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Detran Paraná apoia fiscalizações mais rigorosas sobre Trailers, Reboques e Engates em conjunto com ANFATRE

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O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) se reuniu com a Associação Nacional dos Fabricantes de Trailers, Reboques e Engates (ANFATRE), em uma videoconferência no último dia 16, para discutir sobre a importância das fiscalizações deste tipo de veículo e estabelecer melhorias para diminuir o risco de fraudes.

 


Geralmente, este tipo de veículo não passa por vistoria, o que facilita o emplacamento de veículos que não tenham as mesmas características técnicas do produto homologado pelo Denatran, conforme seu Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT) e Certificado de Capacidade Técnica do Inmetro (CCT) ou tenham passado por algum tipo de adulteração. Além disso, um dos maiores riscos é a produção sem seguir normas básicas de segurança, principalmente as “carretinhas” (reboques de pequeno porte), conhecidas também como “fazendinhas”, utilizados para transporte de objetos e que são engatados aos carros.

 


“Somos muito rígidos nas vistorias feitas no Detran e mesmo assim temos um índice alto de veículos com diversas irregularidades. Um exemplo é um veículo descrito como ‘carretinha’ no documento, mas foi alterado para um ‘food truck’. Por isso, estamos estudando medidas para aumentar a fiscalização evitando adulterações, garantindo a segurança veicular e procedência destes veículos”, comenta o diretor de operações do Detran-PR, Mauro Celso Monteiro.
Segundo a ANFATRE, estes equipamentos devem seguir o padrão do projeto aprovado pelo DENATRAN, contendo, por exemplo: iluminação adequada, materiais novos e compatíveis, e tamanhos aprovados, chassi e ano de fabricação devidamente gravadas, plaqueta contendo dados do fabricante e dados técnicos, entre outros, e serem produzidos por empresas homologadas junto aos órgãos competentes. Em 2019, mais de 60% destes veículos foram fabricados por empresas não homologadas e emplacados por um processo de compra e venda, numeração de chassi e notas fiscais ilegais.
Apesar do Detran do Paraná ser um dos únicos do país a executar fiscalizações rigorosas para eliminar o número alto de fraudes e irregularidades desses veículos, a ANFATRE necessita de apoio para fazer com o que o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) crie legislação, procedimentos e sistemas de controle mais rigorosos, promovendo que os outros Detrans do país também fiscalizem de maneira mais eficaz, prezando principalmente pela segurança no trânsito.
Imprensa Detran

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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