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Covid-19: Secretaria da Saúde confirma 90 óbitos e Paraná chega a 5,4 mil mortos

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Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) confirmou 90 novas mortes pela covid-19 no Paraná, em  boletim divulgado na noite deste domingo (8). Segundo o informe estadual, 60 dessas mortes aconteceram em Curitiba. Desde o início da pandemia, 5.401 pessoas morreram no estado por infecção causada pelo novo coronavírus.

As 60 mortes confirmadas em Curitiba aconteceram entre os dias 9 de agosto e 2 de novembro, e não estavam no sistema de notificação. São 20 mulheres e 40 homens, com idades entre 27 e 90 anos. A Sesa havia informado na última quinta-feira (5) que a Prefeitura de Curitiba não notificava mortes por coronavírus desde 2 de outubro.

A responsabilidade de informar as mortes no sistema Notifica Covid-19 é dos gestores municipais. Sem os dados, as informações não são contabilizadas pelo CIEVS (Centro de Informações Estratégias em Vigilância em Saúde).

Outros 30 óbitos foram informados neste domingo pela Sesa – todos de pacientes que estavam internados em hospitais do estado. São 16 mulheres e 14 homens, com idades que variam de 48 a 94 anos. Essas mortes ocorreram entre 1º de outubro e 8 de novembro.

NOVOS CASOS CONFIRMADOS

A última atualização da Secretaria de Estado da Saúde também indica 792 casos confirmados da covid-19 nas últimas 24 horas. Os dados acumulados da doença no Paraná somam 218.927 infecções pelo Sars-CoV-2.

Ainda de acordo com a Sesa, 564 pacientes que tiveram diagnóstico confirmado da covid-19 estão internados em hospitais do estado. Destes, 278 estão em UTI, e 286 pacientes, com casos mais leves, são atendidos em leitos clínicos/enfermaria.

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O balanço da Secretaria da Saúde indica ainda outros 920 pacientes internados, 394 em leitos UTI e 526 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos da doença.

167.528 paranaenses que contraíram o novo coronavírus já estão recuperados (77%).

A taxa de ocupação dos leitos de UTI covid para o atendimento de pacientes adultos no estado é de 60% neste domingo.

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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