NOTÍCIAS DO PARANÁ
Comitiva do Paraná participa da posse do presidente do Paraguai
O vice-governador Darci Piana liderou a comitiva do Paraná que participou da posse do novo presidente do Paraguai, Santiago Peña, nesta terça-feira (15). A pedido do governador Carlos Massa Ratinho Junior, a equipe teve como missão estreitar ainda mais a relação bilateral com o país vizinho. O secretário da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros, o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, o presidente da Sanepar, Cláudio Stabile, e o deputado estadual Gugu Bueno também acompanharam a cerimônia no Palácio de los López, sede do governo paraguaio.
“Paraguai e Paraná são grandes parceiros. Por isso, a pedido do governador Ratinho Junior, estive na manhã desta terça-feira na posse do novo presidente paraguaio, Santiago Peña, que assume para o mandato de cinco anos. Nosso objetivo é continuar trabalhando juntos na proteção da fronteira e nas parcerias comerciais, importantes para os dois lados”, disse Piana.
O secretário Ricardo Barros mostrou confiança de que o Paraná vai ter uma integração econômica ainda mais estreita com o Paraguai na gestão de Peña. Barros conversou com o novo mandatário paraguaio, bem como com os novos ministros da Indústria e Comércio, Javier Jiménez Garcia de Zuñiga, e das Relações Exteriores, Rubén Ramírez Lazcano.
“Tivemos a oportunidade de conversar com o presidente e falamos bastante sobre uma integração mais efetiva do Paraná com o Paraguai, especialmente na área de produção de proteína animal, que temos muito conhecimento e podemos colaborar no crescimento econômico das regiões agrícolas do Paraguai”, disse Barros.
Entre as ações que o Paraná pode colaborar para que o Paraguai aumente a produção de proteína animal, em especial de carne suína e de frango, Barros cita o modelo de gestão das cooperativas, cujas unidades paranaenses são modelo de negócios no mundo – 11 cooperativas paranaenses ligadas ao setor agroindustrial figuram entre as maiores do mundo, segundo análise feita pelo World Cooperative Monitor (Monitor Cooperativo Mundial), que elenca as maiores empresas associativistas em rankings de faturamento, número de cooperados e movimentação financeira.
TAIPU E INFRAESTRUTURA – A comitiva também abordou outros temas da relação bilateral com o Paraná com as novas autoridades paraguaias. Entre eles, a revisão do acordo bilateral da Itaipu, a atuação de empresas paranaenses no país vizinho, além de investimentos em infraestrutura.
No caso de Itaipu, com o fim do pagamento da obra da usina, em fevereiro, após 50 anos, há possibilidade de criação de um fundo com recursos da usina para promover o desenvolvimento da região fronteiriça. Brasil e Paraguai estão estreitamente ligados pela Itaipu Binacional, que responde por 8,72% da demanda de energia elétrica brasileira e é responsável por 86,4% da energia elétrica consumida no país vizinho.
O Paraná já tem uma série de parcerias com o país vizinho com o apoio de Itaipu. Recursos da Binacional foram usados, por exemplo, para a construção da nova ponte ligando os dois países, já concluída, entre Foz do Iguaçu e a cidade paraguaia de Presidente Franco.
Outro tema abordado no encontro foi a construção de novos traçados ferroviários. Antes da posse, no início de agosto, Piana apresentou as principais obras de infraestrutura do Paraná em uma visita do ministro paraguaio da Indústria e Comércio ao Paraná. Entre elas, a Nova Ferroeste, corredor ferroviário de 1,5 mil quilômetros entre Paranaguá, no Litoral do Estado, e a cidade de Maracaju, no Mato Grosso do Sul, com ramal para Foz do Iguaçu, que poderá ser usada pelo país vizinho para escoar sua safra.
PEÑA – Peña foi eleito no pleito realizado em 30 de abril no Paraguai. Ele participou do Conselho de Administração do Banco Central do Paraguai e foi ministro da Fazenda do país.
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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