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Deltan Dallagnol é o deputado federal mais votado pelo Paraná

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Com o resultado, o ex-coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato e ex-procurador da República se torna o segundo deputado federal com mais votos na história do Paraná.
O ex-coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato e ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Podemos) foi o deputado federal mais votado no Paraná. Ele recebeu mais de 344,5 mil votos, bem à frente da segunda colocada, Gleisi Hoffmann (PT), que teve pouco mais de 260 mil, com 99,6% das urnas apuradas. O terceiro colocado foi Filipe Barros (PL) que angariou 248 mil votos dos eleitores paranaenses. Com o resultado, Dallagnol se torna o segundo deputado federal com mais votos na história do Paraná. O primeiro havia sido Ratinho Junior, que chegou a receber 358,9 mil votos na eleição de 2010.

“O povo brasileiro está dando um importante recado nas urnas. A Lava Jato renasceu e não foi das cinzas, foi das urnas, do coração e da esperança do povo brasileiro. O povo deu um recado: os corruptos não vencerão”, declarou Dallagnol ainda antes do fim da apuração total, na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Curitiba.

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Apesar de liderar a votação, a eleição de Dallagnol ainda depende do julgamento da candidatura. Isso porque a candidatura dele sofreu três pedidos de impugnação que ainda não foram julgados pela Justiça Eleitoral. A expectativa é que esse julgamento ocorra ainda nesta semana.

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As impugnações são respaldadas pela Lei da Ficha Limpa e argumentam que Dallagnol pediu exoneração do Ministério Público Federal quando havia processo administrativo aberto contra ele e, também, por uma decisão do Tribunal de Contas da União que determinou a devolução de recursos utilizados para o pagamento de diárias a outros procuradores da Lava Jato, coordenada por ele. O candidato apresentou contestação às impugnações, mas ainda não há uma decisão da Justiça Eleitoral.

Os pedidos de impugnações foram formalizados pela Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), pelo candidato a deputado federal Oduwaldo Calixto (PL) e pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN).

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Relembre a trajetória de Dallagnol
Deltan Dallagnol foi procurador da República de 2003 a 2021 e ficou conhecido em todo o país por coordenar a operação que investigou crimes de corrupção na Petrobras e em outras estatais. Seguindo os passos do ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, que entrou na política, Dallagnol pediu exoneração do Ministério Público no final de 2021 e se filiou ao Podemos. Seu nome foi apresentado como pré-candidato do partido para disputar uma vaga na Câmara Federal, sendo homologado na convenção partidária.

Foi na Lava Jato que Deltan Dallagnol pautou toda a campanha, destacando o valor de R$ 25 bilhões desviados e recuperados pela operação. No horário eleitoral e nas redes sociais ao longo da campanha, teve como principal alvo o ex-presidente e agora candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso pela Lava Jato, mas posteriormente inocentado e solto pela Justiça. Pouco antes do pleito, Dallagnol foi condenado pelo TSE por propaganda eleitoral negativa contra Lula, com multa de R$ 5 mil.

Da Gazeta do Povo

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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