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Quem são as nove vítimas que morreram em acidente com van de atletas de remo na BR-376, em Guaratuba

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Foram identificadas as nove vítimas do acidente com uma van da delegação do projeto Remar Para o Futuro na BR-376, em Guaratuba, no litoral do Paraná. A colisão aconteceu na noite deste domingo (20) e envolveu, além da van, uma carreta e um carro.

As vítimas retornavam do Campeonato Brasileiro Unificado, evento em que representaram o clube Centro Português 1º de Dezembro na raia olímpica da USP (Universidade de São Paulo). Eles seguiam para Pelotas (RS) quando houve o acidente.

A prefeitura da cidade gaúcha decretou luto oficial de sete dias no município. A administração municipal também informou que vai apoiar as famílias com o translado dos corpos.

Confira a lista de mortos.

1 – Samuel Benites Lopes, 15 anos
2 – Henri Fontoura Guimarães, 15 anos
3 – João Pedro Kerchiner, 17 anos
4 – Helen Belony, 20 anos
5 – Nicole da Cruz, 15 anos
6 – Angel Souto Vidal, 16 anos
7 – Vitor Fernandes Camargo, 17 anos
8 – Oguener Tissot (coordenador), 43 anos
9 – Ricardo Leal da Cunha (motorista), 52 anos

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O adolescente João Milgarejo, de 17 anos, foi o único ocupante da van que sobreviveu ao acidente. Ele foi encaminhado em estado grave para um hospital de Santa Catarina.

Segundo a prefeitura de Pelotas, o Projeto Remar para o Futuro ocorre desde 2015 no município. Até o ano passado, o projeto já havia emplacado 12 atletas nas categorias de base da Seleção da modalidade.

Os atletas que morreram ganharam sete medalhas em um campeonato de canoagem no final de semana.

O acidente

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as nove pessoas que morreram estavam na van que foi esmagada pela carreta que transportava um container com peças automotivas. A tragédia aconteceu no km 665 da rodovia, na pista sentido Santa Catarina.

Três pessoas foram retiradas com vida do local – os motoristas do carro e da carreta e um atleta que estava na van. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a carreta teria perdido os freios e colidido contra a traseira da van. Em seguida, a van foi projetada para frente, bateu na traseira do carro, rodou na pista e foi arrastada pela carreta para fora da via. O caminhão, então, tombou sobre a van.

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FONTE BAND B

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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