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Mesa diretora da Assembleia Legislativa do Paraná é reeleita em votação antecipada

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Os deputados Ademar Traiano (PSDB) e Luiz Claudio Romanelli (PSB) foram reeleitos aos cargos de presidente e 1º secretário, respectivamente, na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná). A eleição aconteceu nesta segunda-feira (10) apesar de estar prevista para o dia 10 de outubro.

A decisão de antecipar a eleição foi definida com a aprovação do projeto que alterou o Regimento Interno da Casa. O texto foi votado no dia 21 de julho, em sessão plenária remota por causa da pandemia de covid-19.

“Foi uma forma de tirar a eleição da Assembleia do calor do processo e do debate eleitoral. Foi um entendimento dos líderes partidários, por isso que foi feito essa alteração regimental e antecipada a eleição em dois meses”, explicou o deputado Romanelli, em entrevista a rádio BandNews Curitiba.

Ademar Traiano, que assumirá o quarto mandato como presidente da Casa,  atribuiu a reeleição também às ações tomadas pela mesa durante a pandemia de covid-19. “Prevalece as medidas que a mesa vem implementando e a experiência que adquirimos ao longo de todo o período que aqui na Assembleia. A gente pode oferecer muito ao Paraná e a segurança de todas as medidas que são de interesse do Estado”, avaliou.

A dupla encabeçou a chapa Parlamento Forte, única inscrita. Foram 48 votos favoráveis e nenhum contra. Outros seis deputados se abstiveram do voto. A posse deles está marcada para o dia 2 de fevereiro de 2021.

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Além de Traiano e Romanello, a mesa executiva conta com outros sete integrantes:

  • 1º vice-presidente, Tercilio Turini (PPS);
  • 2º vice-presidente, Paulo Rogério do Carmo (PSL);
  • 3º vice-presidente, Requião Filho
  • 2º secretário, Gilson de Souza (PSC)
  • 3º secretário, Alexandre Amaro (REP);
  • 4º secretário, Nelson Luersen (PDT);
  • 5º secretário, Gilberto Ribeiro (PP).

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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