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Defesa Civil atende municípios atingidos pelos temporais; ventos chegaram a 121 km/h

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s equipamentos do Simepar foi de 58,7 km/h às 5h15. Fazenda Rio Grande teve ventos mais fortes, de 70,9 km/h, enquanto que Cerro Azul teve rajada de vento de 76,7 km/h. Na medição feita pelos equipamentos do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, a rajada foi de 77,7 km/h às 5h21. As três cidades ficam na Região Metropolitana da Capital.

COPEL

Equipes da Copel (Companhia Paranaense de Energia) estão em campo desde o início dos temporais no Paraná e seguem mobilizadas. Em todo o Paraná, aproximadamente 405 mil domicílios estão com o fornecimento de energia elétrica interrompido em decorrência do evento climático, em mais de 5,8 mil ocorrências para inspeção e atuação dos profissionais da companhia.

De acordo com o Simepar, além das precipitações há registro de descargas atmosféricas pela manhã, especialmente entre o Oeste, Noroeste e o Vale do Ivaí. Nas estações de Altônia e Ubiratã, na região Noroeste, as rajadas de vento superaram os 100 km/h nas últimas horas.

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Em Bandeirantes, na região Norte do Paraná, duas torres de alta tensão foram derrubadas pela força dos ventos. As regiões usualmente atendidas pelas linhas destas torres estão atendidas por linhas alternativas, portanto não há imóveis sem luz por conta da queda. Trabalhadores locais e de outras regiões irão intensificar as ações na reconstrução das estruturas, com previsão de conclusão para o final desta semana.

A falta de luz pode ser informada pelo aplicativo da Copel, pelo site www.copel.com ou pelo WhatsApp (41) 3013-8973. Em situações de temporais, deve-se seguir as orientações da Defesa Civil e jamais aproximar-se de locais onde haja postes quebrados ou fios caídos. Situações de risco devem ser relatadas à Copel através do telefone 0800-510-0116.

Agência Estadual de Notícias  Foto: CBMPR

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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