constam equipamentos de treinamento e cursos desenvolvidos a partir dessa parceria, incluindo bonecos para primeiros socorros, simulador de ferimentos para Atendimento Pré-Hospitalar (APH) de combate, simulacros de carabinas e pistolas, software de simulação de tiro, munição de treinamento, óculos de proteção e abafadores eletrônicos, entre outros.

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Também foram doados itens para uso em operações, como placas balísticas, coletes modulares, binóculos, visores termais, rádios comunicadores, espelhos para inspeção veicular, kits para Atendimento Pré-Hospitalar (APH), algemas, mochilas, lanternas e outros materiais que contribuirão para o trabalho dos policiais militares.

O recebimento destes materiais é fruto de uma parceria do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) com a Embaixada e consulados dos EUA. De acordo com o secretário, os bons resultados obtidos pela unidade policial no enfrentamento dos crimes transfronteiriços nos últimos anos têm contribuído para a segurança da população paranaense.

REUNIÃO – Durante a reunião, que ocorreu no Centro Integrado de Operações de Fronteira (CIOF), foi firmado, ainda, compromisso de cooperação mútua para compartilhamento de informações visando o combate à criminalidade. Também participaram o delegado de Polícia Federal Emerson Antônio Rodrigues e o comandante do Batalhão de Polícia de Fronteira (Bpfron), major André Cristiano Dorecki.

Estiveram presentes no encontro representantes do Departamento Federal de Investigação (FBI), da Polícia Federal, Polícia Civil do Paraná e de Santa Catarina, Polícia Militar do Paraná, Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR), integrantes da comissão de trabalho da Secretaria da Segurança Pública e Guarda Municipal de Foz do Iguaçu.

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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