NOTÍCIAS DO PARANÁ
Chega de conversa fiada. É hora de tratar do Brasil real, afirma Romanelli
Deputado estadual, Luiz Cláudio Romanelli, manifesta indignação e repúdio com os destaques que tomam conta do país pandêmico em relação aos riscos sobre o Estado Direito Democrático e o voto impresso.
“Essa conversa de ameaça a democracia e voto impresso é tudo tática diversionista pra tirar o foco da tragédia humana por conta da gestão da pandemia, do fracasso na economia, do isolamento internacional e destruição da Amazônia. Vamos parar de perder tempo e tratar do Brasil real”, comenta Romanelli em sua conta no Twitter.
Suas observações coincidem com a manchete deste domingo no jornal Folha de São Paulo onde reportagem mostra que pobres sentem mais a alta dos preços, substituem itens da mesa e param de comprar carne bovina.
Quando falta arroz e feijão na mesa do brasileiro é sinal de que acendeu luz vermelha e Romanelli coloca o dedo na ferida quando diz que é preciso parar de perder tempos e tratar do Brasil real.
Com o botijão de gás perto de R$ 100 ou mais em algumas cidades, muitas famílias trocaram o fogão a gás por lenha e carvão. Este é um Brasil que. não pode retroceder, pois enquanto numa ponta os preços sobem, na outra a renda cai. Hoje são perto de 14 milhões de desempregados e a pandemia bate as 550 mil mortes.
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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